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  Issey Nakajima-Farran is a 30 year old soccer player, artist and citizen of the world. He has played in 4 continents in his 12 professional years, After he parted ways with Impact Montreal, he's focusing in his art and shared with Crónica Futebolística his amazing life story. I would like to personally thank Issey for his sympathy and avaliability.
  
  Before reading this interview, you can follow Issey in his social media:
  1. Instagram
  2. Twitter
  3. http://isseyart.com/ - He's avaliable to sign a message for who's interested in his prints.

  Issey Nakajima-Farran é um futebolista, artista e cidadão do mundo de 30 anos. Já jogou em 4 continentes durante os seus 12 anos como profissional. Após rescindir com o Impact Monteal, foca-se agora na sua arte e partilhou com a Crónica Futebolística a sua magnífica história de vida. Gostaria de agradecer ao Issey pela simpatia e disponibilidade.

  Antes de ler a entrevista, pode seguir Issey nas redes sociais:

  1. Instagram
  2. Twitter
  3. www.isseyart.com/ - Está disponível para assinar uma mensagem a quem estiver interessado nas suas pinturas.



1. In 2014 the newspaper Nikkei Voice wrote an article about your career, describing it as a wild ride. You're 30 and you've played in 10 different teams so far in 4 different continents. If you were asked to describe and soccer career in two words, what would those be? The same two that Nikkei Voice used or you have a different vision of your career? Tell us a little about the ride.

1. Em 2014 o jornal Nikkei Voice escreveu um artigo sobre a tua carreira, descrevendo-a como uma viagem espetacular. Tens 30 anos e durante a tua carreira jogaste em 10 clubes direrentes, em 4 continentes. Se te pedissem para descrever a tua carreira em duas palavras, quais seriam? As mesmas que o Nikkei Voice usou ou tens uma visão diferente da tua carreira? Fala-nos um pouco sobre esta viagem.

EN: Exciting adventure.  It's been a great ride so far in my 12 years of professional football. 

PT: Aventura excitante. Tem sido uma grande viagem até agora nos meus 12 anos como futebolista profissional.

2. Your mom is japanese and your dad is british-canadian, that's a mix we don't see often in football. You were born in Calgary and moved to Japan with 3 years old. Then at 16, six years after going to England, you returned to Asia and to Tokyo Verdy. You previously said that your coaches in Japan didn't quite welcome you well to the team (and I'm stating this according to what I read on NV). Like Mike Havenaar, who has dutch parentage, do you believe you suffered some kind of xenophobia or some kind of hatred due to the fact that you have different origins or were born in a different country?


2. A tua mãe é japonesa e o teu pai é inglês-canadiano, é uma combinação que não se vê frequentemente no futebol. Nasceste em Calgary e mudaste-te para o Japão com 3 anos de idade. Aos 16, passados 6 anos da tua ida para a Inglaterra, regressaste à Ásia para jogar no Tokyo Verdy. Disseste anteriormente, citando o Nikkei Voice, que os teus treinadores no Japão não te faziam sentir bem-vindo. Tal como Mike Havenaar, japonês que tem ascendência holandesa, acreditas que sofreste algum tipo de xenofobia ou algum tipo de ódio devido ao facto de teres diferentes origens ou teres nascido num país diferente?

EN: Well there are old fashioned minded people everywhere and that have a little racism. Every country has its views of the forigners and with me being a foreigner at every country I have been in where I am basically a well adaptable outsider. There were still comments thrown at me when Iwas 16, yelling "go back to your home country gaijin (foreigner)” by the coach after I miss controlled the ball. This is also the japanese harsh coaching environment I was in with its old fashioned coach we had at the time. Who would only beat down on the player and never praise. Was definitely something Ihad to adapt to coming from England. But how I was treated back in my youth days did make me stronger and motivated me to reach heights the coaches didn’t see etc. Something that kept me going through the hard times.

PT: Bem, há pessoas com o pensamento antiquado em todo o lado que têm um pouco de racismo em si. Cada país tem as suas visões de estrangeiros, comigo a ser um estrangeiro em qualquer país em que estive, em qual sou basicamente um estrangeiro que se integra bem. Quando tinha 16 anos ainda havia comentadores dirigidos a mim, com o meu treinador a gritar "volta ao teu país, gaijin (estrangeiro)" após eu ter falhado um controlo de bola. Isto também era o ambiente duro e antiquado que envolvia os treinadores japoneses na altura. Que só criticavam e nunca elogiavam. Foi certamente algo a que tive de me adaptar vindo da Inglaterra. Mas a forma como era tratado nos meus dias de formação fez-me mais forte e motivado para chegar a patamares onde os meus treinadores não me viam. Foi algo que me continuar nos tempos difíceis.

3. Including your Crystal Palace years in the youth teams,  you've played in 7 different countries in 4 different continents. That's something just a few group of players can say and be proud of. Looking back at those experiences, what countries can you say - not only soccer wise - you really loved and want to go back one day? And why?

