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  Nélson tem sido apenas um dos jogadores encarnados abalados em série pela inconformidade que reina nos lados de Lisboa. Isto aplica-se a tudo o que engloba o clube. Desde a perdulariedade dos jogadores em campo (posso referir tranquilamente o homem da imagem, por exemplo) à frustração dos elementos da equipa técnica e estrutura interna do Sport Lisboa e Benfica. Posso referir como exemplo recente as palavras insultuosas de Rui Costa a um elemento da estrutura da liga de clubes, na garagem do estádio da Luz, pós-jogo com o Porto. É o sentimento mais vivido nos últimos tempos por adeptos do clube...desde a derrota na gelada Rússia até à vitória do Porto que pode comprometer o campeonato ao Benfica, que para alguns já estava decidido.

  A crise chega a todos, já que a situação portuguesa não é a mais ideal neste momento. Metaforicamente falando, claro. Mas podemos remeter a afirmação para uma realidade dos três grandes portuguesas na atual época futebolística. Primeiro o Porto, depois o Sporting. Agora chega a vez do Benfica, numa situação que pode comprometer a permanência em mais uma frente (a europeia). Esta situação teve consequências severas sobretudo nas competições internas, ou melhor, no campeonato. Oito pontos desperdiçados em três jornadas foram praticamente fatais, nas exigentes mentalidades dos lisboetas.

  Outra questão pode ser exatamente a mentalidade sobre-exigente. Habituados com a excelência na presente época, os adeptos e jogadores ficaram destroçados com este momento que pode cessar no duelo contra o Zenit. As emoções foram demasiadas em pouco tempo. A aproximação do rival direito, a derrota em casa com o mesmo...tudo isto pesa. Depois dos assustadores momentos que sobrevoaram o Dragão e Alvalade (este último com um agravamento em Janeiro; duma situação que já existe à anos) a Luz é o alvo. Outro factor é a possível perda do segundo lugar para o Braga, e consequentemente perda de acesso direto à Liga dos Campeões na próxima época. Recorde-se que estas duas formações vivem momentos completamente distintos, com o Braga a expandir recordes. Já são 10 as vitórias consecutivas da equipa de Leonardo Jardim, treinador este que vai conquistando cada vez a confiança dos adeptos bracarenses, depois de uma fase duvidosa na época, que fez lembrar as épocas de sonho com Domingos.

  No meu ponto de vista (e não exclusivamente no meu) o Benfica irá deixar de apostar no campeonato com tanta 'intensidade' se conseguir passar aos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Não só pela fatiga que estes jogos a meio da semana podem causar, mas também pela carga de foco que os encarnados terão que dar a esta competição, tendo em conta a dificuldade dos adversários. E se o momento continuar internamente, será a única opção viável a cumprir, a meu ver. Muitas são as expectativas sobre o Benfica, mas a sua inconformidade e azar têm levado a equipa a uma nuvem de instabilidade e incerteza.

   Com os regressos de Malafeev, Criscito e Kerzhakov tudo será ainda mais difícil. Porém, de acordo com o treinador do Benfica e com Jardel, a equipa não está afetada pelo momento negro da época. Refere a pressão da partida, o técnico português, mas diz que ela está sempre presente. É esperar para ver o que o Benfica irá fazer naquele que Spalletti diz ser o jogo mais importante da história do Zenit, com Bruno Alves na comitiva dos russos, que não contam com Danny lesionado. Jogo importantíssimo para a equipa da 2ª circular. Ou vai ou racha.

