| 1 comentários ]


  Um marco na história do blog e para mim também, foram atingidas as 10.000 visualizações de páginas. E o que isso significa para mim? Orgulho naquilo que tenho vindo a desenvolver e gratidão aos que acompanham as mensagens colocadas cá, algumas mais extensas e trabalhadas do que outras. Quando comecei este blog esperei coisas boas, certamente, mas não isto (para mais em tão pouco tempo). São 5 meses e uma média de 2000 visualizações de página por mês, aproximadamente 67 por dia. 

  Fica aqui o registo. Novamente o meu obrigado e até às 20.000!

| 0 comentários ]


  
Imagem completamente aleatória, reconheço. O 'Planeta do Futebol' é um livro escrito pelo meu comentador desportivo (Luís Freitas Lobo) que atualmente presta serviços à estação televisiva SPORT.TV e que ocasionalmente reúne-se com outras figuras do futebol nacional na TSF para um programa de rádio. O livro foi lançado em 2009 e já conta com 3 edições, sendo esta 3ª (e a que adquiri em Março) estendida para cerca de 300 páginas. O livro tem como editora a Prime Books e todas as fotografias que ilustram o cenários são da Getty Images.

  É difícil resumir este livro por uma sequência lógica ou padronização de acontecimentos. O livro está dividido em muitos capítulos, 41 para ser mais exato. Em cada capítulo é abordado uma nova temática relacionada com o desporto rei. Claro, alguns capítulos podem interligar-se devido a uma analogia num sistema tático, equipa ou jogador referido. Mas regra geral cada capítulo aborda um novo tema numa diferente altura cronológica e, em parte, é isso que deixa o livro tão interessante. Para um homem de 45 anos é extraordinário que consiga retratar e contar na perfeição acontecimentos ou histórias que tiveram lugar numa época em que mesmo os seus pais eram jovens. Falo dos primeiros 40 anos do século passado. Nesses temas antigos fala dum dos melhores guarda-redes britânicos com 167kg de peso (atuava no Chelsea de Inglaterra). Chama-se William Foulke e, devido à ainda falta de cuidados médicos na altura, morreu com 42 anos devido a uma pneumonia. Fala também de Domingos da Guia, brasileiro. E pioneiro. Não fosse ele o inovador daquilo que seria 'tratar bem a bola' e que seria reinventado por Diego Armando Maradona. Pronto, Domingos da Guia era um defesa central que causou impacto na seleção canarinha dos anos 30 e 40. Era conhecido por sair a jogar, aparecer na zona de finalização e serpentear os adversários. Depois de um tempo onde os defesas não se podiam desconcentrar (jogadores como Ronaldo (Fenómeno), Beckham, Pelé, Eusébio e Cruiff observa-se uma curva naquilo que é o panorama dos defesas de hoje em dia. Mats Hummels é o mais vivo exemplo dessa curva que anda a ser observada na Bundesliga. Defesa valente e pioneiro nos seus tempos. Defende bem, sai a jogar e tem uma técnica de médio, rara para alguém que tem que ter quase apenas muita força. É um defesa dos novos tempos. Não dará jeito para Portugal no EURO12. Desde Domingos a Maradona, todos mostraram uma nova maneira de dar classe ao futebol. Maradona, o tal que no treino arrumava as bolas porque dizia que cuidava bem delas. É isto que falta aos futebolistas de hoje em dia, paixão. 

| 1 comentários ]


  É este homem que deixa saudades no Ajax. Em 2009/2010 fez mais golos do que jogos disputados, uma marca sempre temerária no panorama do futebol mundial. Transferiu-se para o Liverpool em Janeiro de 2011 e apesar de algum sucesso tem tido azar tal como o resto da equipa. E se há, em toda a Europa, uma equipa que se pode queixar de puro e duro azar essa equipa é o Liverpool. Puro porque é visível em todos os jogos sem grande exceção. E também duro porque é devastador. Seja para king Kenny, para o emblemático Gerrard ou igualmente para os adeptos dos Reds que, sem fazerem algo que não isso, contribuem para as constantes casas cheias no mítico estádio de Anfield. A ganhar ou a perder, a convencer com as exibições ou não. De resto este também é o lema  dos seguidores dos clubes ingleses: dedicação e fanatismo para com o clube. Disso ninguém da estrutura do clube de Merseyside se pode queixar. A fazer algo aos adeptos agradeçam aos Kop. Sempre fiéis, tal como deve ser.

  Mas os dados fundamentais na temática do azar estão lançados. E são, no mínimo, desanimadores. Uma bola ao poste no jogo frente ao Norwich (mais uma) elevou para 31 o total do Liverpool nesta época. E de referir que esse registo é apenas da Premier League. Assustador. Pontaria a mais, sempre. Uma época agridoce e ingrata que pode ser salva pela possível conquista da competição de clubes mais antiga do mundo. Falo obviamente da FA Cup. E nesta época a final vai opor duas equipas que estão a, generalizadamente, desiludir na principal competição doméstica que se disputa em terrenos de nossa alteza. Chelsea e Liverpool pelo orgulho pessoal e da sua cidade. Duelo pessoal para Meireles e Torres, onde as atenções também estarão viradas por Carroll que marcou o golo decisivo para o Liverpool marcar presença nesta final. Depois dos rivais terem ambos vencido os seus respetivos dérbis da cidade (Everton - Liverpool e Chelsea - Tottenham) passaram, com distinção e classe, à final de Wembley. Carroll decidiu com um golo de cabeça, onde estava de costas para a baliza. Curioso e raro. O costume: são esperados praticamente uma centena de milhar de espectadores nas bancadas do estádio mais caro do mundo para construir. Fala-se de 1,4 biliões de euros. Um balúrdio. Juntando a isso contam-se mais uns milhões a ver no sofá, nas praças públicas e num dos símbolos ingleses, os pubs.

