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  1 ano de Crónica Futebolística. Com mais de 100 mensagens postadas (117 para ser mais exato) este foi um ano de formação pessoal na área futebolística partilhada com todos vós. Espero que no próximo ano esteja aqui para celebrar os 200 artigos do blog e quiçá 2 anos de existência. Desta feita tenho de agradecer a todos vós, leitores deste blog. Trazem os números de visualizações, visitas, comentários e opiniões/sugestões/críticas, uma das componentes mais importantes de qualquer espaço deste teor.

  Durante as próximas semanas e claramente aproveitando as férias serão colocados no facebook do blog (o qual certamente deverão ter conhecimento, pois é uma das grandes fontes de visualizações deste blog e de resto podem vê-lo na hiperligação) os meus destaques pessoais do ano de existência: os artigos, crónicas e opiniões que mais gostei de escrever e tiveram também melhores ou mais apreciações. Será uma forma de fazer uma retrospetiva ao que aqui se passou e, naturalmente, uma forma de dar a conhecer aos novos leitores o que se fez durante os meses passados.

  Um grande bem haja... Espero que a mensagem seja a mesmo no dia 11 de dezembro de 2013 (a data da primeira mensagem, um dia após a sua criação no dia 10).

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  No dia de ontem meti-me no fundo do baú a observar os meus escritos de há quase 2 anos. Deparei-me com uma pequena crónica que não tinha mais de 20 linhas. Era clara e objetiva, mas faltava iniciativa nas palavras, imaginação e paciência para desenvolver mais o tema abordado. Foi escrita a propósito do Barcelona x Arsenal que decorreu no dia 8 de março de 2011, onde a equipa catalã venceu por 3-1, num jogo polémico que consumou a eliminação dos ingleses da competição, assim como caminho aberto para a conquista do troféu por parte dos espanhóis.

  Nesse pequeno texto abordei essencialmente a frustração da vida de um guarda-redes e a certa ironia que nela está presente. Como exemplo prático falo de Almunia, já que o jogo em questão tinha sido 10 dias atrás (e a ideia de escrever esse texto referido já tinha vindo desde essa dezena de dias atrás) e a memória ainda estava razoavelmente fresca. Apesar das 7 defesas, sendo que algumas de teor praticamente impossível para outros, acredito que a maior parte das pessoas e espectadores desse jogo (quase) só se lembrem das aventuras de Messi, sobretudo daquele chapéu ao espanhol que deu o 1-0. De qualquer forma, por esta última frase chegamos ao ponto principal desta crónica: a ironia que compõe, de facto, a vida dum guarda-redes.

  Na imagem acima está representado Edwin van der Sar, um guardião extremamente seguro e com uma carreira recheada de títulos, isto é, pelo menos um em cada clube que passou com idade sénior (não se faça exceção a sua estadia em Londres, donde venceu uma Taça Intertoto pelo Fulham). Registo impressionante para aquele que é considerado um dos melhores guarda-redes da sua geração, juntamente com outros nomes como Oliver Kahn ou até mesmo Barthez. Raramente falhavam, mas quando o faziam ninguém falava de outra coisa. As pessoas têm tendência a olhar para o mal com maior intensidade do que o bem. Ora, nesse cenário era natural que nos momentos seguintes aos jogos só se falassem dos tais erros dos guarda-redes, ignorando possíveis grandes intervenções ou lances onde foram fulcrais para manter o resultado favorável. Olhando apenas para o que falhou há claramente uma grande ironia envolta na situação... e essa consistia em descredibilizar uma boa exibição para olhar para um lance infortuno.

  Muitas vezes os principais visados nas derrotas são os guarda-redes porque: não estavam atentos ao decorrer do lance, não se atiraram a tempo, 'levou um frango' e/ou esteve mal na abordagem ao lance. Pois bem, há quem se recorde do golo e da postura do guarda-redes a abordar o finalizador, mas não faz a mínima ideia de como a bola chegou a ele. Culpam os guardiões sem de facto saberem ou recordarem-se concretamente de quem facilitou ou errou, deixando que a bola fosse parar à frente do homem das luvas. Defesas, médios ou mesmo avançados conseguem muitas vezes sair impunes nestas situações em lances em que os pobres guarda-redes são, por vezes, os que menos culpa têm. No entanto são os que pagam as favas. Quase sempre.