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  A ambição possuiu o pensamento racional de André Villas-Boas na penúltima semana de Junho do passado ano de 2011, aquando da sua transferência para o Chelsea ser consumada. Tratou-se apenas (expressão irónica) da transferência mais cara de sempre de um treinador de futebol, rondando o valor de 15 milhões de euros. Alguns falaram de um salto na carreira, outros de um traidor à procura de libras. Não colocando nenhuma das opções de parte, a verdade é que André saiu cedo demais de Portugal, mais propriamente do FC Porto, onde protagonizou a melhor época da história do clube para a atual geração de portistas. É difícil julgar alguém numa situação em que nos dificilmente iremos encontrar, mas os pensamentos foram de carga negativa para um treinador que começou a marcar uma nova geração de treinadores no ano passado.

  Dadas as circunstâncias era difícil prever a não continuidade de André Villas-Boas no clube onde quebrou recordes, e como disse, protagonizou uma das melhores épocas de sempre do clube da cidade invicta. O ímpeto era imenso e uma campanha positiva na Liga dos Campeões era uma certeza caso o momento do clube se mantivesse. A verdade é que, inclusive para mim, a sua saída foi irracional e precipitada. Estando na sua tão famosa dita 'cadeira de sonho', algo que não a sua permanência e talvez renovação de contrato seria imprevisível. Mas não tão imprevisível como a equipa que começou a treinar, porém sem sucesso. O Chelsea, de Roman Abrahamovich. Esse mesmo, o bilionário que gasta meia centena de milhares de libras num jantar. O que se podia esperar? Um Chelsea com o maior orçamento da sua história, com Villas-Boas a treinar uma equipa renovada com um balanceamento perfeito entre jogadores experientes e (não) exemplares e noutro lado jogadores jovens com ambições a um nível elevado, talvez.

  As expectativas eram, apesar de algum receio em relação a um treinador inexperiente no futebol inglês, exigentes. E tinham que ser, para um clube que neste século tem sido alimentado com títulos e prestígio internacional. Um dos responsáveis por essa enorme evolução do Chelsea foi José Mourinho, atual treinador do Real Madrid e insistentemente comparado com o ex-treinador do Chelsea, André Villas-Boas. Colocam-se agora as analogias em duas figuras com as suas parecenças no mundo do futebol. Ambos se lançaram internacional no Porto, onde ganharam troféus de nível europeu (Liga Europa no caso de Villas-Boas, a extinta Taça UEFA e a Liga dos Campeões no caso do denominado Special One). Também se pode comparar o pós-Porto. Essa é talvez a semelhança que vem mais ao de cima. Quer um quer outro rumaram ao Chelsea, tendo, ao que parece, um gosto especial por azuis.

  As adversidades começaram a surgir o fosso foi-se alargando, deixando André Villas-Boas com uma minúscula margem de manobra. Para além de que o orçamento para o treinador não foi o suficiente (as compras de Romeu e Lukaku pareceram não ser as únicas desejadas pelo português). Esperava-se, realmente, um maior investimento pela parte do bilionário russo que manda nos blues de Londres. E a única que contribuiu realmente para alguma coisa foi Oriol Romeu. Um jogador bastante seguro no meio-campo, diga-se. Sendo jovem, a sua margem de evolução está sob uma perspetiva relevante, podendo ser um dos melhores da sua posição, médio defensivo ou trinco, como preferirem.

  Sentido cada vez mais a pressão, a corda acabou por ceder. Resultados negativos e a Liga dos Campeões em sério risco, dado o crescendo de forma do Arsenal, foram as razões que levaram ao despedimento do jovem treinador português, ao que se especula. Mesmo tendo a opinião pessoal que não seria o português a ter as culpas nesta situação (acredito que a má influência de jogadores como Drogba e Lampard estivessem a marcar mais o rendimento da equipa), mas sim alguns jogadores e os próprios adeptos que iam criando uma aversão ao treinador. Triste desfecho para aquela que podia ser uma história de sucesso para os londrinos, tendo eu uma perspetiva a razoavelmente longo-prazo.

