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  Roberto Di Matteo surpreendeu a Europa, não só pelos resultados positivos com o Chelsea - e isto comparando com os outros menos bons de André Villas-Boas -, mas também pela estratégia extremamente particular que tem vindo a montar. Particular porque, sem qualquer dúvida, é estranho uma equipa da dimensão dos Pensioners a adotar uma estratégia tão defensivas. Seja como for isso pode ver-se de muitas formas.

  Por mais agridoce e irritante até que seja para a legião de adeptos de bom futebol (e aqui não falo exclusivamente de adeptos dos azuis da capital de Inglaterra) o italiano tem, neste momento, a permanência assegurada e (quase total, diria) confiança de todas as pessoas as pessoas que integram a estrutura do Chelsea, lideradas por Abramovich. E isso é essencial, já que é conhecido por despedir treinador por razões pouco plausíveis. Olhem Mourinho, por exemplo. Di Matteo está a ter uma excelente prestação num clube onde André Villas-Boas, em suma, falhou redondamente (também devido a adversidade que o atual treinador e ex-adjunto do português não está a dar, e neste andar parece que assim irá continuar). Esta equipa veio demonstrar aquilo que é o futebol moderno: mais preocupações. E elas são defensivas, sobretudo. Cada vez se defende melhor. Focando-se também naquela que, tal como a massiva quantidade de homens a defender nesta equipa, tem sido a arma principal da equipa outrora liderada pelo arrogante que se acha especial. Mas com razões para tal. Falo daquele que para muitos é o melhor treinador do mundo, José Mourinho. E com isso lanço uma curiosidade já divulgada perfeitamente aleatória, mas não menos interessante. Trata-se das eras pós-lusitanos. Avram Grant e Di Matteo foram os sucessores dos portugueses a treinar o Chelsea no novo milénio. E agora vem a parte realmente interessante e curiosa, mas trágica para os portugueses: ambos esses treinadores conseguiram o feito de chegar à final da Liga dos Campeões. As únicas duas finais europeias deste Chelsea para o obsessivo Abramovich, bilionário que tem investido loucamente no clube, justamente por uma obsessão que deverá desaparecer aquando da conquista da Champions. Será difícil, ainda assim.

Foco-me agora a escrever sobre a estratégia adotada pelo Chelsea na Europa, desde a goleada aplicada ao Nápoles até ao empate que silenciou Camp Nou. Mas esse silêncio também sucedeu-se porque Torres marcou um golo, coisa que tem vindo a ser rara. Este foi o seu primeiro golo depois do bis ao Genk na fase de grupos. Um golo que, apesar do seu impacto, não alterou o desfecho desta eliminatória, que com o resultado que se verificava antes do sprint de Torres era ainda favorável ao Chelsea. Apesar disso o tento do espanhol não deixou de ser surpreendente, até por aquilo que simbolizou. Mais propriamente a machadada final, o golpe de misericórdia que acabaria por ser injusto. Este golo, pelo que muitos dizem, podem ter revivido aquele jogador que no Liverpool era admirdo por todos os adeptos dos Reds. Mas isso tem sido depois de cada golo de Torres, o azarado. Mais uma vez é esperar para ver.

  O espanhol tem ficado no banco em algumas ocasiões porque, basicamente, não tem sido eficaz. E isso é uma característica fundamental na squadra de Di Matteo. As poucas oportunidades que a equipa tem tido nos jogos não se podem desperdiçar. E poucas dado o molho de jogadores que defendem no sistema do careca que lidera os azuis de Londres. Até os avançados, na maior parte das vezes, ajudam no processo defensivo e momentos de aperto, tentando introduzir depois transições rápidas letais. O golo de Meireles contra o Benfica foi o exemplo perfeito daquilo que está a ser esta equipa. E agora coloco a questão presente no título: inteligência na sua estratégia que se mostra eficaz ou incapacidade de uma ideia de jogo atrativa e digna de uma equipa com grande nome na Europa como o Chelsea? Tenho uma opinião dividida, num momento em que a ideia extremamente defensiva levou o Chelsea à final da Liga dos Campeões (com alguma sorte e muito oportunismo, aproveitando aquela estrelinha que os adversários não tiveram, diga-se).