  Há um jogador que tem sido particularmente afetado pelas radiações que giram em torno de Anfield. Aquele que no Ajax era a figura de maior relevo da Eredivise. Um goleador nato com toque de dançarino de samba. Aquele jogador que dá gosto ver, que parece divertir-se em campo. Luis Alberto Suárez Díaz. E sem ele tem havido um Liverpool diferente. Isso viu-se aquando da sua suspensão por 8 jogos por alegados insultos racistas a Evra. Viu-se uma equipa sem tanta criatividade ofensiva. Estranho se a situação fosse diferente, dada a importância do mesmo na equipa. E a mesma regra de dependência se aplica a good ol'Stevie. Uma lenda no Liverpool. Dedicado esforçado e campeão. Um exemplo e uma referência quando se pensa no clube que com Gerrard deu a volta a uma das finais europeias mais emotivas de sempre. O Milan, com Maldini e Shevchenko, ainda deve estar a pensar como perdeu esse troféu que mais tarde nessa noite seria levantado por Gerrard. Três golos em seis minutos levaram o Liverpool ao empate. Soava o intervalo e os italianos iam vencendo por 0-3. O Liverpool teve sorte nesse jogo. Mas algo mais do que isso também. Uma força e coesão que é rara numa equipa de futebol. Um verdadeiro hino ao futebol. Mas isso já é entrar num campo que, mesmo para o futebol, é lírico. Muito se pode dizer dos 45 minutos mais importantes da carreira de Benítez. Mas isso serviu para, à semelhança do que aconteceu com a Carling Cup e pode acontecer com a FA Cup, compensar a má época que o Liverpool fez internamente. Terminou em 5º lugar numa edição da Premier League que foi dominada pelo Chelsea de Mourinho, com André Villas-Boas e Rui Faria no banco. Mas deixem-me voltar ao tema Suárez.

  Fez um fantástico hat-trick na última jornada do campeonato. Feito no campo do Norwich. O seu primeiro nesta equipa. Melhor só se fosse em Anfield. O terceiro e último golo fez lembrar o chapéu do meio-campo marcado por Beckham nos seus tempos de menino do United. Um dos momentos mais marcantes dum dos vencedores da Copa América do passado ano. E de resto seria um dos protagonistas dessas mesma conquista. Encarnou aquele ainda mais temido jogador que era no Ajax de Amesterdão. E por falar no clube holandês digo que está a um ponto de se tornar campeão da Eredivise. Um possível acordar dum histórico holandês.

  A pergunta que se faz nesta altura: o que falta a este Liverpool? E tento responder: sorte e eficácia defensiva. Aspetos a trabalhar na próxima época, com ou sem Dalglish.

| 0 comentários ]


  Já há campeão num dos campeonatos menos bem disputados nos últimos anos na ocidental praia lusitana. Junta-se assim ao Dortmund de Klopp como o segundo campeão daquelas que são consideradas as melhores ligas da Europa. Mas isso já é entrar no campo da relatividade, já que alguns episódios no nosso futebol têm manchado o mesmo. Vejam a situação do União de Leiria e percebem do que estou a falar. Mas é o Porto merece destaque no dia de hoje. Foi campeão no sofá, algo que acabou por ser agridoce para alguns adeptos, já que um dos 'sonhos' azuis e brancos era vencer o título no Dragão. E frente ao Sporting, claro.  Título este que é o 26º da história do segundo clube português com mais títulos nacionais. Mais um para Pinto da Costa, o dirigente do mundo com mais títulos. Já são 19 títulos de campeão nacional do sempre jovem dirigente de 74 anos. Mais um feito notável.

  Mas nem tudo foi um mar de rosas. Acho que toda a gente sabe do que falo. Uma época atribulada e para muitos (ironizando) sem treinador. Realmente o trabalho de Vítor Pereira está aquém das expectativas. Também porque há um peso acrescido, o de suceder a Villas-Boas, um dos grandes responsáveis por uma das melhores épocas do Porto. Responsáveis pelo títulos são muitos, mas o treinador não deve estar incluído nessa lista.

  E um voto de parabéns a alguns dos melhores adeptos em Portugal, sejam dos Super Dragões ou não. Apesar de algumas casas deploráveis registadas no Dragão, houveram adeptos impensáveis. E o futebol é feito disso.

| 2 comentários ]


  Hora de olhar o Euro 2012 nos olhos. Falta pouco mais de 1 mês para a competição que vai (novamente) parar a Europa. Depois da surpresa grega e da hegemonia espanhola é tempo de ver quem domina a competição de seleções mais importante do continente outrora dominado por um controle sobrenatural do Brasil nas competições da FIFA. São 16 seleções, 31 jogos. Fixem: 8 de junho a 1 de julho. Olhos centrados na televisão com transmissões televisivas sem pausa do leste na Europa. Consideremos essa parte da Europa situada entra a República Checa e a parte europeia da Rússia. Nenhuma das seleções presentes é favorita, mas  o sangue frio pode fazer sempre a diferença. Isso ainda tem mais importância aquando de uma grande competição como esta. 

 O que se pode esperar na ideologia de uma determinada seleção? Quem irá surpreender na lista de convocados? Nos próximos posts serão debatidos assuntos relacionados com a competição.

Qualquer sugestão sobre um tema a ser abordado é, está claro, bem-vinda. Podem fazê-lo comentando este post ou contactando-me através do endereço que nessa página estará clicável.