  O ilustre van der Sar tem, durante toda a sua carreira, erros relevantes que se podem contar com os dedos duma só mão. Por alto recordo-me de 2 que já tive oportunidade de ver em vídeo:

  - Perda de bola para José Antonio Reyes na grande área que marcou sem qualquer preocupação (Fulham 0-3 Arsenal, 11 de setembro de 2004);

  - Bola aparentemente controlada que deixa cair após cruzamento encostada de seguida por Somen Tchoiy (Manchester United 2-2 WBA, 16 de outubro de 2010)

  Tenho a certeza que esses 2 erros são mais lembrados do que algumas defesas do outro mundo que possa ter feito no mesmo ou noutros jogos pelo Fulham e Manchester United respetivamente. O mesmo se aplica a outros guarda-redes por esse mundo fora. Mais recentemente há o exemplo de Hélton que deixou a desejar no 2º golo do Paris Saint Germain no jogo de França, mas tem estado irrepreensível em todos os jogos, por exemplo, da Liga Portuguesa. Os guarda-redes são nesta vertente os mais observados, os centros das atenções. Quando a coisa não corre bem são eles a que são apontados os dedos. Pena que assim seja, muito sinceramente. A pressão está do lado deles.

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  Em conversas de café um dos temas geralmente abordados é o dos avançados e de sua respetiva mobilidade. Ora, uma das armas de contra argumentação é a altura dos jogadores em questão, o que para muitos determina se o jogador é móvel ou não. Tal mobilidade (ou falta dela) é muitas vezes uma questão de velocidade para quem discute ou aborda este assunto, mas trata-se duma questão muito mais completa. Não física, mas tática. A altura dum jogador determina, muitas vezes, opções do treinador. É uma das armas mais importantes nalgumas vertentes: jogo aéreo, atrair marcação cerrada em lances de bola parada (deixando confortavelmente outros jogadores, se estivermos a falar duma marcação individual) e, obviamente, impor sempre uma figura possante em zonas de finalização. 
  
  Há um mito presente no mundo do futebol, qualquer que seja o país. Para uma vasta multidão ser alto e móvel não é fisicamente possível, mas por esses países fora há vários exemplos que mostram o contrário. Aliás, o avançado torna-se móvel se o treinador o assim quiser. Fernando Llorente, para dar um exemplo pragmático, é dono dos seus quase 2 metros de altura. Devido a supostos problemas de foro interno não está a contribuir regularmente para o sucesso da sua equipa, mas as impressões de passadas épocas estão à vista. Jogos com maior audiência portuguesa (nomeadamente os embates frente ao Sporting, em Lisboa e em Bilbao) deram a conhecer (ou aprofundar) as qualidades dum jogador que tenta transmitir uma mensagem com os pés. Uma que desfez um mito; afinal jogadores altos, com pernas longas e "desajeitados" podem camuflar-se num Vucinic, jogador há muito assumido como um segundo avançado e nunca como um matador. Aliás na Juventus há uma forte concorrência entre o montenegrino e o recém-chegado Giovinco, já que Quagliarella está de pedra e cal no onze inicial dos campeões italianos. 

  Voltando a Llorente, esse craque. É móvel, movimentando-se muito bem em zonas anteriores à grande área. É inteligente, o que ajuda muito na percepção do que se passa num raio considerável. Na teoria é difícil definir exatamente, mas Llorente consegue desafiar os mitos, banalizando-os ainda mais a cada drible, recuo no terreno e/ou ação defensiva. Claro que um bom apoio também ajuda, havendo espécies de trocas posicionais com extremos a derivar para o centro. Quando se fala nisto, é obrigatório falar em Muniain, jogador muitas vezes comparado a Messi pela sua criatividade, espontaneidade e qualidade técnica.