  Esta situação deverá, independentemente da circunstância, ser analisada perante dois pontos de vista distintos. Por um lado que se dê o crédito a mais um antigo jogador que está agora noutro lado do jogo. Os adeptos do Chelsea devem, quase exclusivamente, ver as coisas neste panorama. Mas depois há adeptos de futebol como eu (não apoio o Chelsea, atenção). Adeptos esses escolhem, acima de tudo, o futebol bem jogado. E esta formação tem falhado muito nisso.

  Seja sorte ou não, o Chelsea está no topo do futebol europeu e vai disputar o trono em Munique no dia 19 de Maio.

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  Coisas que põem toda a gente a pensar. Treinadores, jogadores e adeptos de bancada e sofá. Quantas vezes já não se disse que um golo num período inicial e precoce do jogo decidiu o mesmo? Seja por incompatibilidade (e, consequentemente, incapacidade) do sistema tático ou por uma simples desconcentração em qualquer setor (já que em eventuais perdas de bola numa zona avançada do terreno também geram fulminantes conduções para a baliza adversário, os tradicionais contra-ataques) uma coisa é certa: um golo madrugador é, na sequência dos 90 minutos, uma das formas mais eficazes de despedaçar o oponente. E não de uma forma só. E isso gera mudança. Mudanças que se notam, sobretudo, naquela formação que sofreu um duro golpe. Mas, pensando bem, a mudança pode e deverá ser mútua. Imaginemos um cenário de David versus Golias, que se irá encaixar naquilo que estou a tentar explicitar, enquadrando-me sempre na mesma temática.

  Continuamos então com esse cenário. Imaginem. Existe, na teoria, uma equipa bastante superior à outra. Mas, então, temos que adornar ainda mais esse mesmo conto: é uma final para a equipa teoricamente desfavorecida. Tem que ganhar a todos os custos. Trata-se de uma final: uma eliminatória numa taça ou o possível alcance de uma meta no campeonato nacional. Podemos ter em conta aquele que é o mais provável: a permanência no seu escalão. 

  A equipa entra em campo com uma ideia defensiva, uma constituição cautelosa. Mas não exagerando, ainda assim. Tal como acontece no campeonato português, dando um exemplo prático, as equipas desfavorecidas, ou com menos probabilidade de vencer, têm que apostar na velocidade e nas transições rápidas a roçar a perfeição. Excluindo as sempre perigosas bolas paradas seria uma das hipóteses mais válidas e objetivas para o underdog neste jogo; a equipa mais fraca em todos os aspetos. Aquando do início do encontro verifica-se uma pressão alta do colosso, comparando com a inferior qualidade adversário. Falamos aqui de uma equipa com ilustre história e títulos. Apenas para terem uma melhor noção a onde quero chegar. Ainda para mais a jogar em casa (para dramatizar a coisa). Numa jogada de insistência acabam por perder a bola, fruto da pressão (no meio-campo) do homem mais rápido (ora aí está, velocidade e faro de bola dos sprinters dos forasteiros) em campo, arrisco dizer. Na conclusão da sua extremamente rápida condução de bola o jogador oferece a redondinha ao avançado que, tendo também perfil de velocista, ultrapassou o último homem da linha defensiva. Golo madrugador consumado. Clima de preocupação na equipa mais forte. Tratou-se de uma condução rápida, concluído por um remate perfeito. Não pela execução técnica, mas sim pela sua instintiva construção e, também, pelo seu significado moral. Moral essa que, neste tipo de jogos, pode ser um fator quase decisivo. E 'quase' porque muitas vezes isso não chega. A qualidade alheia pode prevalecer e decidir.

