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  Por tradição é o domingo o dia que nos traz maior espetáculo na vertente futebolística. Mais jogos, logo uma maior probabilidade disso acontecer. Tem uma lógica coerente que acaba por se justificar com maior e melhor diversidade e gostos para todos os adeptos do desporto rei. Porém, o sábado de hoje é capaz de entrar no pensamento de muitos. No meu inclusive. Espetáculo, golos e momentos de encher o olho e correr o mundo pelas redes sociais. Este, meus amigos, foi o 2º sábado de setembro. O 37º do presente ano de 2013. E provavelmente o 1º no que toca a qualidade futebolística deste ano.

  Se na vida há algo com lógica - até porque muita vezes esta perde algum do seu sentido, convenhamos - esse algo é começar pelo princípio. E por essa lógica começo por falar do agradável espetáculo que foi - e aliás, sempre tem sido - a Premier League inglesa. Sim, inglesa. Porque também há a escocesa, mas essa basicamente tem um campeão pré-definido (perdoem-me a expressão) a bater em mortos. É uma raridade na Europa, mas a verdade é que a Escócia tem já um campeão anunciado. Sempre teve, desde a descida do Rangers ao quarto escalão do país. O mesmo não acontece na Premier League, um campeonato alucinante cheio de emoção.

FELLAINI ESTREOU-SE OFICIALMENTE COMO REFORÇO DO MANCHESTER UNITED
 
  Destaque claro para um certo belga que se estreou no Manchester United. Marouane Fellaini jogou sensivelmente meia hora, substituindo Anderson à passagem da hora de jogo. Foi recebido pelo teatro dos sonhos com um grande aplauso. Terá que justificar mais desses com exibições de grande nível, fazendo lembrar os seus tempos no Everton com David Moyes. Rooney jogou, até marcou. Finalizada a época de transferências este poderá ser o golo que irá levar o inglês a ganhar novamente a confiança dos adeptos que ficaram certamente abalados após o jogador forçar, em parte, a sua saída. Um presente de reconciliação e esperança para o regresso aos velhos tempos de Rooney.

Há também que destacar a bela exibição da «equipa de rugby» (de acordo do Arsene Wenger), o Stoke City. A equipa conseguiu um excelente 0-0 frente ao Manchester City de Pellegrini que se apresente fortíssimo neste início de época, apesar do deslize frente ao Cardiff.

  O Tottenham voltou a vencer em casa, sendo que assim a equipa de André Villas-Boas coloca-se no topo da tabela classificativa junto do Arsenal. 4 jogos, 9 pontos. Caso o Liverpool de Brendan Rodgers vença no País de Gales, aí sim, teremos novo líder isolado com um pleno de vitórias. Um caso sério estes Reds de Merseyside. Depois de tanta especulação este parece ser o ano do histórico emblema inglês. 

  Há que destacar também a estreia de Özil como jogador do Arsenal nesta que foi, de resto, uma jornada de estreias. E o alemão teve um desempenho semelhante a Christian Eriksen: primeiro jogo, primeira assistências. Os novos '10' de Londres prometem dar cartas nesta edição da Premier League.

MAURO ICARDI MARCOU O GOLO DO INTER FRENTE À JUVENTUS

  Foi tarde de clássico em San Siro. O confronto futebolístico mais aguardado de Itália chegou e foi a Juventus quem teve alguma sorte no desfecho do encontro. Não que a equipa de Antonio Conte tenha tido uma exibição pouco inspirada, mas o Internazionale conseguiu tapar os buracos em que penetram jogadores fascinantes como Tevez ou Vucinic que recuperou de um problema físico a tempo do jogo. Mas foi mesmo Mauro Icardi a figura em destaque. Desbloqueado à Sampdoria por 15 milhões de euros numa cláusula de co-propriedade, foi o argentino de 20 anos a fazer os adeptos da equipa da capital saltar das cadeiras do Giuseppe Meazza. 

  A Juventus voltou a apresentar Pogba como titular, uma promessa fantástica. Se tudo correr bem será com naturalidade um dos melhores do mundo. Pogba no XI da equipa de Turim faz com que Pirlo tenha menos destaque, estando mais próximo do italiano no relvado do que, por exemplo, Claudio Marchisio. Este box2box tem funções mais ofensivas, sendo o francês mais polivalente e, por isso, um jogador diferente. Uma arma a explorar.