  A pergunta que todos fazem para si próprios é a mesma. O rumo de André Villas-Boas ainda é incerto, com bastantes expectativas sobre ele. A comunicação social liga Villas-Boas ao Barcelona (devido a uma especulada saída de Guardiola dos catalães), e o Inter também pode ser uma possibilidade. Depois de uma época brilhante no Porto, o sucesso e idolatração criados em torno do portuense não serão esquecidas nem tão cedo. O próximo clube do assumido portista espera o mesmo da sua prestação. Mas ainda existem aqueles que sonham com o regresso à sua cadeira de sonho...

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  Chegamos a um momento onde qualquer erro pode ser aproveitado pelo rival e, consequentemente, ser decisivo. Tal não se podia aplicar melhor com um dos jogos mais aguardados (se não o mais) nesta época, nesta que é a Liga ZON Sagres ao rubro. No último par de jornadas aquele que parecia ser um campeonato decidido, para alguns, passou a ser o campeonato mais disputado dos últimos anos, excluindo aquela que foi uma luta intensíssima entre Benfica e Braga em 2009/2010, que culminou com a última conquista do campeonato para os encarnados. 

  À procura de renovar o título de campeão nacional, a equipa de Vítor Pereira vem à Luz com apenas uma derrota em todas as jornadas desta edição do principal troféu a nível nacional. Por outro lado há um Benfica que tem igual número de derrotas, algo que não deixa de ser surpreendente visto que já estamos numa fase avançada da competição.

  Duas realidades diferentes por uma analogia: a ambição. Ambas as equipas têm ambições de vencer e de chegar ao topo. Numa perspetiva nacional, o Porto parte em teórica vantagem anímica. Está neste momento a liderar a prova (graças à maior diferença de golos) com os mesmos pontos do rival que vai defrontar nesta sexta-feira, na Luz. Este jogo é tão decisivo como todos os outros pois são os mesmos pontos que se disputam no relvado, mas uma machadada psicológica de uma a outra equipa pode determinar o desfecho desta liga. Esperar para ver o que irão fazer as equipas que atualmente olham para baixo na tabela, vendo um Sporting já longe do título e um Braga que espera um empate nesta partida.

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  Jogo decisivo entre Schalke e Bayern de Munique nesta jornada. Um golpe em falso pode mudar completamente as aspirações de ambas as formações na presente temporada, onde a Bundesliga está ao rubro. Depois das chicotadas psicológicas que o Bayern tem dado a rivais em diferentes competições, isto é, contratar Shaqiri ao adversário da Liga dos Campeões e o central Dante ao Borussia Monchengladbach a equipa pode agora deslizar um pouco pela Bundesliga, tendo nos últimos dois resultados um empate em Friburgo e uma derrota inesperada, pelo menos, na Suíça, no St. Jacob. É o tudo ou nada para bávaros nesta altura, joga-se o título durante todas as jornadas, tendo em conta a proximidade entre os quatro primeiros classificados. Estou de braços abertos para este jogo, digo-vos. 

O S04 é uma equipa pela qual tenho enorme respeito, quer individualmente (Raul, Jurado, Huntelaar) quer coletivamente. Têm uma equipa que na época passada fez história na Liga dos Campeões enquanto vivia dias menos bons na Budesliga, tal factor histórico serviu-lhes de raiz motivacional para eles, conseguindo ainda a Liga Europa (devido à taça). Não esquecendo que este Schalke ainda é candidato ao título, estando com 44 pontos. Neste momento a competitividade na Budesliga é maior do que em qualquer campeonato europeu, com quatro equipas (uma delas a sensação) a lutarem pelo título. Jogo que poderá e irá (em caso de alguma equipa vencer) retirar alguém da corrida pelo título, dadas as circunstâncias. Sendo o jogo na Allianz Arena o favoritismo deve pesar um pouco no Bayern, mas deverá ser um jogo imprevisível. Como simples apologista de bom futebol, espero ter um grande jogo que marque ainda mais esta efusiva corrida pelo título.