  Diante do silêncio do estádio é tempo de ambos os treinadores conferenciarem com os seus adjuntos ou elementos de confiança na equipa técnica de imediato e no seu abrigo, o banco de suplentes. Sacam os quadros táticos e um bloco de notas. São dos minutos mais fundamentais na partida e, no entanto, ainda se ia na primeira dezena de minutos. As mudanças e decisões que ainda estavam em stand-by iriam, teoricamente, guiar as equipas perante o cenário inesperado (esta deverá ser a única analogia entre os pensamentos dos treinadores, dado o golo e o resultado).

  Até que surgem as mudanças táticas. Isso nota-se pela organização das equipas em campo. A equipa da casa recua a linha defensiva. Não se pode arriscar a ceder a passadeira vermelha, mais uma vez, ao adversário. De resto mantém a sua postura equilibrada que ambicionara vencer a partida, com um meio-campo criativo e homens na frente, acima de tudo, objetivos naquilo que lhes é atribuído. Os inesperados líderes no score mantiveram a sua estratégia inicial e sistema tático: cinco defesas (autocarro), três médios e dois vagabundos a tentar encontrar a bola e imprimir velocidade com ela no processo ofensivo. Mas o invés de dois deixa apenas um homem adiantado em relação à linha da bola. E a estratégia acaba por dar resultados. Uma boa coesão defensiva dá-lhes a vitória. Impressionante, não?

  Isto tudo para dizer que uma boa capacidade de explosão num momento decisivo e um trabalho quase exclusivamente defensivo no resto da partida pode decidir tudo. 'Começar o jogo com um golo de avanço' pode ser altamente benéfico para a equipa que luta para, normalmente, pontuar. É daqueles jogos em que, na equipa da casa, a bola também teima em não entrar. Um imprevisto num momento em que os jogadores nem se cansaram pode ser letal. 

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  Perfil de um típico treinador dos novos tempos. Mais um no conjunto de subtis treinadores a causar boa impressão em terreno outrora dividido em dois estados, as antigas repúblicas alemãs, que perduraram até à quebra do muro de Berlim. Muro esse que pode simbolizar a época do Estugarda. Dividida, claro. Em duas fases bastante distintas. 

  Consideremos (não comparando, apenas para completar a minha tese) a República Federal Alemã a primeira ronda da Bundesliga. Uma junção de resultados inaceitáveis foi colocando o lugar de Labbadia numa situação precária, o que poderia deixar o Estugarda numa posição desconfortável e ainda mais insegura na Bundesliga. Mas há, no entanto, uma possível justificação para o antigo avançado do Bayern de Munique. Poderá ser ela a média de idade da equipa. 25,32 é o número. Em relação com outras equipas do principal escalão alemão até pode ser um número considerável e extremamente equilibrado. Mas calculo que seja difícil entrosar os processos de uma equipa com jogadores jovens, por diversos fatores. Como a inadaptação a um certo sistema tática ou mesmo carência de cultura a um certo nível. Entrosamento esse que, caso o 'processo Labbadia' se mantenha, pode virar caso sério. A longo prazo, ainda assim. Nesta época o objetivo é assegurar o apuramento direto para a Liga Europa, calculo. O apuramento para os play-off de acesso à Liga dos Campeões é uma ambição irreal. Não fosse o Mönchengladbach uma das equipas que está a surpreender mais pelos seus resultados, dando aos adeptos um certo sentimento nostálgico. Uma chama que se pode acender, depois da chamada década de ouro, onde o Borussia local foi umas das potências europeias na década de 70, vencendo 3 edições consecutivas da Bundesliga, tal como duas vitórias na já extinta Taça UEFA. Onde na sua última edição uma equipa alemã foi derrotada, para fazer curiosidade.

  Fez-se luz. Atualmente os Die Roten não perdem um jogo à 9 jornadas da Bundesliga. Tive o privilégio de acompanhar o último jogo caseiro da equipa de Labbadia. Uma exibição de gala. Organização tática que permitiu uma confiança sobrenatural na manobra ofensiva. Uma das melhores equipas no campeonato. O principal catalisador tem sido o ex-Hoffenheim, o bósnio Ibisevic. 8 golos em 12 jogos. Praticamente metade dos golos de Harnik, o melhor marcador até ao momento. 