  Ora, foi importante referir isto porque é elementar que quem rodeia estes jogadores também é importante. Llorente tinha em Muniain uma arma preponderante para a bola chegar aos seus pés ou cabeça. Porque ninguém joga sozinho, apesar dos egos influenciarem tais atitudes. Mas isso já é outra história para análise futura.

  Tão diferentes, mas ainda assim tão iguais. Vucinic dum lado, o pequeno Giovinco noutro. 22 centímetros de diferença são mais do que suficientes para se fazerem as devidas diferenças entre estes jogadores, unidos pelo símbolo que têm ao peito. Vucinic é frequentemente atribuído a ter um grande jogo aéreo e presença na área, abstendo-se de outras funções que o fizessem recuar no terreno ou recair voluntariamente para uma ala. Ora, as aparências iludem e no futebol esse velho dito é uma verdade absoluta. É um autêntico polivalente, podendo representar qualquer lugar na zona atacante. Na Juventus de Conte (sobretudo na época passada)  foi utilizado muitas vezes a extremo-esquerdo, surpreendendo muita gente pela sua versatilidade e facilidade a atuar num lugar que não é o seu principal. É uma mais valia em qualquer caso, mas nesta época a sua estadia nas alas pode ter chegado a um término indeterminado. Com o 3x5x2 que se vê na Juventus é improvável que alguma vez volte a atuar nas alas.

  Asamoah e Lichsteiner são os jogadores mais utilizados nas alas no campeonato pela equipa campeã de Itália. Para quem segue o clube de Turim é fácil verificar que neste sistema tático referido acima tem grandes preocupações defensivas, tornando-se um 5x3x2 a defender. Vucinic não tem as características ideias para subir e descer no terreno constantemente, sendo um jogador meramente ofensivo. Daí fica tapado e disputa com uma vasta concorrência um dos dois lugares na frente de ataque, sendo que normalmente um jogador recua mais, atuando nas costas do ponta-de-lança para criar maiores desequilíbrios numa zona central e, sobretudo, apoiar a unidade mais avançada no terreno.

  Giovinco tem um apelido muito particular, derivado pelas suas duas características que o evidenciam mais: a baixa estatura física e a sua velocidade estonteante. Combinando estes dois elementos que o descrevem forma-se a "Formica Atomica". É um jogador previsivelmente (para quem o segue) desequilibrador, veloz, ágil e imprevisível. Aqui a aparência não ilude porque quem olha percebe logo do que se trata. Dum pequeno parasita que se cola às zonas onde há espaços. Se não há, inventa-os devido a movimentações rápidas, aproveitando a sua velocidade. Jogador semelhante a Vucinic, até. Em suma, é notório que no futebol as aparências iludem e, de facto, altura não é indicador de mobilidade. No futebol não há ciências exatas, além de que existem mitos que serão constantemente desafiados. Neste, jogadores como Llorente, Cardozo, Vucinic e Ibrahimovic desafiam aquilo que parece improvável para alguns.

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Arrisco dizer que, apesar das bocas que deverei ser alvo, neste momento um dos cancros do Sporting é a precipitação dos adeptos. Para um clube com estatuto de grande é normal que as expectativas sejam altas, ainda para mais com as eternas promessas de treinadores e dirigentes que vão entrando e saindo como quem vem de visita guiada prolongada. O Sporting está mal e apressar as coisas não ajuda, é um facto que tem tudo de real. Há vários factores/teorias que o explicam, desde a indiferença dos jogadores perante o símbolo que transportam dentro de campo à negligência de presidentes incapazes.

E se (continuarmos) a pensar por uma lógica coerente a tendência é piorar. Quanto maior é o desespero maior é a revolta, a angústia e a energia negativa que sai cá para fora. É preciso ter calma, o problema já vem de trás. Enquanto uns falam de Godinho Lopes recusam-se a falar dos jogadores que mal ficam com uma pinga de suor a cair-lhes pela face abaixo. Temos de ir por partes e tentar descobrir o que está mal, claro está.