  Balotelli volta a estar em destaque. Não porque marcou um grande golo nem protagonizou mais uma cena de capa de revista, mas sim porque mantém um registo perfeito desde o início da sua carreira como futebolista profissional. Marcou de grande penalidade no empate frente ao Torino (2-2) e conseguiu manter intacto o seu registo imaculado. Em 26 grandes penalidades convertidas ao longo da sua carreira, Super Mario converteu-as todas de forma bem sucedida. É um rácio de 100% de sucesso. Por estas e por outras o 45 do AC Milan volta a mostrar-se preponderante para a sua formação. É necessário referir que Kaka, número 22, foi titular. Jogou 70 minutos e esteve discreto, nesta agora contínua missão de tentar recuperar o seu momento de forma de há aproximadamente 4 anos. E, diga-se, será extremamente complicado.

  Na segunda parte deste artigo irei fazer a análise daquilo que foi a jornada da Liga BBVA, uma jornada da Bundesliga com muitos golos e ainda dar uma vista de olhos nos restantes campeonatos europeus, incluindo o português, assim como dar a conhecer o que se passou de tão relevante no sábado da MLS.

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  Depois dum empate sem golos no António Coimbra da Mota os canarinhos comandados pelo jovem Marco Silva iam a Israel com uma complicada missão. A viagem, o ambiente e a própria falta de maturidade nas competições europeias podiam ser crassos obstáculos para a equipa portuguesa que tentava também obter o seu 1º golo nas competições da UEFA. Um dos objetivos cumpridos na viagem a terras estranhas para a equipa da linha, convém referir e sublinhar.

  O nervosismo pode ter tomado contra dos amarelos do concelho de Cascais na 1ª mão, mas um início agressivo e pressionante em terreno forasteiro deu-lhes um grande impulso na confiança e motivação para o resto do encontro. Fiel ao 4231 a equipa estreante (tal como o seu adversário, diga-se) entrou esforçada e decidida num dos encontros mais importantes da sua história de 74 anos. A dupla de extremos formada por Carlitos e João Pedro Galvão tomou as rédeas durante todo o jogo, porém com maior intensidade numa etapa inicial da partida onde os visitantes clarificaram o seu domínio absoluto no encontro. A grande penalidade convertida com sucesso pelo '10' desta formação, Evandro, veio apenas confirmar o domínio canário. Golo para ser festejado pela equipa, todo o corpo do Estoril, adeptos e especialmente para um fiel adepto da equipa que apareceu nas bancadas do Winter Stadium em Ramat Gan. Esse também merece uma menção honrosa.

  Grande penalidade convertida, Avi Soffer expulso e a eliminatória segura para o lado português. Um brasileiro a marcar o 1º golo da história do Estoril nas competições europeias, um registo que fica obviamente na história do futebol português. A assinalar um Estoril (muito) mais atrevido do que aquilo que foi no seu próprio estádio. Preocupante, mas ao mesmo tempo bastante aliciante. A melhor forma de descobrir como uma determinada equipa reage num embate europeu fora de portas é com garantias. Marco Silva teve as que precisou e as que colocam um Estoril europeu no play-off de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

   1. ISRAELITAS COM AÇAIME. Tal como o Estoril, o Hapoel Ramat Gan fazia em sua casa o 2º jogo da sua história nas competições europeias. Encontrou-se desde cedo a perder e, para ajudar à festa, com menos 1 unidade. Recuou um dos trincos a central, porventura o acelerar duma morte lenta em solo israelita. Dadas as circunstâncias desfavoráveis restava aos homens de Arik Gilrovich arriscar. Sim, arriscar. Sem medos, receios ou rodeios. Jogava-se por um lugar num play-off de acesso à fase de grupos duma competição europeia. O Hapoel Ramat Gan limitava-se a trocar a bola na defesa quando tinham a posse da mesma. Uma equipa inofensiva que nem cães com açaime...

  2. A IMPORTÂNCIA DA EXPERIÊNCIA. O quão importante é, numa equipa como o Estoril, ter um elemento relativamente experiente no que toca a competições europeias? Deve ser um alívio, diria. Carlitos pegou na batuta e fez-se valente, afirmando-se como o líder desta equipa em campo. Não jogou a partida completa, sendo que Gerso entrou para o seu lugar aos 66. Mesmo estando fresco notou-se a falta do português dentro das 4 linhas. Não fazendo toda a diferença Carlitos foi, porém, extremamente relevante no jogo da equipa de Marco Silva. Uma autêntica bênção para o Estoril.

  3. INEFICÁCIA. Apesar de ter sido superior em ambos os jogos desta eliminatória o Estoril apenas conseguiu um único golo e de grande penalidade. Nas competições europeias há vários erros imperdoáveis numa equipa, sendo um deles a ineficácia. Um aspeto a tratar numa equipa que, mesmo assim, fez por vencer.

