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Brilhante, isto é Portugal. Grande atitude, primeira parte capaz de vencer qualquer equipa desta competição, talvez com 1/2 exceções. Atitude de guerreiros, muito bem taticamente o Sporting. As substituições foram cedo demais e prejudicaram um pouco o caule ofensivo da equipa. Golos inteiramente merecidos pela forma que este grande Sporting abordou a eliminatória em geral, não este ou o jogo em Alvalade em particular. Equipa coesa, desta vez parece-me a estabilização definitiva daquela que me parece ser uma grande equipa. Resumidamente, apenas digo isto: espírito de sacrifício. Não sucumbiram à enorme pressão na segunda parte, admiro a equipa por isso. Grande apoio verde e branco em Inglaterra, crédito também por isso. Sinto-me feliz por ter duas equipas portugueses neste nível, nas competições europeias.

Adversários a escapar são o Atlético de Madrid, Schalke e Bilbao. Mas qualquer um destes é adversário ao nível deste Sporting. Verdade que foram controlados na segunda parte, mas souberam bem gerir a vantagem (quando a tiveram), e mesmo quando ficaram em desvantagem no jogo. Ao contrário do Porto, neste caso (que aquando do segundo golo em Inglaterra desorganizou-se completamente). Coração de leão para todos os associados do Sporting. Jogo emotivo, onde a melhor equipa nos dois golos saiu vitoriosa na eliminatória. Estou curioso para ver como vai ser a chegada dos jogadores no aeroporto, e claro, para ver se este ciclo majestoso irá ter continuação.

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  A mudança de treinador no Sporting não foi (embora o tenha aparentado numa fase inicial) prematura ou irracional. Aos poucos a equipa vai modelando um novo estilo de jogo e, consequentemente, inovando o seu próprio. No tempo de Domingos Paciência houveram algumas mudanças posicionais (sobretudo no decorrer dos jogos, trocas posicionais no meio-campo, com Schaars a ser talvez o homem mais polivalente naquela área), porém, numa fase, sem grande sucesso, numa altura em que nada corria bem, para que conste. Com a vida do homem que deu ênfase ao lema "coração de leão", houve um jogador que se destacou numa posição não a sua de raiz. Falo do homem da imagem, como já devem ter percebido. Daniel Carriço tem sido um jogador determinante na construção do jogo e equilíbrio entre sectores. Como número 6, ou trinco (como preferirem), o jogador ganhou um ritmo que não tinha à algum tempo. Criticado como central por alguns está neste momento a ganhar um novo dinamismo, uma polivalência que lhe pode ser essencial. 

  No reverso da medalha temos André Santos. O 6 que quer ser um 8, como disse Luís Freitas Lobo. O problema do jogador é ter, essencialmente, funções para um número 6. Construção de jogo e balanceamento do mesmo, como qualquer típico jogador a exercer essa posição no terreno de jogo. Talvez essa fosse a principal razão do seu descontentamento aquando a época extremamente negativa do Sporting no começo de 2012, aliando ao facto de não ter sido opção regular. O facto de potencialmente não render com essas funções pesa. Mas a solução é elementar, ao nível de qualquer um. Fazer avançar o jogador em circunstâncias normais, com a sua criatividade e genica (raça, atitude competitiva própria da idade do jogador de 21 anos). 350 minutos com um jogador com aspirações de futura titularidade. É francamente pouco. Outra das razões que justificam a falta de minutos de André Santos é justamente Daniel Carriço, que não arreda pé no 11 do Sporting.

  De um lado temos um 3 que virou 6, e noutro um 6 ou quer ser um 8, mas que por agora tem de se contentar com as poucas brechas que tem para mostrar o que vale. Mas isso de pouco serve se a sua posição é explícita: 6! A este ritmo é imprescindível fazer mudanças que possam prejudicar o rendimento da equipa, mesmo que para o futuro os resultados dessas mudanças venham a justificar-se. Para tal servem as pré-épocas, alturas em que as rotinas de jogo são assimiladas. Isto porque - e apesar do desapontamento no campeonato - o Sporting ainda tem duas frentes possíveis. A final da Taça de Portugal e um confronto impróprio para cardíacos em Manchester. Para mudanças já bastou ao Sporting o atual treinador do Hearts, Paulo Sérgio. O tal treinador que não tinha um base e/ou tática base. Em pouco tempo no comando do Sporting, Ricardo Sá Pinto já conseguiu dar algo de novo à equipa. Além da equipa ser sobretudo mais sólida (isto dado ao que vou referir a seguir), a alma aumentou. O lema do Sporting está a ser levado para outro nível na Europa.  

Esforço, dedicação, devoção e glória. Esta é uma das frases que descrevem o Sporting, sempre que é referido o clube lisboeta. E o facto de ser um ex-jogador que um sentimento guerreiro enorme a treinar o clube é determinante. A diferença mais relevante é essa. A garra é visível por aquilo que a equipa tenta produzir, mesmo que nem tudo saia na maior das perfeições. Um homem determinante no balanceamento de processos e um novo alento para o clube leonino, numa frente interna e europeia.