3. Incluindo os teus anos no Crystal Palace, nas equipas jovens, jogaste em 7 países diferentes em 4 continentes. Isso é algo que um pequeno grupo de jogadores pode estar orgulho de dizer. Olhando para trás, para essas experiências, quais os países que podes realmente dizer - não só em termos de futebol - que realmente adoraste e um dia queiras voltar? E porquê?

EN: Yeah it's been quite a journey. I loved every moment of it. From the urban city jungle of Singapore and Tokyo to the nature of Australia and Cyprus. I can’t say where's my favourite as I will visit when I’m done playing. Even Copenhagen is one of my favourite cities. For me it's just the perfect size and during the summer its one of the greatest places to be. Toronto and Montreal are fantastic cities where I can say I lived a short time there and enjoyed its vibe. 

PT: Sim, tem sido uma grande aventura. Adorei todos os momentos da mesma. Desde a selva urbana na Singapura e em Tokyo à natureza da Austrália e do Chipre. Não consigo dizer qual é a minha favorita que irei visitar quando acabar a carreira. Até Copenhaga é uma das minhas cidades favoritas. Para mim tem o tamannho perfeito e durante o verão é um dos melhores sítios para ir. Toronto e Montreal são cidades fantásticas onde posso dizer que vivi durante um curto espaço de tempo e gostei da sua vibração.

4. Denmark is known as one of the most culturally advanced countries in the world. On your 6 year spell with the nordic nation, you represented 3 different clubes. Before that, you were playing in Singapure. If considering Asia your home, that was your first professional experience outside of the continent. How were things in Europe? What were the main differences you felt, in general?

4. A Dinamarca é conhecida como um dos países mais culturalmente desenvolvidos do mundo. Na tua jornada de 6 anos no país nórdico, representaste 3 clubes diferentes. Antes disso, jogavas na Singapura. Considerando o continente asiático como a tua casa, foi a tua 1ª experiência fora de casa. Como foram as coisas na Europa? No geral, quais foram as principais diferenças que sentiste?

EN: It was a transition for me after my first 3 years playing pro in Japan and then 2 years in Singapore, and then to move to a european cultured football. I think a lot of japanese youngsters, or youngsters in general going through the early stages of pro football struggle due to language barrier and generally "athlete healthy smart”. So many players don’t treat their bodies correctly and their time in the top flight becomes narrowed due to injuries etc. Seen so many come and go as its always a challenge to leave your home country to play abroad. And also find that place mentally where you are comfortable and settled as a player to perform to your full potential. But europe is the home of football. Its a religion and you feel it from the fans and players. What they go through to be where they are. Which was different to the MLS players i met who used soccer as a method to achieve education through scholarship. Europe, for me, with the guys I met and played with had no plan Bs. It was do or die approach. It was evident in the way they train. 

PT: Foi uma transição para mim após os meus primeiros 3 anos de futebol profissional no Japão e depois 2 anos na Singapura, mudando-me depois para um país com cultura futebolística europeia. Acho que muitos jovens japoneses, ou jovens no geral que tentam ultrapassar as primeiras etapas do futebol profissional, têm dificuldades devido à barreira linguísticas e geralmente "athlete healthy smart" (termo utilizado para relacionar a inteligência do atleta na gestão da sua saúde e aspeto físico). Portanto muitos jogadores não tratam os seus corpos da forma correta e o seu tempo no topo torna-se mais curto devido a lesões e outras razões. Vendo tantos jogadores a irem e a voltarem, é sempre desafiante abandonar o teu país e ir jogar no estrangeiro. Assim como encontrar aquele estado mental onde te sintas confortável e bem ambientado como jogador para atuares com todo o teu potencial. Mas a Europa é a casa do futebol. É uma religião e sentes isso com os fãs e jogadores. O que eles ultrapassaram para chegar onde estão. O que é diferente dos jogadores da MLS que conheci porque usam o futebol como forma de conseguir bolsas num plano educativo. Os jogadores que conheci na Europa não tinham planos B. Era fazer ou morrer. E isso era evidente pela forma como treinavam.

5. After the cold Denmark came the land of the kangoroos. Although in a smaller rate than MLS, australian soccer is growing. If my information is right, you played 23 A-League games and scored 4 goals, helping Brisbane Roar win their second championship title. Putting the title aside for a moment, how did you adapt do the country itself? How was it different than Japan, Singapure or Denmark?

5. Depois da fria Dinamarca chegou a terra dos cangurus. Ainda que num ritmo mais reduzido que a MLS, o futebol australiano está a crescer. Se os meus registos coincidem com a verdade, fizeste 23 partidas na A-League e marcaste 4 golos, ajudando o Brisbane Roar a vencer o seu 2º título de campeão. Colocando o título de lado durante um momento, como te adaptaste ao país em si? Em que sentidos se diferenciava do Japão, Singapura ou Dinamarca?

EN: I think Austrlian football is similar to MLS but the contracts are more european football orientated. But similar level and the fans are big sports fans who support their city's games. Whether its rugby union or Auzzie rules or cricket. A full house every game with its great atmosphere. It was great playing in the A-league and winning the title. 