  4. PREVALECEU A IMATURIDADE. A perder, com menos um elemento em campo e com menos armas que o adversário. O que fazer? Arriscar! Arik Gilrovich foi imaturo e pouco ambicioso na forma que abordou o jogo. Não fez o Estoril passar por mais do que alguns ligeiros sustos, pouco dignos até de aparecer nos vídeos de repetições. O vencedor da passada Taça de Israel aprendeu de forma justa o que é brincar com gente grande no futebol europeu. Fim da linha para os estreantes de este.

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  Foi novamente um Porto bilateral que se apresentou em Londres para defrontar o Nápoles, vice-campeão italiano da época transata. A partida de hoje trouxe, porém, uma particularidade para os azuis e brancos: tiveram sucesso. Pela primeira vez no Emirates, é preciso referir. Quebrou-se o aparente enguiço que persistia em assombrar a equipa portuguesa nas suas visitas a Londres. Pela primeira vez em 8 anos os campeões nacionais venceram no imponente estádio do Arsenal, uma marca a assinalar e a recordar por uma questão de orgulho e prestígio.

  O adversário era também ele imponente. Oriundo duma região litoral e socialmente bastante discreta, conhecida pelas suas praias e pelo seu obedecer aos costumes tradicionais do comércio (não tivessem eles um dos maiores mercados de toda a Itália), conclui-se que o clube contradiz-se à cidade. A identidade do clube é presente e contínua: criativa e irreverente. Ferida pela perda do seu elemento mais sonante, Cavani, a equipa italiana reforçou-se com outros elementos criativos e efectivos na linha atacante: Mertens, Callejón e Higuaín que será agora a principal referência dos azzurri.

  Ora, se ontem o Porto entrou melhor frente ao Galatasaray, hoje decidiu entrar em campo o cenário oposto. Se a entrada no jogo de ontem foi boa, agressiva e expressiva, hoje faltou clarividência no último terço - algo que de resto acontecia muito com Vítor Pereira. Uma boa posse de bola e circulação da mesma foram alguns dos aspetos positivos, mas não suficientes. O Nápoles aproveitou essa falta de discernimento, causada por fatores como a fadiga, e foi gradualmente crescendo na 1ª parte. Não que tivesse o controlo do jogo (porque nunca o teve de forma efetiva e clara), mas era a equipa mais eficiente em termos ofensivos. Chegou ao golo de grande penalidade, sendo que ambos os golos sofridos pelo FC Porto nesta competição foram da marca dos 11 metros. Algumas dúvidas na existência ou não do mesmo, mas no final Pandev converteu sem qualquer problema ou consciência pesada. Sangue frio como se pede a um profissional.

  Na etapa complementar os papéis inverteram-se completamente. Um Porto mais pressionante e sufocante. O Nápoles quebrou por uma razão muito simples: tirou Radosevic do jogo, o médio que melhor equilibrou as tarefas defensivas/ofensivas da equipa italiana. Entrou Hamsik e Benítez fez um favor involuntário ao Porto: quebrou o jogo a favor da equipa portuguesa. Esta viu-se mais à vontade para realizar transições rápidas e pôr a defesa napolitana em sentido. Varela voltou a estar em bom plano hoje, mas no flanco direito. Josué, o "menino" de Paulo Fonseca, atuou na esquerda. Teve saudades da sua posição de 10 ao longo do jogo, fletindo muitas vezes para o interior. Devido à falta de profundidade pode-se dizer que isso não resultou na perfeição...

  Nota bastante positiva para a equipa de Paulo Fonseca, generalizando. A falta de pressão no miolo e profundidade nas laterais veio-se revelar apenas uma miragem com a 2ª parte de luxo da equipa portuguesa, quebrando então o enguiço de Londres. Pela 1ª vez o Porto vence no Emirates com uma 2ª parte coesa, capaz e espetacular. A falta de rotinas numa formação tática alternativa pode também ter saído caro ao Nápoles, sendo que Benítez não aposta no 352. Uma pena, diga-se. O Porto volta agora para Portugal com Aveiro e o 1º troféu da época na mira. Ilações positivas duma pré-época com mais sinais positivos do que qualquer outra coisa.
 