- A equipa esforça-se pouco e passa indiferente ao jogo em muitos períodos. As causas são simples, porém complexas de explicar/solucionar. Se bem que um profissional que ganha milhares de euros por mês está sujeito a uma pressão elevada é preciso perceber que estão lá dentro pessoas a representar o clube e, como é óbvio, assobiar e mandar vir a toda a hora não ajuda. A intolerância tem os seus limites, é como tudo na vida.

- Diga-se de passagem que os dois recentes treinadores são fraquíssimos. Sá Pinto tinha de compreendo que um "vamos (censurado)" não é suficiente para pôr uma equipa a jogar à bola e, mais importante de tudo, exercer coerentes e eficazes rotinas coletivas que permitissem ganhar jogos. Sem fio de jogo, modelo e/ou ideologia definida era difícil dar uma para a caixa. Oceano não era solução, mau era se alguém achasse o contrário.

- Presidente/dirigentes com declarações/bocas que apenas enfureceram ainda mais os adeptos que, por sua vez, descarregam dentro do retângulo de jogo. Pressão acrescida e desnecessária para os jogadores.

Por um lado a vinda de Franky Vercauteren é bem pensada. De acordo com o Record (não que seja totalmente credível, mas isso até o freguês da esquina já sabe) o belga é daqueles ossos duros de roer. Foi descrito como duro e exigente, podendo ter uma influência maior no balneário. Não que Sá Pinto, por exemplo, não o fosse, mas o factor principal é a experiência do belga. Sá Pinto não a tinha, não a podendo conciliar com outros elementos que fazem um treinador. A teoria mais simples é começar dum ponto (que já bateu no fundo) em que ou vai ou racha. Simples mas arriscada. E, já se sabe, que pela mínima comichão vão rolar cabeças. Sejam pacientes a partir daqui, senão ninguém vai a lado nenhum, sportinguistas.

O Borussia começou do 0 e está onde está, mas nós estamos em Portugal onde as mentalidades são diferentes e incomportáveis. Não me passa pela cabeça um clube como o Sporting ter coragem para largar tudo e percorrer um novo caminho. Não consigo racionalizar isso na minha cabeça, embora seja uma solução viável a longo prazo. Mas mais uma vez há uma seta a apontar para o principal neste texto: intolerância.

Felizmente tive o privilégio de ir ver o Sporting B jogar, um molho de miúdos com formigas nos pés. As suas trocas de bola eram fenomenais para um Santa Clara esbarrado à parede. O futuro passa por eles, pelos jogadores que mostraram uma garra muito superior aos jogadores da equipa principal. Pena os clubes rejeitarem dar mais oportunidades a estes jogadores. Vercauteren já treinou com 6 jovens e, mais cedo ou mais tarde, estarão eles a jogar na equipa principal, digo eu. José Dominguéz montou uma equipa com uma naturalidade tática ao nível dos melhores. Nota-se uma cultura extremamente evoluída com trocas de bola à Barcelona, com a maior tranquilidade e serenidade possível. Escuso de me pôr com individualidades quando o coletivo é o que mais interessa nesta equipa.

Tenham paciência, apesar da situação estar francamente má. Este é o conselho que posso dar aos verdes neste preciso momento. Dizendo que provavelmente Vercauteren não fará toda a diferença, pode ser a luz ao fundo do túnel que ao passar dos tempos vá aumentando de intensidade. A culpa não é dum elemento só, é de todo o hiperónimo, cada um com a sua quota. E todas as partes tem que cooperar para bom funcionamento duma instituição que tem de ter dias melhores, para bem do futebol nacional. 

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  Muito se pode dizer sobre a atual situação da Serie A, uma liga tranquila para alguns e uma tortura medieval para outros. Verdade se diga, não é uma questão de sorte/azar. Uns jogam bem e entraram rápido das novas rotinas táticas, outros nem tanto (os pupilos de Allegri podem rever-se nesta segunda alínea). Uma liga com destaques claros até agora, alguns deles referidos nas linhas abaixo.