A lot of players ask how was australia as they would loved to play in a country like that. And for me it's an amazing country with great people and incredible wild life. The cities pigeons look like small cross between an pelican and a flamingo who have no fear in eating crums off the floor, by peoples feet. The parrots around the stadium sound like wild monkeys. You thought it was rats scrimmaging through the garbage and its really a tarantula. You think it's a person standing in the middle of the road on the outskirts closer to the beach high ways until they start hoping away. The cat sized fruit bats that fly across the brisbane city at 5 pm every day is unreal. You can also spot dolphins, whales and sharks… but all these things are normal to australians, and for me it was a totally different world aside from the game.

PT: Acho que o futebol australiano é semelhante à MLS, mas os contratos são mais orientados pelo estilo europeu. Mas têm um nível similiar e os adeptos são grandes fãs de desporto que apoiam os jogos nas suas cidades. Independentemente de ser rugby union ou Aussie Rules, ou até cricket. Uma casa cheia em todos os jogos é sempre uma grande atmosfera. Foi fantástico ter jogador na A-League e ter vencido o título.

Muitos jogadores perguntam-me como é a Austrália porque eles adoravam ter jogado num país como esse. E para mim é um país fantástico com grandes pessoas e uma vida selvagem incrível. Os pombos das cidades parecem um pequeno cruzamento entre pelicanos e flamengos que não têm medo de comer miolos do chão, mesmo perto dos pés das pessoas. Os papagaios perto do estádio soam como macacos selvagens. Pensas que são ratos nos caixotes de lixo, mas na realidade são tarantulas. Pensas que são pessoas no meio da estrada na periferia das cidades, perto da praia, até começaram a fugir. Os morcegos da fruta do tamanho de gatos que voam por Brisbane às 5 da tarde todos os dias são surreais. Também consegues avistar golfinhos, baleias e tubarões... mas isso tudo é normal para os australianos, e para mim foi um mundo completamente diferente fora do futebol.

6. No doubt that 2014 was a huge year for your career. For the first time you were playing in your home in a match that was not for the national team. How did you feel playing in Toronto, knowing that you had a huge support system behind you, like your family and MNT players?

6. Sem dúvida que 2014 foi um grande ano na tua carreira. Pela primeira vez, excluindo os jogos de seleção, jogaste em casa. Como te sentiste a jogar em Toronto, sabendo que tinhas um grande sistema de apoio atrás de ti, como a tua família e os jogadores da seleção nacional?

EN: Playing in Canada was great,  but learned more about my own nation and its football. As I didn’t grow up playing the game in Canada so I had no idea how it lacked so many aspects to the game. Playing abroad seeing how national team players are treated and how clubs treat their national team players. For the clubs abroad they had pride in their players actually representing the country. In Denmark, Japan, Cyprus, Australia the announcements of the players selected were handled differently. Clubs home page to the meeting before training by the coach to congratulate the internationals. With this sort of mentality its only natural to have pride and honour to be built representing your country. And what I thought was normal was very different in Canada. I made a point in other interviews that MLS is only exploiting the canadian cities as canadian international players are not supported at all by the 3 canadian clubs. So with what I've seen in a year says a lot about canadian football. And there's more respect being a player for Canada outside Canada than in Canada. Argument goes both ways but with so many players with big CV and experience playing for canada but not good enough for MLS clubs. At the end of the day, its a business. And canadian clubs prefer the marketing over foreign imports rather than home grown canadians. Again arguments can go both ways, but in my time I've only seen it one way. 

For my short time though, I loved playing in Canada. And have always loved and honored playing and representing the country. Especially with the guys we have involved at the moment with the staff there's a sense of excitement and a great family feel to the national team. You can always change clubs and where you live but you can't change the national team once you commit. And for me, we have a great bunch of guys and talent. And I have great faith in the future talent also.

PT: Jogar no Canadá foi excelente, mas aprendi mais sobre o meu próprio país e o seu futebol. Não cresci a jogar futebol no Canadá portanto não tinha ideia de como tinha carência de tantos aspetos no que toca ao jogo. Jogar no estrangeiro e perceber como os internacionais pelas seleções eram tratados e como os clubes tratavam os seus internacionais. Os clubes internacionais têm orgulho nos seus internacionais. Na Dinamarca, Japão, Chipre e Austrália os anúncios das convocatórias eram tratados de forma diferente. A página do clube e os treinadores congratulavam os internacionais na palestra antes do treino. Com esta mentalidade é normal ter orgulho e um sentido de honra em representar o teu país. E o que eu pensava que era normal era muito diferente no Canadá. Estabeleci um ponto numa outra entrevista que a MLS só está a explorar as cidades canadianos, sendo que os internacionais pelo Canadá não são em nada apoiados pelos 3 clubes canadianos. Portanto o que eu vi num ano diz muito sobre o  futebol canadiano. E há mais respeito por um jogador que jogue pelo Canadá no estrangeiro do que há por um jogador que jogue pelo Canadá... no próprio Canadá. Os argumentos vão para os 2 lados, mas há tantos jogadores com grandes currículos e experiência pelo Canadá, mas que não são bons o suficiente para a MLS. No fim do dia, é um negócio. E os clubes canadianos preferem o marketing proveniente de jogadores estrangeiros ao invés de apostar em jogadores da casa. Novamente, o argumento pode dar para os 2 lados. Mas no meu tempo, só vi 1.

