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Dever cumprido para a turma de Vítor Pereira, vitória na Mata Real pela margem mínima, num bom jogo de futebol. Foi um jogo onde Cristian Rodríguez voltou a marcar e foi um dos melhores em campo, seria talvez o melhor se Cássio não defendesse (quase) tudo que lhe aparecesse à frente. O jogo ficou resolvido na segunda parte quando na sequência de uma grande penalidade bem assinalada, Hulk fez aquele que iria ser o resultado final, 1-2. 

Vítor Pereira sublinhou uma boa vitória num campo tradicionalmente difícil, disse também que a equipa estava num processo de evolução (que neste momento é uma afirmação credível) e que o Porto estava preparado para a segunda volta, que vai ser difícil de acordo com o técnico portista. Finalizando a conferência, desejou umas boas festas aos presentes na sala e desmentiu o acordo do Futebol Clube do Porto com Edér, que de acordo com alguns jornais desportivos - embora não muito credibilizados, falo do Record sendo um deles - deram como certo o avançado no Porto. Henrique Calisto elogiou a equipa dizendo que apesar de derrota foi o melhor jogo desde que voltou à equipa dos castores. Deu ênfase à atitude positiva da equipa, que de facto esteve bem no jogo.


Tacticamente, jogo em que apareceram algumas coisas novas no Porto. Djalma jogou a lateral direito e Alex Sandro jogou na esquerda, por uma das primeiras vezes esta época. Não deu muito nas vistas, ao contrário do setor mais avançado da equipa. Belluschi esteve impecável, é um jogador que vem merecendo a titularidade e Vítor Pereira devia ceder, já que Defour não vem trazer muitas coisas de novo ao meio-campo, já que as suas características são semelhantes às de Moutinho, mas sem tanta qualidade técnica. No final do jogo era Hulk quem estava no ataque, tinha substituído Varela na segunda parte. Veio dar uma nova dinâmica à equipa portista, sendo Kléber o homem mais apagado no ataque, já que o cebola esteve muito bem marcando inclusive um golo como já referi, e Hulk é sempre ativo.

O Paços não mudou muita coisa. André Leão continua a ser um bom distribuidor de jogo mas os restantes homens no meio campo estiveram mal na medida em que foram lentos e pouco criativos. Manuel José esteve razoavelmente bem na ala esquerda mas Melgarejo fez toda a diferença. Jogador que está cedido pelo Benfica é uma melga, nunca está quieto. Quer sozinho ou com o apoio de Míchel (que entrou para o lugar de William, marcador do golo do Paços) o jogador foi dos melhores em campo, é um jogador ao estilo do Benfica. Míchel foi o homem chave a finalizar quando entrou mas não teve sorte. Uma boa demonstração de poderio ofensivo deste Paços.

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