  Neste artigo irei falar mais sobre a equipa do Schalke, e aquilo que têm vindo a desenvolver nesta época. Com Huub Stevens o seu jogo tem melhorado significativamente nas competições internas, fazendo esquecer a época passada que foi salva internamente por uma qualificação à Liga Europa devido à vitória na DFB-Pokal. Claro que com homens como Raul e Klaas-Jan Huntelaar tudo fica mais fácil, para a equipa que hoje passou à próxima fase da Liga Europa, eliminando os checos do Plzen, repescados da Liga dos Campeões na sua primeira presença na competição, marcada pelos jogos com Barcelona e Milan. Voltando ao Schalke, têm o melhor ataque da competição, com 50 golos. Há que ter em conta a dupla de ataque que já referi, porque têm mais de 50% dos golos marcados pela sua equipa, 29 para ser mais exato (11 para Raul e os outros 18 para o holandês). 


  Apesar de poder variar à medida que jogo vai decorrendo, a equipa normalmente alinha com um 4x2x3x1, com Raul a ter funções distintas das que podia ter o Real Madrid e mesmo na primeira época na Alemanha. Está, e muito bem, a cumprir as funções de 10, criativo no ataque e como sempre exímio a finalizar. Ignorando o facto de ter 34 anos, idade que já exige uma certa gestão de esforço específica, é o segundo jogador com mais minutos deste Schalke, na Bundesliga. À frente só mesmo Christian Fuchs, defesa austríaco que tem adoptado uma posição diferente da sua de raiz, que é de defesa-esquerdo. Apesar de na constituição dos jogos essa posição ser sua, um movimento curioso tem aparecido nos jogos, na minha visão tática. As trocas com Matip (este indiscutivelmente um trinco, jogador com características defensivas) têm sido frequentes, devido à necessidade de maior balanceamento nessa área importantíssima do terreno. Como médio centro a equipa tem ainda por vezes Matip como trinco e um super Howedes a fechar na direita, com a necessidade de apoio defensivo do mesmo Matip, em caso de ataque contrário. Basicamente esta é uma das armas mais valiosas do Schalke em qualquer dos setores que atue, devido à sua boa capacidade de passe. 
 
  Já o ataque é constituído por (tendo a ideia no onze base) Raul como médio ofensivo (em transições rápidas vindas das alas ou mesmo médios mais recuados é o ponta de lança perfeito), Huntelaar como ponta de lança fixo, e dois homens nas alas. Nestas posições o Schalke dispõe de Draxler (muita atenção a este jovem alemão de 18 anos, mais uma promessa do futebol do país), Farfán (este dispensa apresentações) e o nigeriano Obasi. Fico-me por aqui porque existem mais opções, mas estas são as mais utilizadas pelo treinador holandês. Uma formação com média de idades de 24,73 tem um excelente equilíbrio entre jovens promessas (como Draxler que referi à pouco) e jogadores com experiência em clubes de topo, como Raul e o defesa central Metzelder, ambos com passagens no Real Madrid.

  Estranho seria não serem candidatos ao título alemão. Modelo de jogo sem grandes complicações que está a render excelentes resultados à equipa que na última jornada do campeonato goleou o Wolfsburgo (que está a fazer uma boa prestação nesta época, depois de evitar a descida nas últimas jornadas da temporada passada). Grande trabalho de Huub para esta temporada, levando o clube a um patamar superior ao da época passada, no campeonato. Apesar da eliminação na taça aos pés do surpreendente Monchengladbach, a equipa de Gelsenkirchen ainda tem 2 frentes com possibilidade de conquistar. Para continuarem válidos numa dessas frentes precisam de um resultado satisfatória na deslocação a Munique, neste fim de semana.

