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Empate no primeiro clássico do ano


  No dia depois do clássico que colocou Sporting e Porto frente a frente em Alvalade as reflexões e opiniões mais sinceras de pessoas de ambos os clubes variava. Mas não há razões para discordar da opinião de que o jogo foi jogado com o coração, mas não com a cabeça. Esse fator gerou apreciações diferenciadas de adeptos de ambos os clubes, num jogo que beneficiou o Benfica mais do que as duas equipas participantes neste jogo. O empate beneficia o rival lisboeta do Sporting que neste momento vai-se encaminhando para uma vitória na Marinha Grande. Neste jogo as oportunidades de golo não abundaram, mas quase na sua totalidade o jogo proporcionou um ritmo bastante intenso ao estilo do campeonato inglês, com diferenças, claro. Ambas as formações esforçaram-se bastante mas não conseguiram o golo apesar de algumas perdidas, sobressaindo-se uma de Izmailov, onde demorou demasiado tempo a ajeitar a bola e rematou depois, permitindo a Álvaro Pereira o corte mais valioso de toda a partida, já que Hélton estava batido.


Antes do início da partida já havia um acontecimento caricato. Como devem saber, o relvado de Alvalade nem sempre é o melhor. Para dar um bom ambiente aos espectadores, o tapete verde do estádio foi pintado com spray nas zonas em que o estado seria mais crítico. Isso notou-se bastante já que no final do jogo equipamentos, mãos e braços dos jogadores e bolas estavam com uma parte do spray. Não foi algo que condicionasse o espetáculo, até pelo contrário, porque para o sentido estético é sempre bom ver um relvado em aparentes boas condições. Na imagem podem ver o central do Sporting a cabecear a bola oficial do próximo europeu de futebol, com uma tonalidade verde causada pelo spray no relvado de Alvalade.

As equipas subiram ao relvado com uma surpresa no onze inicial do Sporting, na medida em que o 'cliente habitual' chamado André Santos nem no banco de suplentes esteve. O jogador que estava emprestado ao Cercle Brugge na Bélgica chegou e foi titular, pelo menos de minha parte há curiosidade para saber se vai manter o seu lugar a titular ou não. De resto ia ser substituído por Matias Fernandéz quando estavam decorridos poucos minutos da primeira parte. Na equipa visitante a surpresa esteve no ataque. O facto de Hulk começar a ponta de lança surpreendeu algumas pessoas já que mais uma vez digo que Hulk foi feito para jogar a extremo, sendo ele um jogador com uma capacidade de explosão tremenda. Hulk não esteve tão ativo no jogo graças a Onyewu que foi um dos melhores em campo no lado do Sporting.

Na primeira parte o Sporting pareceu melhor sobretudo nos minutos iniciais onde dispôs de alguns lances de perigo iminente com contra-ataques do Porto a serem uma constante, com a velocidade de Hulk e Djalma quando chamado ao jogo, porém foi um pouco anulado por Insúa que não dando nas vistas como noutros jogos fez uma exibição ainda assim sólida. Mesmo assim houveram lances de perigo para ambas as equipas sem qualquer domínio absoluto de uma ou outra equipa, sendo na segunda parte o Porto a melhor equipa na maior parte das ocasiões. Devido a uma organização defensiva impressionante o Porto tinha alguma facilidade em sair para o ataque mas pecava nas tentativas de finalização ou ataque à bola em cruzamentos eles feitos quase todos por Álvaro Pereira, que por mais de uma ocasião ficou descontente com a atitude dos jogadores que não se faziam à bola nos seus cruzamentos. Falta um ponta de lança, isso é um dado indiscutível. No Sporting quem ocupou essa posição foi Ricky van Wolfswinkel que foi muito infeliz neste jogo. Pode-se dizer que atravessa um momento de frustração.

Falando de substituições nenhuma delas inovou muito na partida, mas pode-se dizer que a entrada de Izmailov deu novo rumo ao Sporting em algumas ocasiões, mas por outro lado foi ele que protagonizou o maior falhanço da partida não deixando que a sua equipa passasse para a frente no jogo, pouca sorte teve o russo. No final do jogo lesionou-se novamente, disse Domingos. No lado do Porto, James foi o mais ativo dos jogadores que entraram no decorrer do jogo, mesmo assim não fazendo a diferença. Kléber jogou pouco mas esteve mais uma vez apagado do jogo. Resta-me dizer ainda que nenhuma destas substituições alterou os sistemas táticos das equipas, que de resto foi semelhante. 4-4-3 com um triângulo invertido, sendo os médios com características mais defensivas Schaars e Fernando.

João Moutinho não foi propriamente feliz em Alvalade nesta partida. Levou um cartão amarelo e falha assim o próximo jogo do Porto no campeonato em casa, frente ao Rio Ave. Foi também alvo de muitos assobios sempre que tocava na bola, tendo inclusive uma maçã chegado ao relvado pintado de Alvalade. Empate que faz jus àquilo que foi o jogo. Partida muito intensa mas sem grandes oportunidades. 


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