  Nada acontece por acaso. A motivação é um fator determinante para qualquer equipa. E é aí que Labbadia pode ser engenhoso. É, como outros treinadores da nova geração, um antigo jogador de futebol. Avançado que, entre clubes de menos relevo, representou o Bayern. Sabe o que os jogadores gostam de ouvir. Já trabalhou com muitos outros treinadores. Processos que podem demorar a entrosar, mas num clube como o Estugarda (que não tem uma obrigação a não ser a luta pelas competições europeias, o normal) os adeptos estão dispostos a esperar. Um dos melhores registos nas ligas europeias com maior relevância, vendo a última dezena de jogos. Furor. É o que Bruno promete fazer. O milagre de Estugarda pode apenas ter começado.

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  Ao virar a página um novo capítulo na história de um clube histórico. Um livro sem analogias entre estes atos ou capítulos que falo. Livro que retrata, também distintas, emoções: tragédia e alegria. Dentro da tragédia há a insegurança, desconfiança, tristeza e revolta. Há depois, como em todas as boas histórias, a preparação. Preparação para uma mudança teoricamente positiva, que se aproxima. E com ela vem, consequentemente, a confirmação. Onde todos aguardam um final feliz. Final esse que está próximo de se confirmar. A não ser que as esperanças sejam, de facto, em falso.

  A Juventus é o clube italiano com mais títulos e adeptos. A vida da cidade de Turim. A época passada marcou um dos capítulos mais trágicos na história do clube. Mísero sétimo lugar no campeonato e afastamento numa frase precoce da Liga, para não falar numa humilhação no Olímpico de Turim, face à Roma. Enfim, uma época para esquecer, para todos os bianconeri. Mas tudo mudou, ou pelo menos essa era a expectativa. Antonio Conte veio dar o que Sá Pinto está a dar ao Sporting, por exemplo. Até posso comparar as duas equipas duma forma particular: ambas estão a fazer dos seus respetivos estádios, tremendo nos jogos fora (porém a Juventus já conseguiu, aparentemente, estabilizar nos jogos fora de portas). Um homem da casa, este Antonio Conte. Que curiosamente foi colega de Alessandro Del Piero e de Gianluigi Buffon. Mais uma vantagem: supostamente esses jogadores teriam uma boa relação com o treinador. Vantagens? Uma maior união entre membros históricos do emblema, para promover assim a monitorização aos jogadores mais jovens, por exemplo. Como jogadores ou elementos mais velhos têm como objetivo motivar o resto dos jogadores que, por sua vez, precisam de mentores, pais dentro da equipa. Tanto que Ivan Córdoba dizia que Mourinho era como um pai para o problemático Balotelli.

  E no futebol italiano há, realmente, uma mescla (regra geral) de jogadores jovens e outros mais experientes, já em fase descendente de carreira. Mais do que em qualquer país europeu é preciso um novo ciclo italiano, não de jogadores a atuar no país transalpino. São precisos jogadores italianos para alterar a média de idades que, de certa forma, contrasta com o resto da Europa. E a Juventus pode ser a catalisadora dessa mesma transição de ciclo, dada a tradição da Vecchia Signora com a Squadra Azzurra. Regra geral, no 11 titular de Prandelli costumam haver 6 jogadores da Juventus. O que também é um motivo de orgulho para quem é realmente patriótico. No jogo com a Sérvia a defesa (incluindo Buffon) pertencia toda à zebra, com a excepção do napolitano Maggio. 

  De qualquer forma ir à Liga dos Campeões seria um enorme salto nas realizações da equipa, mudando um bocado o assunto. Jogam hoje frente à Lazio, na sua fortaleza. Um estádio que ainda não lhes deu derrotas nesta época. Mas vendo bem ainda nenhum estádio fez a equipa de Conte perder durante esta época. Um livro com uma difícil aventura contida, porém, com altas expectativas.