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  Nélson tem sido apenas um dos jogadores encarnados abalados em série pela inconformidade que reina nos lados de Lisboa. Isto aplica-se a tudo o que engloba o clube. Desde a perdulariedade dos jogadores em campo (posso referir tranquilamente o homem da imagem, por exemplo) à frustração dos elementos da equipa técnica e estrutura interna do Sport Lisboa e Benfica. Posso referir como exemplo recente as palavras insultuosas de Rui Costa a um elemento da estrutura da liga de clubes, na garagem do estádio da Luz, pós-jogo com o Porto. É o sentimento mais vivido nos últimos tempos por adeptos do clube...desde a derrota na gelada Rússia até à vitória do Porto que pode comprometer o campeonato ao Benfica, que para alguns já estava decidido.

  A crise chega a todos, já que a situação portuguesa não é a mais ideal neste momento. Metaforicamente falando, claro. Mas podemos remeter a afirmação para uma realidade dos três grandes portuguesas na atual época futebolística. Primeiro o Porto, depois o Sporting. Agora chega a vez do Benfica, numa situação que pode comprometer a permanência em mais uma frente (a europeia). Esta situação teve consequências severas sobretudo nas competições internas, ou melhor, no campeonato. Oito pontos desperdiçados em três jornadas foram praticamente fatais, nas exigentes mentalidades dos lisboetas.

  Outra questão pode ser exatamente a mentalidade sobre-exigente. Habituados com a excelência na presente época, os adeptos e jogadores ficaram destroçados com este momento que pode cessar no duelo contra o Zenit. As emoções foram demasiadas em pouco tempo. A aproximação do rival direito, a derrota em casa com o mesmo...tudo isto pesa. Depois dos assustadores momentos que sobrevoaram o Dragão e Alvalade (este último com um agravamento em Janeiro; duma situação que já existe à anos) a Luz é o alvo. Outro factor é a possível perda do segundo lugar para o Braga, e consequentemente perda de acesso direto à Liga dos Campeões na próxima época. Recorde-se que estas duas formações vivem momentos completamente distintos, com o Braga a expandir recordes. Já são 10 as vitórias consecutivas da equipa de Leonardo Jardim, treinador este que vai conquistando cada vez a confiança dos adeptos bracarenses, depois de uma fase duvidosa na época, que fez lembrar as épocas de sonho com Domingos.

  No meu ponto de vista (e não exclusivamente no meu) o Benfica irá deixar de apostar no campeonato com tanta 'intensidade' se conseguir passar aos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Não só pela fatiga que estes jogos a meio da semana podem causar, mas também pela carga de foco que os encarnados terão que dar a esta competição, tendo em conta a dificuldade dos adversários. E se o momento continuar internamente, será a única opção viável a cumprir, a meu ver. Muitas são as expectativas sobre o Benfica, mas a sua inconformidade e azar têm levado a equipa a uma nuvem de instabilidade e incerteza.

   Com os regressos de Malafeev, Criscito e Kerzhakov tudo será ainda mais difícil. Porém, de acordo com o treinador do Benfica e com Jardel, a equipa não está afetada pelo momento negro da época. Refere a pressão da partida, o técnico português, mas diz que ela está sempre presente. É esperar para ver o que o Benfica irá fazer naquele que Spalletti diz ser o jogo mais importante da história do Zenit, com Bruno Alves na comitiva dos russos, que não contam com Danny lesionado. Jogo importantíssimo para a equipa da 2ª circular. Ou vai ou racha.

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  A ambição possuiu o pensamento racional de André Villas-Boas na penúltima semana de Junho do passado ano de 2011, aquando da sua transferência para o Chelsea ser consumada. Tratou-se apenas (expressão irónica) da transferência mais cara de sempre de um treinador de futebol, rondando o valor de 15 milhões de euros. Alguns falaram de um salto na carreira, outros de um traidor à procura de libras. Não colocando nenhuma das opções de parte, a verdade é que André saiu cedo demais de Portugal, mais propriamente do FC Porto, onde protagonizou a melhor época da história do clube para a atual geração de portistas. É difícil julgar alguém numa situação em que nos dificilmente iremos encontrar, mas os pensamentos foram de carga negativa para um treinador que começou a marcar uma nova geração de treinadores no ano passado.

  Dadas as circunstâncias era difícil prever a não continuidade de André Villas-Boas no clube onde quebrou recordes, e como disse, protagonizou uma das melhores épocas de sempre do clube da cidade invicta. O ímpeto era imenso e uma campanha positiva na Liga dos Campeões era uma certeza caso o momento do clube se mantivesse. A verdade é que, inclusive para mim, a sua saída foi irracional e precipitada. Estando na sua tão famosa dita 'cadeira de sonho', algo que não a sua permanência e talvez renovação de contrato seria imprevisível. Mas não tão imprevisível como a equipa que começou a treinar, porém sem sucesso. O Chelsea, de Roman Abrahamovich. Esse mesmo, o bilionário que gasta meia centena de milhares de libras num jantar. O que se podia esperar? Um Chelsea com o maior orçamento da sua história, com Villas-Boas a treinar uma equipa renovada com um balanceamento perfeito entre jogadores experientes e (não) exemplares e noutro lado jogadores jovens com ambições a um nível elevado, talvez.