  1. VIRA O DISCO, TOCA O MESMO. Verdade se diga, o Porto esteve fenomenal na 2ª parte do encontro. Cometeu poucos erros e foi objetivo e eficiente, merecendo a vitória de forma indiscutível. Mas, sobretudo na 1ª parte, houve aspetos a melhorar. Aliado a uma boa posse de bola é necessária a subida dos laterais, garantindo profundidade aos flancos e ao setor atacante. Pode-se dizer que a garantia neste encontro, novamente, não foi total. Fucile mais interventivo que Alex Sandro, brasileiro que hoje até esteve superior a ontem. Fucile não mostra a consistência pedida. Ricardo, denominado agora como 4º lateral desta equipa, é rápido e é capaz de ser o lateral que mais metros sobe quando está em campo. Infelizmente para o Porto, isso não garante segurança defensiva.

  2. SOLIDARIEDADE. Callejón é um jogador verdadeiramente fascinante. É um extremo com uma boa qualidade técnica e capacidade de desequilíbrio, mas destaco a sua capacidade de ser solidário com os laterais da sua equipa. Aliás, pode ter sido essa a razão da aparente falta de profundidade nos flancos do Porto. Dá que pensar. O espanhol adquirido ao Real Madrid poderá pegar de estaca na equipa de Benítez, tendo em conta a importância que se dá a extremos que saibam defender na Serie A.

  3. VENI, VIDI... VICI? Quintero mostrou que tem capacidades para ser titular na equipa portista. O médio criativo veio, viu e tem todas as capacidades para vencer e triunfar em Portugal. Além de mostrar uma capacidade técnica e posicional acima da média abrilhantou ainda mais a sua estreia como titular com uma assistência para Ghilas. James era um 10 de origem que raramente teve oportunidade de ocupar essa posição no Porto, sendo que Quintero deverá agora procurar essas chances com Paulo Fonseca.

  4. SAUDADE, SAUDADE... Cesária Évora e o seu tema mais conhecido devem ter entoado inúmeras vezes na cabeça de Josué durante a sua estadia em campo frente ao Nápoles. O jogador que tomou destaque no Paços de Ferreira com Paulo Fonseca atuou hoje no flanco esquerdo, posição na qual o médio não se sentiu completamente estranho. Porém, a verdade é que talvez algum tipo de forma magnética empurrava o jovem português para o centro do terreno. Talvez até a sua intuição. Josué colocava-se constantemente no centro, a sua posição de origem. Por alguma razão eram raros os ataque que surgiam pela esquerda do ataque azul e branco.

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  Foi um FC Porto de duas faces que se apresentou em Londres, na contenda frente aos turcos do Galatasaray. Disputava-se o 1º jogo da edição 2013 da Emirates Cup onde a equipa de Paulo Fonseca queria deixar boa impressão. Falava-se num "desafio à Champions" contra uma equipa turca extremamente bem orientada por Fatih Terim. Teste de pré-época mais exigente para os azuis e brancos até ao momento, grande foco sobre esta partida num campo onde o Porto definitivamente não se dá bem.

  A equipa portuguesa que alinhou com o equipamento alternativo neste encontro promoveu algumas mudanças no seu 11 inicial, tendo em conta a última parte contra o Celta de Vigo. Nomes como Quintero e Herrera foram deixados de fora da convocatória, supostamente para poupá-los e deixá-los frescos para o encontro face ao Nápoles. Por outro lado, o Galatasaray não poupou jogadores. Os nomes mais sonantes como Didier Drogba, Wesley Sneijder e até Emmanuel Eboué (que recebeu uma enorme ovação do Emirates, pois já representou o Arsenal com algum sucesso) foram utilizados de início por Terim e revelaram-se uma valente dor de cabeça para a defesa portista, sobretudo na etapa completamente onde os ares de Londres tiveram um efeito negativo sobre a equipa de Fonseca.

  Início agressivo da equipa portuguesa que teve em Defour uma grande importância na sua manobra ofensiva. O médio belga - que fora dos relvados continua a surpreender com o seu já fluente português, como se viu na entrevista pós-jogo - fez os papéis outrora levados a cabo por João Moutinho e foi o médio mais interventivo que servia de forma mais regular Jackson e os extremos, fletindo para o centro. O belga foi então o principal e melhor jogador do FC Porto na 1ª parte. Na cabeça de Jackson reinou a inconformidade graças à grande penalidade desperdiçada.

  Numa segunda parte completamente transfigura foi o Galatasaray que tomou conta do jogo e assustou por algumas vezes a baliza de Fabiano Freitas. De forma irónica o golo turco surgiu de grande penalidade, antes de Lucho González desperdiçar mais uma a favor do FC Porto. Repetiu-se a maldição das grandes penalidades que ganhou forma no final da época passada, um problema para Paulo Fonseca refletir e tentar prontamente resolver. 