Apesar disso, adorei jogar no Canadá no meu curto período de tempo. E sempre adorei e fiquei honrado por jogar ou representar o meu país. Especialmente com o grupo envolvido e com a staff há um grande sentido de entusiasmo e um grande sentimento de família na seleção nacional. Podes sempre mudar de clube e residência, mas não podes mudar de seleção nacional assim que fazes um compromisso. E para mim, temos um grande grupo de homens e taento. E tenho grande fé no futuro da seleção, também.

7. After parting ways with Impact Montreal, do you feel confident in finding a club or new country that can make you comfortable not only playing soccer but also doing the others things you love?

7. Depois de rescindires com o Impact Montreal, sentes-te confiante em encontrar um novo clube ou país que te faça confortável, não só a jogar futebol mas também como a fazer outras coisas que gostes?

EN: Confidence has never beenn an issue, but as I get older it's definitely getting harder to have the interest from clubs etc. It's just how the market is for players. Even though I feel great and feel in great shape at the age of 30, and feel I have a good 4-6 years left in me. You never know.

Art is always been my remedy or a stress relief in playing the game. A way to take my mind off the game and refresh my creativity. Then I can come back to training with fresh mind and body. 

PT: A confiança nunca foi um problema para mim, mas à medida que vou envelhecendo fica definitivamente mais difícil ter o interesse de clubes. É como o mercado funciona. Isto apesar de ainda me sentir muito bem e em muito boa aos 30 anos. Sinto-me que ainda tenho uns bons 4 a 6 anos em mim. Nunca se sabe.

A arte sempre foi um remédio ou um alívio de stress a jogar futebol. É uma forma de tirar a minha cabeça do jogo e refrescar a minha criatividade. Depois volto aos treinos com a cabeça e mente frescas.

8. Talking about things you love, you're a man of 2 passions. Let's talk about your art for a bit. How and when did it start? When did you stop for a second and said to yourself "I'm actually very good at this"? Tell us a little bit about your methods and inspirations while doing your art.

8. Por falar em coisas que adores, és um homem de duas paixões. Falemos sobre a tua arte durante um pouco. Como e quando começou? Quando é que paraste durante um segundo e pensaste "sou realmente bom nisto"? Fala-nos um pouco sobre os teus métodos e inspirações quando fazes a tua arte.

EN: I started painting around 13, when I broke my ankle before the summer holidays where I had lots of footballing camps and tournaments to go to but that was taken away from me. I sat at home with my cast and that's when my dad pulled out a paint brush and a green pepper or something. And I was like... "Really...? Come on dad... This is lame." But somehow that progressed to using spatulas and doing pieces for my Danish team mates. Doing requests. As it brought out motivation in football with some of the pieces I had in my living space. The first one was Mick Jagger for my captains wife who's father passed away and it was his favourite picture of his favourite rock star. When I finished the piece I was nervous to how they would react. But when they broke down crying in memory of her father with sadness but also joy of how her father reacted to this very picture. They loved it and I stood there amazed of how I could move people in a positive way with a canvas with my crap. That's when it all started with request. I sold over 30 pieces with mainly portraying custom pieces for my team mates and fans.

My inspirations is really the cultures that I experienced but I've been wanting to do more football orientated paintings. Or players that I look up to. Like the painting that I did of Messi.

Please check out my stuff at www.isseyart.com.

PT: Comecei a pintar por volta dos meus 13 anos, quando parti o tornozelo antes das férias de verão, onde tinha imensos campos [de verão] de futebol e torneios para ir. Mas isso foi-me retirado. Sentei-me em casa com o gesso e isso foi quando o meu pai sacou um pincel e um pimentão ou algo assim. E a minha reação foi algo como "A sério? Anda lá pai... isto é piroso." Mas de alguma forma isto progrediu a usar espátulas (tipo de pincel) e fazer quadros para os colegas dinamarqueses que faziam pedidos. Isso trouxe motivação no futebol, com algumas obras que tinha na sala de estar. O primeiro foi do Mick Jagger, para a esposa do meu capitão cujo pai tinha morrido e era a sua estrela de rock favorita. Quando terminei fiquei nervoso para com a sua reação. Mas quando começaram a chorar em hora do seu pai com tristeza, mas também com alegria de como o seu pai reagiria a esta pintura. Eles adoraram e fiquei ali fascinado de como podia mover as pessoas de forma positiva com uma tela em branco e as minhas porcarias. Foi quando comecei a aceitar pedidos. Já vendi mais de 30 peças, maioritariamente pedidos para os meus colegas de equipa e fãs.