  As expectativas eram, apesar de algum receio em relação a um treinador inexperiente no futebol inglês, exigentes. E tinham que ser, para um clube que neste século tem sido alimentado com títulos e prestígio internacional. Um dos responsáveis por essa enorme evolução do Chelsea foi José Mourinho, atual treinador do Real Madrid e insistentemente comparado com o ex-treinador do Chelsea, André Villas-Boas. Colocam-se agora as analogias em duas figuras com as suas parecenças no mundo do futebol. Ambos se lançaram internacional no Porto, onde ganharam troféus de nível europeu (Liga Europa no caso de Villas-Boas, a extinta Taça UEFA e a Liga dos Campeões no caso do denominado Special One). Também se pode comparar o pós-Porto. Essa é talvez a semelhança que vem mais ao de cima. Quer um quer outro rumaram ao Chelsea, tendo, ao que parece, um gosto especial por azuis.

  As adversidades começaram a surgir o fosso foi-se alargando, deixando André Villas-Boas com uma minúscula margem de manobra. Para além de que o orçamento para o treinador não foi o suficiente (as compras de Romeu e Lukaku pareceram não ser as únicas desejadas pelo português). Esperava-se, realmente, um maior investimento pela parte do bilionário russo que manda nos blues de Londres. E a única que contribuiu realmente para alguma coisa foi Oriol Romeu. Um jogador bastante seguro no meio-campo, diga-se. Sendo jovem, a sua margem de evolução está sob uma perspetiva relevante, podendo ser um dos melhores da sua posição, médio defensivo ou trinco, como preferirem.

  Sentido cada vez mais a pressão, a corda acabou por ceder. Resultados negativos e a Liga dos Campeões em sério risco, dado o crescendo de forma do Arsenal, foram as razões que levaram ao despedimento do jovem treinador português, ao que se especula. Mesmo tendo a opinião pessoal que não seria o português a ter as culpas nesta situação (acredito que a má influência de jogadores como Drogba e Lampard estivessem a marcar mais o rendimento da equipa), mas sim alguns jogadores e os próprios adeptos que iam criando uma aversão ao treinador. Triste desfecho para aquela que podia ser uma história de sucesso para os londrinos, tendo eu uma perspetiva a razoavelmente longo-prazo.

  A pergunta que todos fazem para si próprios é a mesma. O rumo de André Villas-Boas ainda é incerto, com bastantes expectativas sobre ele. A comunicação social liga Villas-Boas ao Barcelona (devido a uma especulada saída de Guardiola dos catalães), e o Inter também pode ser uma possibilidade. Depois de uma época brilhante no Porto, o sucesso e idolatração criados em torno do portuense não serão esquecidas nem tão cedo. O próximo clube do assumido portista espera o mesmo da sua prestação. Mas ainda existem aqueles que sonham com o regresso à sua cadeira de sonho...

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  Chegamos a um momento onde qualquer erro pode ser aproveitado pelo rival e, consequentemente, ser decisivo. Tal não se podia aplicar melhor com um dos jogos mais aguardados (se não o mais) nesta época, nesta que é a Liga ZON Sagres ao rubro. No último par de jornadas aquele que parecia ser um campeonato decidido, para alguns, passou a ser o campeonato mais disputado dos últimos anos, excluindo aquela que foi uma luta intensíssima entre Benfica e Braga em 2009/2010, que culminou com a última conquista do campeonato para os encarnados. 

  À procura de renovar o título de campeão nacional, a equipa de Vítor Pereira vem à Luz com apenas uma derrota em todas as jornadas desta edição do principal troféu a nível nacional. Por outro lado há um Benfica que tem igual número de derrotas, algo que não deixa de ser surpreendente visto que já estamos numa fase avançada da competição.

  Duas realidades diferentes por uma analogia: a ambição. Ambas as equipas têm ambições de vencer e de chegar ao topo. Numa perspetiva nacional, o Porto parte em teórica vantagem anímica. Está neste momento a liderar a prova (graças à maior diferença de golos) com os mesmos pontos do rival que vai defrontar nesta sexta-feira, na Luz. Este jogo é tão decisivo como todos os outros pois são os mesmos pontos que se disputam no relvado, mas uma machadada psicológica de uma a outra equipa pode determinar o desfecho desta liga. Esperar para ver o que irão fazer as equipas que atualmente olham para baixo na tabela, vendo um Sporting já longe do título e um Braga que espera um empate nesta partida.