  1. ENTÃO, NÃO SOBES? Como referi, um início agressivo do Porto. Linhas subidas, circulação de bola segura e um ritmo adequado na 1ª parte. Mas faltou algo bastante importante... profundidade. Nesta altura de pré-época os índices físicos ainda não são perfeitos, sim, há que compreender. Danilo e sobretudo Alex Sandro estiveram abaixo do expectável a aceitável. Depois dos 3 golos na Colômbia espera-se muito de Danilo, isso é certo. Alex Sandro esteve ainda mais discreto. Deverá ser, ainda assim, uma questão de tempo até à forma física dos jogadores em questão voltar à normalidade. Ou pelo menos a um patamar aceitável e consistente.

  2. BIPOLARIDADE. Inverteram-se completamente os papéis na etapa complementar deste encontro. Enquanto o Porto acusou algum desgaste da pré-época e dos altos índices de trabalhos, o Galatasaray voltou rejuvenescido dos balneários aproveitando também o pressionar do travão dos dragões. Viu-se um Porto mais recuado e mais cansado, um Galatasaray mais criativo e pressionante. Vá, tendo em conta que estamos apenas na pré-época. 

  3. UM AVISO, UMA PREPARAÇÃO. O Porto não é equipa que nos jogos se encontre a perder muitas vezes. Hoje esteve a perder a partir dos 70 minutos contra uma equipa de nível de Liga dos Campeões. Apesar duma derrota nunca ser positiva esta acaba por ser uma boa preparação para os azuis e brancos: é sempre positivo saber como atuar e reagir aquando do golo sofrido.

  4. OS ARES DE LONDRES. Não é necessário ter um doutoramento para saber que a equipa portuguesa não se dá bem no Emirates Stadium. Para se te der uma ideia: nos últimos 8 anos o Porto jogou 4 vezes no Emirates, todas elas contra o Arsenal. Nunca venceu, perdeu em todas as ocasiões. Sofreu 13 golos, marcou apenas 1. Jogar em Londres torna-se automaticamente num mau presságio para a equipa portuguesa. Terá, ainda assim, hipótese de redenção perante o Nápoles no dia de amanhã.

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  Desconhecido para alguns, Sergey Kundik irá ser um nome fácil de lembrar nos próximos anos. Com apenas 17 anos o jovem nascido na Rússia já passou por Portugal, pela Rússia e pela Escócia. Veio para Portugal com apenas 9 anos, altura onde foi recrutado pelo FC Porto.

  Depois de sair do clube azul e branco Sergey continuou em Portugal, jogando nos escalões de formação do Leixões e do Boavista. Estreou-se pelos seniores do Fão aos 16 anos, despertando depois interesse do Real Madrid. Depois duma passagem pela equipa B do Spartak de Moscovo o jovem rumou à Escócia, onde foi contratado pelo Rangers. Jogou pela equipa de reservas da equipa escocesa, sendo que acaba contrato em julho. Na próxima época irá representar o Braga B.

  Antes de avançar para a leitura da entrevista, queria agradecer publicamente ao Sergey pela disponibilidade e aos restantes queria pedir que qualquer dúvida fosse endereçada  para o facebook do blog cuja atividade é diária. Pode ainda fazer as suas perguntas a cronicafutebolistica@gmail.com.




1. Considera a sua formação em Portugal positiva, desde o Porto até ao Fão?

  Tive altos e baixos na minha formação, passei por momentos difíceis. Tive uma lesão grave em que parti o perónio e fiquei 1 época sem jogar.

2. Do Fão ao Spartak. O que mudou na sua vida, nessa altura?

  O meu grande salto foi quando fui do Fão para o Spartak. Assinei lá o meu 1º contrato profissional. Depois do Spartak, e com grande jogos pela seleção [sub-17] estive perto de ir para o Real Madrid, mas o meu empresário não chegou a acordo com eles.

3. Sente que o facto de rumar à Rússia abriu-lhe portas que não poderiam ser abertas em Portugal?

  Depois do Spartak fui contratado pelo Rangers. Fiz a maior parte do campeonato na equipa de reservas que é como se fosse a equipa B em Portugal. Cheguei também a fazer alguns jogos pela equipa sub-19, os juniores. Tinha contrato com a equipa principal, mas não fui opção. São escolhas.

4. E depois do Rangers, o que se segue?

  O meu contrato com o Rangers termina em julho. Tenho pré-contrato com o Braga, deverei ser utilizado na equipa B e na equipa de juniores. Isso depende muito de mim e de como estiver fisicamente preparado.

Sempre a trabalhar, nunca a desistir. É esta a mensagem de Sergey Kundik.