As minhas inspirações são realmente as culturas que experienciei, mas ando a querer fazer mais pinturas sobre futebol. Ou de jogadores que admiro como a que fiz do Messi. 

Por favor visitem o meu trabalho em www.isseyart.com.

9. Another thing I would like to ask you. Worldwide, excluding few countries, the common soccer player doesn't graduate and only does one thing for a living: play soccer, of course. But that's not the case with you, Issey. Education obviously means a lot to you, proof is that you graduated in Yokohama International School. You did not only graduate, as you have your own art business selling your pieces in your website. In any way, do you think of yourself as someone revolutionary in someway? 

9. Outra coisa que gostaria de te perguntar. Mundialmente, excluindo alguns países, o futebolista comum não tira um curso superior e apenas faz uma coisa: joga futebol, claro. Mas com o Issey é diferente. A educação obviamente significa muito para ti e a prova disso é que te formaste na Yokohama International School. Além disso, também tens o teu próprio negócio artístico onde vendes quadros no teu website. De alguma forma, pensas em ti como alguém revolucionário?

EN: Not at all. Without my parents advice and support I would of never had the opportunity to leave home at the age of 16 to pursue full time youth pro level and full high school education. That was the Japanese system back then compared to the schools of excellence programme in England where couple subjects were studied at the club. Training every day and getting paid around 200 pounds a week which for a 16 year old was fantastic. I had few older friends that went through that system and ended up being builders as they didn't make the cut at 18. With no education and football not turning out as dreamed there's not a lot of options for youngsters with the programme that was laid out infront of me. My parents sold their house to put me through international school in Tokyo and covered my education. My parents are both entrepreneurs which have some influence in my interests outside football. 

PT: Não, de todo. Sem os conselhos e apoio dos meus pais nunca teria a oportunidade de sair de casa aos 16 anos para perseguir jogar a tempo inteiro nos escalões jovens e formar-me no secundário. Isso era o sistema japonês comparado com as escolas de excelência na Inglaterra onde poucas matérias eram estudadas no clube. Treinar todos os dias e receber 200 libras por semanas (à volta de 270 euros) era excelente para alguém de 16 anos. Tinha alguns amigos mais velhos que seguiram esse sistema e acabaram por trabalhar nas construções quando não entraram nas equipas principais aos 18 anos. Sem educação e com o futebol a não se tornar no sonho esperado, não havia grandes opções com o programa que me foi colocado. Os meus pais venderam a nossa casa para me colocarem na Internacional School em Tokyo e pagar a minha educação. Os meus pais são ambos empreendedores, tendo alguma influência nos meus interesses fora do futebol.

10. Continuing on the art, what you do is impressive. Even more while playing soccer at the same time. Do you believe you are an example on how to share the message that "there's time for everything" and that "it's possible to conciliate everything?

10. Continuando na tua arte, o que fazes é impressionante. Ainda para mais jogando futebol ao mesmo tempo. Acreditas que és um exemplo no que toca a partilhar de que "há tempo para tudo" e que "é possível conciliar tudo"?

EN: Well it's all thanks to my parents really. Who guided me that education was just as important as pursuing your dream like I mentioned before. There's a lot of guys I played with who train in the mornings with our clubs and then head home around lunch time and play call of duty for the rest of the day. I was never brought up with the game consoles even though every guy on the team wants to challenge me in Fifa as being Japanese they think I have 7 fingers per hand... Well at least that's the banter that goes on until they see that I totally suck and play Fifa like the mortal combat arcade games where you basically just push every button quickly as possible. I guess that tactic doesn't work so well for Fifa and my banter that I would rinse these guys ends before 2nd half. My point is, I was never brought up playing on the play station. Do something that would better you as a human being and do something that you love. I've based my life on that, and I'm lucky to have my health and still have much more to give in the game and on canvas.

PT: Bem, isso é tudo graças aos meus pais que me orientaram que a educação é tão importante como perseguir o sonho que mencionei antes. Há muita gente com quem joguei que treina de manhã no clube e que vão para casa por volta do almoço e jogam Call of Duty durante o resto do dia. Nunca fui muito dado a consolas, se bem que qualquer colegas na minha equipa me desafia para a jogar FIFA, sendo que pensam que tenho 7 dedos por mão por ser japonês... Pelo menos é essa a brincadeira que existirá até descobrirem que sou muito mau a jogar FIFA, como os jogos de arcade de Mortal Kombat em que basicamente apertas todos os botões o mais rápido possível. Desconfio que essa tática não me favoreça na FIFA e à brincadeira que ia acabar com eles antes da 2ª parte. O meu ponto é que nunca fui dado a jogar na PlayStation. Faz algo que te faça um melhor ser humano e algo que adores. Baseei a minha vida nisso, e tenho a sorte de ser saudável e ainda ter muito mais para dar no futebol e na tela.