Diamanti, o fora de série

Máquina do tempo, leve-nos ao dia 24 de junho deste atual ano. Nesse dia jogou-se o Itália - Inglaterra, jogo decisivo para ambas as seleções, não se jogasse então o acesso a uma meia-final. Os transalpinos dominaram taticamente, tapando o espaço aos alas ingleses e, mais importante, pressionando o portador da bola. Manteve-se o empate ainda assim. Por um lado foi bom já que se o jogo acabasse aos 90 ou 120 minutos o mundo não seria capaz de ver a grande penalidade de Andrea Pirlo. (e arranjo sempre uma linha para falar, por incrível que pareça) Também houve certamente quem tivesse fechado os olhos, diga-se.

  Então uma Itália dominadora, mas uns ingleses persistentes e rígidos. Até que se estreou um "novato", um jogador de 29 que fazia a sua 4ª internacionalização pela seleção italiana. Diamanti, obviamente. Segunda em jogos oficiais, convém também referir a valentia de Prandelli ao colocar jogador com tamanha inexperiência a representar o seu país. Trouxe, surpreendentemente, algo diferente à sua formação: um ritmo frenético, digno de Premier League. Tem que agradecer ao West Ham ele. Rompeu completamente o rigor de Prandelli, mandando uma bola ao poste e baralhando os olhos britânicos, Hodgon inclusive (este muito criticado depois da derrota, sobretudo pela postura pouco atrevida duma seleção tipicamente... ofensiva). Não decidiu, mas esteve perto disso. A arma secreta de Prandelli, disse a imprensa nos dias seguintes.

  Quem olha para o estilo deste experiente jogador chega à conclusão que é alguém que não faz valer um bilhete num jogo disputado num San Siro, San Paolo, Juventus Stadium ou Olímpico (se bem que fez uma das melhores exibições da sua carreira frente ao AC Milan, mas no Renato Dall'Ara). É um elemento que faz a diferença com liberdade tática que lhe é confiada numa equipa primodivisionária de segunda linha. Nesse panorama Diamanti é um fora de série, um tomba-gigantes. Prandelli meteu-lhe o olho e nem tão cedo irá desviar. Já sem Di Vaio, o Bologna conta com este génio de Prato para (ajudar a) decidir. É, está claro, a grande referência e capitão deste clube.

Jovetic: à procura de um companheiro

  Stevan Jovetic deve estar confuso. O jovem montenegrino atuou a titular em todos os jogos disputados pela equipa viola na Serie A até ao momento. Foram 8, para ser mais claro. O problema é outro já que este é titular indiscutível. Tem 22 anos, grande margem de progressão e é constantemente apontado nos momentos estratégicos a grandes clubes europeus (a Juventus foi o destino mais falado em agosto) por alguma razão. Quem seguiu a Fiorentina nesta época sabe do que falo, ou talvez faça uma ligeira ideia. Há equipas que têm de menos, esta tem demais. 5 avançados no plantel principal num sistema de 3-5-2. Jovetic colou-se ao relvado, quem é o preferido de Montella para o acompanhar? A experiência de Toni ou a irreverência de Ljajic?

  O italiano, ex-avançado da Roma, parece estar confuso. Prefiro pensar que quererá pensar que a sua filosofia será a de "cada caso é um caso", mas é difícil avaliar o cenário. Há 5 avançados de grande qualidade, 4 deles sem a titularidade garantida. 