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  Quem a tratar bem será recompensado. Falo do objeto fulcral num jogo de futebol, mais do que os cachecóis na bancada e as Nike personalizadas. Catalisador de emoções, de alegrias e tristezas. Falo, está claro, na redondinha. Que desde os primórdios do futebol tem sido a peça mais importante num jogo de futebol. Porém, todos a usam de maneira diferente. Com uma analogia. Colocar a bola dentro da baliza é o objetivo, com equipas a fazê-lo de forma diferenciada. É isso que transmite a beleza daquilo que é o futebol. Há quem trate a bola de melhor ou pior forma. Principalmente as gerações passadas marcaram a incorporação dos magos do futebol. Maradona, Baggio, Di Stefano e Cruyff (este último também conhecido por implementar uma nova filosofia no futebol, uma ideologia revolucionária) até ao novo milénio, marcado por jogadores como Kaká, Zidane, Del Piero, Pirès e Pirlo. Existem atletas que, sem transpiraram classe, como alguns usam a expressão, têm espalhado magia nos relvados com o seu futebol ágil e eficaz, adaptando-se a qualquer sistema proposto. 

  Cristiano Ronaldo tem sido, nos últimos anos, um dos principais responsáveis pelo sucesso dos seus clubes. Independentemente ser em Inglaterra ou Espanha, Reino Unido ou Península Ibérica. A sua condição física e atributos, quer físicos quer mentais, têm sido os fatores determinantes para o seu sucesso. Velocidade, perícia, agilidade e força. Um dos melhores jogadores portugueses da história a pisar os relvados. Distingue-se dos restantes portugueses. Não ignorando o que disse acima digo que existiram (e existem) jogadores lusitanos com uma classe magistral. Digna de vénias. Jogadores como Eusébio e Rui Costa são dos principais referidos, quando se colocam os termos 'classe' e 'português' em relação ao futebol. Atualmente há um jogador em particular que me encanta, jogador do Futebol Clube do Porto e número oito. João Moutinho. Passando ou não despercebido no jogo a verdade é que os seus passes, fintas e dribles têm sido fulcrais naquela que tem sido uma época irregular da equipa da cidade invicta.

  Foco agora as atenções no icosaedro truncado, sólido de Arquimedes conhecido por dar vida a uma bola de futebol perfeita, formada por 32 padrões quer pentagonais e hexagonais. Há quem a rebente, ainda assim. Ao alto lembro-me do confronto do Benfica frente ao Feyenoord, em 2010. Estávamos em altura de pré-época, o Benfica goleava assim os holandeses por 4-1 em Vila Real de Santo António. Na minha memória ficou um lance caricato entre David Luiz e a tão falada Jabulani laranja. A tentar um alívio na grande área do Benfica liderada por Roberto, na altura, o brasileiro rebentou a bola.

  Há também quem a estime em demasia. Radamel Falcao, na época passada, levou uma bola para casa. Ou melhor...duas. Em duas eliminatórias consecutivas o colombiano fez sete golos (três no Dragão frente ao Spartak de Moscovo e assinou um poker no mesmo estádio, frente ao Villarreal) e fez um refresh no termo 'levar a bola para casa', iniciado pelo patrão da defesa da seleção brasileira da década de 30, Domingos da Guia. Jogador que se tornou ainda mais célebre por dizer que demorava a soltar a bola porque a amava muito. Palavras que, vindas de um jogador de futebol dos dias de hoje, até pareceria surreal. O amor entre o jogador e uma bola, porém, será sempre sentido.

  Mas a história de Bagni e Maradona ultrapassa todas as outras. O pequeno Diego Armando era sempre o último jogador a abandonar os treinos do Nápoles porque ficava sempre a arrumar as bolas nos sacos, brincando com elas. Intrigado com a situação o italiano Bagni ganhou coragem, perguntando-lhe porque fazia tal coisa com ajudantes próprios para tal. A resposta foi mágica.

"É sozinho porque gosto de estar só com elas, tratá-las com carinho, falar-lhes ao ouvido para que no dia do jogo me obedeçam, amo-as tanto que todo o tempo do mundo com elas seria pouco para mim". 

Ao que parecia esse amor era recíproco, com o pé ou com a mão, como pode testemunhar a seleção inglesa de 86.