11. Last but not least, what does the future hold for Issey Nakajima-Farran after you hang up the boots? Will you dedicate 100% to your art, estabilishing yourself as a full-time artist?

11. Por último, mas não menos importante, o que reserva o futuro para Issey Nakajima-Farran após pendurar as botas? Irás dedicar-te a 100% na tua arte, estabelecendo-te a ti próprio como artista a tempo inteiro?

EN: Not sure at all. But I will probably still do both. Stay in the game one way or another as an assistant coach or something. While having a lounge bar full of art and helping some young aspiring artists while splattering my crap on the walls too.

PT: Não tenho a certeza. Mas provavelmente farei ambos. Continuarei no futebol de uma forma ou de outra, como adjunto ou algo assim. Assim como ter um bar cheio de pinturas e ajudar alguns jovens artistas aspirantes, ao mesmo tempo que continuarei a espalhar as tintas pelas paredes.

Entrevista de Luís Barreira a Issey-Nakajima Farran em exclusivo para a Crónica Futebolística.

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E, por fim, o primeiro wallpaper da Crónica Futebolística com José Mourinho a protagonista. Special One em dimensões 1366x768. Não se esqueça de dar a sua opinião e deixar a sua crítica no facebook da Crónica Futebolística.


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   A Crónica Futebolística tenta constantemente expandir os seus horizontes e abordar novas temáticas, frescas e que possam levar até si conteúdos diferenciados. Ou seja, procura crescer sistematicamente e de forma consistente. Introdução esta que serve também para explicar o momento que se vive no futebol feminino que vai evoluindo de forma sustentável e agradável ao longo dos últimos anos, sempre com as suas grandes figuras. A próxima grande competição do desporto rei ao nível das senhoras é o Mundial 2015 que se irá realizar no Canadá

     Já repleta de luzes e efeitos natalício a cidade de Ottawa serviu de sede para o sorteio da fase de grupos da competição que tem como grandes favoritas as seleções dos Estados Unidos (com Hope Solo - na fotografia - ou Abby Wambach como grandes figuras), Brasil (com a inesquecível e eterna Marta, uma das melhores de sempre), Alemanha (com a parede Nadine Angerer a proteger as rede) e Japão (campeãs do Mundo em título). Difícil prever quem irá levar para casa o título e quem vai tombar mais cedo do que o previsto, mas é sim acessível verificar quem, na teoria, terá mais facilidade em impor supremacia no seu grupo. Recordo que neste torneio estão representadas 24 seleções em 6 grupos, sistema semelhante ao que poderemos verificar em 2016 no EURO França.

    No pote 1 estão inseridas as seleções teoricamente mais fortes e melhor posicionadas no ranking, são elas o Canadá (anfitrião), Japão, Alemanha, Estados Unidos, França e Brasil. No pote 2 estão representadas as nações CAF (África), CONCACAF (América do Norte) e OFC (Oceania). No pote 3 podemos ver os países pertencentes à AFC (Ásia) e CONMEBOL (América do Sul) e no pote 4 os países europeus (UEFA). Abaixo os grupos da competição.

GRUPO A

Canadá
Nova Zelândia
RP China
Holanda

GRUPO B

Alemanha
Costa do Marfim
Tailândia
Noruega

GRUPO C

Japão
Camarões
Equador
Suíça

GRUPO D

Estados Unidos da América
Nigéria
Austrália
Suécia

GRUPO E

Brasil
Costa Rica
Coreia do Sul
Espanha

GRUPO F

França
México
Colômbia
Inglaterra

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  Após o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, edição 2014/2015, as notas dominantes para os clubes são duas: o equilíbrio e a imensidão de regressos de elite a terras portuguesas. Nomes como José Mourinho e André Villas-Boas irão cruzar-se com Sporting e Benfica respetivamente, os dois grandes lisboetas. E por muito mais emocionante que pudesse ser ver qualquer um destes treinadores a enfrentar o seu antigo clube, FC Porto (o Benfica seria também válido para Mourinho, tendo em conta a curta passagem do técnico de Setúbal nos encarnados), a verdade é que tão sonantes regressos não podem passar ao lado do verdadeiro adepto de futebol, assim como a imprensa que dá uma acentuada - e justa - importância a estes acontecimentos.

  Ainda na onda dos regressos, falar dos muitos regressos a Portugal de internacionais portugueses ou jogadores que já foram felizes em Portugal. Além dos mais sonantes como os de Moutinho, Witsel, Hulk ou Falcao é importante não esquecer que Zlatko Zahovič está de volta, agora como diretor desportivo do Maribor. Novamente, não é estádio que mais certamente gostaria de visitar, tendo em conta as suas passagens por Benfica e Porto, mas um regresso a Portugal será sempre bem visto. O seu filho Luka é a principal referência do Maribor, adversário esloveno do Sporting, e já leva 3 golos na liga. Tem apenas 18 anos e formou-se no Benfica até 2007.  Duma vista geral a quantidade de regressos - e que regressos - proporcionados a jogadores ou treinadores que já passaram no país é algo verdadeiramente incrível e uma das principais atrações para as equipas lusas nesta edição da liga milionária.

