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Os tempos mudaram e de que forma para este histórico clube inglês que é o Arsenal. Em tudo há um início, meio e fim. Neste Arsenal o fim parece ter vindo mais cedo, e agora o tempo está a ser compensado. Passo a explicar: o Arsenal foi campeão inglês em 2003/2004, com uma das épocas mais épicas da história dos londrinos. Não perderam no campeonato e terminaram-no com 90 pontos, mais 11 do que o Chelsea, comandado na altura pelo atual treinador do Internazionale, Claudio Ranieri.

Nessa altura tudo era fantástico. Arsène estava no topo do mundo do futebol assim como alguns dos ícones desta era do clube. Com apenas 14 anos ainda me lembro disto, aliás, um adepto de futebol cuja memória é dada como normal deve seguramente lembrar-se de ver esta chuva de estrelas a jogar. Com a segurança de Sol Campbell, inteligência de Pirès como também de Bergkamp e capacidade de finalização de Henry era praticamente impossível falhar. Quem se pode esquecer do mítico O2 na camisola?

Imagine-se! Nesta altura Cesc Fabrègas, Reyes e Kolo Touré eram meninos. Meninos esse que progrediram imenso e estão agora em grandes clubes europeus, tendo inclusive o primeiro voltado à sua casa, na Catalunha.

Mas depois a hegemonia do clube começou a cair aos poucos. Na época seguinte o clube ficou em segundo lugar no campeonato inglês, dando esperanças de um regresso aos triunfos na próxima época. O envelhecimento do plantel abriu portas a muitas transferências até hoje. De momento Wenger tem uma estratégia bastante interessante, mesmo que bastante arriscada em alguns casos. Tal é rodar jogadores da academia do clube nos jogos com menos importância. O clube também tem sido afetado por bastantes lesões nas últimas épocas, é um fator sempre contraditório, sendo os jogadores sub-21 utilizados nessas circunstâncias, como até nesta época.

A questão que se coloca é 'para quando o velho Arsenal?' Os adeptos têm saudades de títulos, coisa que não sabem o que é desde 2005, para um dos grandes ingleses e um dos clubes mais marcantes de sempre no futebol é demasiado tempo. Um adepto, mesmo que neutro, tem saudades de ver os passes de Pirès, as rotações de Bergkamp e as loucas arrancadas de Henry. Os tempos mudam, e tudo o que nele vem também. Para o bem do futebol inglês é bom que os londrinos demonstrem mais uma vez o espírito competitivo dos primeiros cinco anos deste século. Resta esperar para ver o que as próximas épocas reservam, já que este processo de renovação não é imediato.

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