  O futebol italiano procura sempre um rigor tático superior às restantes ligas europeias. Não por competição, mas sim por tradição. Está-lhes nos genes. Claro que é preciso irreverência, criatividade... eis Ljajic. Parece ser a opção mais cotada por Vincenzo Montella, titular em 50% dos jogos da equipa de Florença. Tomara, têm de fazer valer os quase 7 milhões + objetivos pagos ao Partizan, em 2010. É na frente onde é preciso maior libertação e mobilidade. Com jogadores como Matías Fernandéz torna-se mais fácil, mas é interessante que apenas tem 2 crachás de titular no campeonato... Montella continua a apostar num sistema semelhante ao da Juventus, Parma, Bologna e Nápoles. Neste caso específico os alas são jogadores versáteis, sendo que Pasqual está mais talhado para fazer todo o corredor (lado esquerdo, normalmente quem mais serve Jovetic por fonte do corredor).

  Excluindo Ljajic já descrito, há outras três opções válidas. Um italiano numa fase descendente da sua carreira, um marroquino que teoricamente estará no seu auge e um jovem suíço com vontade e capacidade para explodir. Até ao momento vai "vencendo" Luca Toni, que está talhado como a 3ª opção neste momento se virmos pelos minutos totais no campeonato. El Hamdaoui segue-se e há o suiço Seferovic como o ponta-de-lança com menos minutos no plantel principal. Compreende-se e pode ser que a tendência seja outra nos anos seguintes. Um leque bastante extenso e diversificado que apela à inteligência de Montella, vendo a forma como monta os jogos. Interessante será ver como irá continuar a apoiar Jovetic na frente ataque, a principal referência neste momento. 3-6-1 com Matías a 10, meio-campo losango e dois médios alas? Não seria mal pensado, caro Montella. Mas tudo depende das suas intenções, claro está.

  Yepes, dinossauro italiano

  A idade parece não afetar um dos centrais mais disciplinados da história do futebol colombiano. Mario Yepes, patrão do setor mais recuado do AC Milan, abre destaque aqui pelo simples de facto de "imitar" outros nomes italianos como Nesta, Cannavaro, Maldini ou Materazzi, porém sem tanto sucesso. Dado como a 1ª opção de reserva desde que chegou a Milão a sua experiência é sempre bem-vinda e agora, mais do que nunca, a sua veteranice é bem aventurada por Allegri. De Sciglio ou Acerbi são jogadores visados a seguir as suas teórias sábias. 

  Ainda assim titular na Colômbia de Pekérman, o antigo central do Chievo continua a ser extremamente importante fora de campo.

  A formiga, a segunda opção e o sangue novo no banco

  Giovinco faz de Del Piero (ou pelo menos assim o parece). O "novo" jogador da Juventus vem mostrado um nível exibicional de acordo com as expectativas, revelando-se uma dor de cabeça. O mais impressionante é o facto de Carrera/Conte continuar a apostar em Quagliarella...

  Enquanto isso, convém falar de algo bastante particular: Borriello. Antigo jogador da Juventus, Milan e Roma tem sido uma peça importante na equipa que neste momento não tem treinador, depois da saída de Luigi di Canio. A gota de água foi, sem dúvidas, a derrota face à Roma. Marco voltou a um clube onde já foi feliz ou, pelo menos, àquele que o deu mais tempo de antena. Na época 2007/2008 alinhou em 35 dos 38 dos rivais da Sampdoria na Serie A, marcando uns razoáveis 19 golos. A partir daí fixou-se no Milan, rendendo apenas na segunda época. Não se mostrando um fora de série, Borriello foi tentando e... conseguindo, mas sem brilhar incondicionalmente. Cumpria, não fazia a diferença. Um jogador talhado para aquecer o banco de suplentes ou ficar esquecido no campo, em segundo plano?

  O Inter aposta no futuro com a direção a exemplificar, mantendo Stramaccioni no leme nerazzurri. Os azuis de Milão apostaram forte na nova época, contratando jogadores como Handanovic, Álvaro Pereira e Palacio e Cassano na frente. Basicamente há mais e melhores soluções em todos os sectores, com um lote de "incompreendidos" no plantel. Rebeldes, irreverentes e futuros poetas vestido azul e preto, mais vale dizer. Neste momento, porém, prevalece a veteranice de alguns jogadores que simplesmente não despegam. Velhos são os trapos, devem dizer eles.