  Incrível é também o equilíbrio nos grupos, sem exceções, no que toca às equipas portuguesas. Apesar da maior inexperiência dos leões tendo em conta a ausência da competição durante alguns anos é preciso ter em conta que a permanência na Europa é o cenário mais possível e o apuramento aos oitavos-de-final não é uma possibilidade de todo ignorada; segurar William Carvalho será importante para Bruno de Carvalho no campo desportivo, porém a sua transferência poderá ser aliciante no campo financeiro. O alargamento para o final do mercado a 1 de setembro é mais uma motivação para os pretendentes, uma preocupação para a equipa da capital portuguesa. O mesmo se passa com o Benfica, equipa que tenta segurar as suas joias mais brilhantes até ao fecho do defeso. Mais tranquilo, o FC Porto do aniversariante Julen Lopetegui passou de forma tranquila e coerente o playoff de acesso à fase de grupos e, apesar das terríveis deslocações à Ucrânia e Bielorrússia, é favorito a triunfar nesta fase. Resta saber que Athletic irá encontrar, o principal rival pela liderança do grupo.

  Enfim, muito há para dizer e são inúmeros os critérios utilizados para todas as especulações. A Crónica Futebolística dar-lhe-à as informações fulcrais sobre os adversários das equipas portuguesas na Liga dos Campeões durante as próximas semanas.

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  Começou a Primeira Liga edição 2014/2015. Muita especulação sobre o que poderia eventualmente (ou não) acontecer na ronda inaugural da principal competição do futebol português depois dos habituais problemas financeiros e burocráticos que assombram os órgãos mais poderosos do futebol português. Não tendo isso em conta, porque a novela acaba por ditar sempre o mesmo destino, pode-se dizer que arrancou o campeonato com algumas surpresas e destaques, quer pela positiva quer pela negativa. Muita expectativa para ver a estreia de Lopetegui, o regresso do Boavista, o desempenho do Benfica e a afirmação imediata do Sporting como candidato ao título, mas não sem antes passar a revista aos típicos candidatos à Europa. Com um recorde quebrado e 22 golos marcados, esta é a 1ª edição do "melhor e pior" da Primeira Liga que a Crónica Futebolística lhe apresenta. Começamos, portanto, com os destaques positivos.

+ O MELHOR

 

+ RÚBEN NEVES E A EXPEDITA CONSTRUÇÃO DE JOGO DE LOPETEGUI: Mais uma dúzia de novos reforços, um novo técnico e lotação esgotada no Dragão para assistir ao regresso dos azuis e brancos aos jogos oficiais. A maior surpresa no onze escalado pelo técnico espanhol acabou por não ser nem Oliver nem Brahimi, mas sim o jovem Rúben Neves. Fez uma pré-época espantosa e depois de terminar a sua 2ª e última época como juvenil - a Crónica Futebolística teve oportunidade de observar o jogador, capitão de equipa, num encontro a contar para o campeonato nacional de juvenis - deu o salto para o plantel principal, onde irá certamente permanecer, sem passar por qualquer outro escalão de formação. Escusado dizer que é um dos poucos jogadores no passado recente do futebol português capaz de realizar tal proeza. Com a dura tarefa de substituir Fernando, jogador que deixa saudades no Dragão, o jovem Rúben de apenas 17 anos conduz o jogo de forma primorosa e superioriza-se ao polvo no contexto da rápida construção e variação de flanco - uma arma de Lopetegui - com passes longos. Tornando-se o mais novo de sempre a marcar pelos dragões no campeonato, o jovem médio português consolida uma rápida habituação dos processos que Julen Lopetegui vai implementando na equipa capitaneada por Ricardo Quaresma. Vale a pena referir: Neves joga no FC Porto desde os 6 anos de idade.

+ JESUS FEZ O QUE NINGUÉM FAZIA DESDE TRAPATTONI EM 2004: Vencer na 1ª jornada é sempre complicado, até para um clube grande cujo favoritismo pode parecer evidente. O sucesso do Benfica na temporada passada contrastou com a má pré-época e algumas contratações ditas como furadas para o plantel encarnado, o que gerou enorme expectativa sobre o possível desfecho e desempenho da formação de Jorge Jesus na jornada inaugural da Primeira Liga 14/15. Após uma Supertaça onde faltou eficácia e discernimento na hora de finalizar, Jorge Jesus enfrentava Paulo Fonseca num duelo entre águias e castores a iniciar as hostilidades no campeonato. Apesar da igualdade no número de remates, um mero dado estatístico, foram os campeões nacionais que se superiorizaram em quase todos os instantes do jogo, tal como aconteceu no Dragão, em modo de comparação. O Benfica venceu, ofereceu uma imagem mais tranquila aos adeptos e venceu na 1ª jornada, algo que não fazia desde a época 2004/2005 quando bateu o Beira-Mar.

