Avançar para o conteúdo principal

Adeptos da bola #9 - André Carvalho

1. Nome e clube que apoias.

André Carvalho e Leixões Sport Club.

2. Como e quando te tornaste adepto do Leixões SC?

Mal cheguei cá a Matosinhos o meu avô fez questão de me começar a levar aos jogos do Leixões e posso dizer que foi logo amor à primeira vista. Tive no entanto sorte da época em que apanhei o Leixões, porque acho que na época 2001/2002 qualquer pessoa que tivesse visto o Leixões ficava a simpatizar com o clube, eu felizmente o fiz.

3. O que preferes: os jogadores do teu clube vencerem todos os jogos ou honrarem, acima de tudo, o símbolo que lhes está no peito?

Acima de tudo que dignifiquem o símbolo que usam ao peito. O Leixões nunca foi um clube de títulos no futebol, mas sempre foi um de raça, entrega e amor à camisola e é isso que nós adeptos, exigimos todos os santos fins de semana. Esta época tal como a última têm sido um exemplo enorme disso mesmo.

4. Qual é a tua melhor recordação no Estádio do Mar?

A minha melhor recordação no Estádio do Mar tem de ser sem dúvidas o jogo frente ao Belasica. Consegui em 15 minutos chorar por duas vezes, de tristeza e de alegria. Quando os macedónios marcam o 2º chorei como nunca pensando que o Leixões estava a partir desse momento eliminado, para 15 minutos depois chorar de alegria no golo do empate marcado por Brito, foi o momento mais emocionante da minha vida.

5. Melhor época futebolística para ti.

A época da súbida e a época do famoso 6º lugar em que vencemos no Dragão e Alvalade. A época da subida porque foi repleta de vitórias e grandes momentos e pelo melhor futebol que o Leixões apresentou desde que eu tenho o prazer de o ver. E a outra porque... acho que vitória no Dragão e em Alvalade diz tudo, não?

6. Qual é o pior momento que já viveste como adepto dos leixonenses?

A descida de divisão, sem qualquer dúvida.

7. Um jogador que tenha marcado profundamente (e porquê).

Florent Olivier Sylvain Hanin. É simplesmente o meu ídolo, pela sua qualidade, humildade, entrega e raça quando entra em campo. Desejo-lhe toda a sorte do mundo indepentemente dos clubes que ele passar, nunca será esquecido por mim a época que ele cá fez e as atitudes que tomou.

8. Se tivesses que escolher um treindor do passado para regressar, quem seria? O que destacas nele?

Carlos Carvalhal. Pela final da Taça, pelas vitórias na Europa e por um futebol espectaculo apresentado nessas duas épocas. Para além de ter deixado um plantel com que o grande Abílio Novais foi capaz de nos fazer subir com 103 pontos.

9. É um sonho teu jogar futebol sénior no Leixões?

Sinceramente? Não. É muito mais um sonho meu simplesmente ser um adepto do clube porque jogadores, treinadores, presidentes, todos eles vêm e vão mas os adeptos, os verdadeiros adeptos ficam para sempre e é assim que eu quero ser recordado.

10. Lá fora, tens preferências clubísticas?

Futból Club Barcelona, Huracán, Juventus e Bayer Leverkusen, são os que mais simpatizo. Principalmente o Barcelona.

11. Qual é o teu jogador preferido fora do Leixões?

Pergunta dificil... Há dois, o Florent (como é óbvio) e o melhor do mundo e de sempre, Lionel Messi.

12. Expectativas para esta época desportiva da equipa de Matosinhos. (no clube e pessoais)

Espero uma época tranquila mas sempre com o sentimento de que os jogadores deram tudo e mais alguma coisa no final dos jogos. A prioridade aqui é fazer crescer os jogadores para no próximo ano fazer uma época à Leixões.

Quanto a mim, espero poder e vou fazer o máximo para que consiga ir ver os 42 jogos da Liga mais os jogos que fizermos na Taça de Portugal.

13. Por fim, escreve algumas palavras a falar do porquê de teres aceite esta entrevista e dá uma opinião sobre o blog.

Estás a criar um projeto muito bom mesmo e foi com imenso agrado que aceitei dar esta entrevista para dar a conhecer aos outros um bocado do que é ser leixonense. 

Comentários

Popular Posts

2ª circular na Europa

Brilhante, isto é Portugal. Grande atitude, primeira parte capaz de vencer qualquer equipa desta competição, talvez com 1/2 exceções. Atitude de guerreiros, muito bem taticamente o Sporting. As substituições foram cedo demais e prejudicaram um pouco o caule ofensivo da equipa. Golos inteiramente merecidos pela forma que este grande Sporting abordou a eliminatória em geral, não este ou o jogo em Alvalade em particular. Equipa coesa, desta vez parece-me a estabilização definitiva daquela que me parece ser uma grande equipa. Resumidamente, apenas digo isto: espírito de sacrifício. Não sucumbiram à enorme pressão na segunda parte, admiro a equipa por isso. Grande apoio verde e branco em Inglaterra, crédito também por isso. Sinto-me feliz por ter duas equipas portugueses neste nível, nas competições europeias. Adversários a escapar são o Atlético de Madrid, Schalke e Bilbao. Mas qualquer um destes é adversário ao nível deste Sporting. Verdade que foram controlados na segund...

Identidade

     Não é incomum, hoje em dia, caracterizar muitos clubes , nacionais ou internacionais, como apenas mais um . Um conjunto de jogadores com um treinador, equipa técnica e os seus adeptos, sem que muito se saiba sobre as próprias ideias do clube ou sobre a relação que os seus jogadores têm, dentro ou fora de campo. Numa altura em que redes sociais acabam por ter uma grande influência na promoção dos clubes, dos seus atletas e das suas próprias ideias institucionais, existem equipas que acabam por beneficiar mais desse facto do que outras. O cenário ideal acaba por ser quando um clube faz questão de mostrar o companheirismo e espírito de grupo dos atletas dentro de campo, sendo que os mesmos encarregam-se de o fazer fora do campo. Eis, portanto, o Rio Ave Futebol Clube .      Cada vez mais respeitável dentro e fora de campo, como instituição, o Rio Ave tem caminhado a passos largos para ser uma das grandes potências do futebol nacional , atrás do...

Prosperidade e protagonismo

     Hoje em dia é quase mandatário falar na Major League Soccer e em salários milionários na mesma frase. A quantidade de jogadores europeus e sul-americanos de renome que rumam ao campeonato norte-americano como jogadores designados não para de aumentar, e com isso surgem salários de invejar qualquer um no mundo do futebol. O que raramente é mencionado, contudo, são as condições com que estes jogadores acabam por proporcionar a si próprios e às suas famílias.      Não é incomum, de igual modo, considerar a MLS como um “lar de idosos” para algumas das grandes estrelas do futebol de outrem, jogadores com uma idade considerável que já não conseguem render o mesmo que noutros tempos (veja-se o caso de Andrea Pirlo , que apesar de alguns bons momentos com a camisola do New York City FC acabou por perder inclusive o espaço no XI da equipa com Patrick Vieira , tirando brilho naquela que seria a sua última época como profissional). Mas, de qualquer fo...