+ A LUTA PELA EUROPA FARÁ FAÍSCA NO MINHO: Sporting de Braga revitalizado e rejuvenescido com Sérgio Conceição, um Vitória SC novamente renovado por Rui Vitória, o milagreiro de Guimarães. As duas formações nunca esconderam a imensa rivalidade e na presente temporada existem grandes expectativas para ambos os clubes, apesar da equipa da cidade berço poder sofrer mais a longo prazo com as saídas de jogadores fulcrais como Paulo Oliveira, Leonel Olímpio ou Marco Matias que já se estreou pelos insulares do Nacional. E a verdade é que ambas as formações minhotas impressionaram na sua estreia, apesar dos bracarenses terem tido uma estreia mais facilitada contra o pouco agressivo, pouco criativo e ainda inexperiente Boavista. + PEDRO TIBA: Marcou aquele que será um dos golos mais rápidos da Liga nos últimos anos. Em posição privilegiada o antigo futebolista do Vitória de Setúbal assinou o 1º frente ao Boavista, estavam decorridos 56 segundos de jogo. + BERNARD: Deu nas vistas na pré-época depois de um golaço do meio-campo e voltou a encantar em Barcelos; um grande golo e robustez no miolo deram ao jogador ganês confiança acrescida por parte do técnico Rui Vitória. + RÚBEN MICAEL: Grande golo, grande exibição. Um médio a ter sempre em conta.

+ A DEFINITIVA AFIRMAÇÃO DE CARRILLO: Depois duma pré-época consistente e com um ritmo aceitável, Marco Silva pode ser o 1º treinador do Sporting a confiar plenamente no extremo peruano que nunca fez mais do que 1500 minutos no campeonato, alvo equivalente a cerca de 16 jogos. Acaba assim Carrillo por nunca se ter afirmado definitivamente como titular no Sporting, algo que pode mudar nesta temporada com a sua maior regularidade exibicional - algo que faltava - e com a questionável cedência de Wilson Eduardo ao Dínamo de Zagreb.  

+ RUI PEDRO: Pouco se ouvir falar no português após o fantástico hat-trick ao Braga na Liga dos Campeões, na altura atuando pelo Cluj. Acontece que 2 anos após esse enorme feito o médio de características ofensivas, que também pode jogar a extremo, volta ao futebol português para representar a Briosa. Formado no Porto, o jogador nascido em VN de Gaia acabou por ser um dos melhore sem campo no duelo entre Sporting e Académica, mantendo uma exibição brilhante ao longo da partida. A gestão adequada do esforço do jogador, assim como o seu posicionamento em campo, serão armas que Paulo Sérgio pode utilizar de forma determinante para vingar na presente temporada.  
+ GUARDA-REDES: Não só nesta partida, mas em todas, os guarda-redes puderam estar pelo menos por uma ocasião em plano de evidência. Não houve erros crassos e os guardiões que alinharam na 1ª jornada podem dormir em paz. Artur com uma grande penalidade defensiva e Patrício com uma defesa quase estratosférica destacam-se, mas no plano coletivo foi uma jornada tranquila, no que toca a erros, para aqueles entre os postes.

+ SURPRESA NO FUNCHAL: Manuel Machado não começou da melhor forma a sua temporada ao serviço do Nacional. Os insulares perderam na Choupana com o recém-promovido Moreirense, equipa de Miguel Leal que alcançou a vitória com um golo de Rámon "Tacuarita" Cardozo, jogador que na temporada passada esteve em Setúbal. Um dos principais destaques do jogo acaba por ser a ausência de Suk da titularidade, coreano que acabou por entrar na 2ª parte, mas sem sucesso.  

+ RIO AVE E PEDRO MARTINS CONFIRMAM GRANDE ÉPOCA: A primeira vitória europeia da história do clube, a boa imagem na Supertaça e uma vitória a abrir o campeonato. Pedro Martins lidera um grande plantel, mas é também ele um grande treinador. O ex-Marítimo derrotou o Setúbal por 2-0 num embate com 3 expulsões. As estreias de Domingos Paciência e Lukas Raeder, antigo guarda-redes do Bayern, foram os destaques no lado sadino. As más notícias para os vilacondenses são mesmo as anunciadas partidas de Marcelo e Filipe Augusto.  

+ 22 GOLOS, E QUE GOLOS: Pintassilgo fez um belo golo no último da jornada, no empate do Arouca frente ao Estoril, dando a entender que esta pode ser uma época com mais e melhores golos na Primeira Liga. Uma média de 2,4 g/pj é um indicador deveras positivo que reflete a competitividade - ou o crescimento da mesma - na liga. No campo dos golos as formações que se destacam, tendo em conta o seu poderio ofensivo nesta jornada, são as do Belenenses - que surpreendeu com uma vitória importante em Penafiel -, Vitória SC e SC Braga, todas com 3 golos. Apenas 5 equipas das 18 não marcaram golos nesta ronda inaugural.

Está feita a análise da Crónica Futebolística ao melhor da 1ª jornada da Primeira Liga.