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  Semana de futebol com muito para dar que se irá prolongar até amanhã com vários jogos dos dezasseis-avos de final da Liga Europa. Depois disso começa um novo capítulo na história do mês com jogos para os campeonatos domésticos. Houve praticamente tudo nos últimos dias, para quem aprecia bom futebol. Futebol jogado a um grande nível, reviravoltas (e consequentemente emoção) e até uma goleada em Manchester. Essa goleada ditou (infelizmente para mim, como português) o afastamento do Futebol Clube do Porto nas competições europeias, nesta época. Falaremos disso mais à frente.

  Não faria sentido falar das competições europeias sem primeiro refletir naquilo que foi a jornada da Liga Zon Sagres, focando-me apenas naquilo que foi o panorama nacional neste fim-de-semana, que se 'prolongou' para segunda-feira, tendo o Benfica ido a Guimarães no último jogo da jornada que passou. Curiosamente esse jogo ditou um novo capítulo na presente edição do nosso campeonato, sendo a derrota do Benfica um relançamento da prova. O clube de Jorge Jesus fez uma das piores exibições da época num campo que é particularmente difícil para os encarnados. Um Benfica nervoso que, na véspera do dia de Carnaval, tombou no Norte do país. Melhor sorte para Porto e Braga, que mantiveram sem surpresas os seus lugares no pódio. O Porto venceu, com uma boa exibição (regra geral, porque houveram momentos em que a abordagem de Vítor Pereira não foi a melhor) no Bonfim. Destaque para Janko que com 3 golos em 3 jogos igualou o recorde de Mário Jardel. Falta falar do Sporting, pois...não há muito a dizer. Mais uma exibição medíocre do Sporting que venceu graças a um auto-golo de um defesa do Paços de Ferreira. Verdade que os leões se podem queixar da arbitragem, mas fica registada mais uma exibição aquém das expectativas no primeiro jogo de Sá Pinto como treinador da equipa principal do Sporting, em Alvalade. O Braga foi, a meu ver, a melhor equipa desta jornada da Liga Zon Sagres. Com Lima e Hugo Viana do outro lado não há equipa que escape. O português esteve nos três golos, enquanto Lima finalizou o trio de jogadas. Vitória que vai para o livro dos recordes, tendo Leonardo Jardim estabelecido um novo recorde de vitórias consecutivas na equipa bracarense (para o campeonato nacional), o registo já vai em 8.

  Falemos agora das competições europeias. Surpreendentes foram os resultados desta noite na Liga dos Campeões, pelo menos o resultado que se registou na Suíça. O Bayern de Munique foi perder ao terreno do Basileia num jogo (pelo que vi, cerca de meia hora) onde a pressão e adiantamento das linhas foi fulcral para os forcings da equipa da casa. Vitória que acaba por ser merecida pela campanha que a equipa fez, porém ainda têm de sobreviver ao jogo na Alemanha. No jogo que decorreu à mesma hora o Inter continuou a ser humilhado. Mais uma derrota, desta vez frente ao Marselha em França. A equipa de Didier Deschamps marcou o seu golo por Ayew nos últimos instantes da partida, assegurando assim uma vantagem agradável para o jogo em San Siro. Recuámos agora um dia para falarmos dos jogos de Real Madrid e Chelsea. Acabou ser um problema o relvado sintético do Luzhiki. O factor psicológico pode também ter afetado o Real Madrid de Mourinho, mas a verdade é que a equipa não foi tão produtiva como noutros dias. Os russos empataram a partida nos descontos.


  Villas-Boas por um fio

  Embora encobrir cada vez mais essa possibilidade, o emprego do treinador do Chelsea está em risco. Ontem os londrinos foram ao San Paolo perder com o Nápoles por uns expressivos 3x1, num jogo onde os italianos foram melhores. A carga ofensiva dos napolitanos foi demasiada. Sem John Terry (devido a uma lesão no joelho pode lesionar-se durante 2 meses) o Chelsea, logo à partida, ficava privado de um dos seus jogadores chave na defesa. Para mais teve Bosingwa lesionado na primeira metade do primeiro tempo, o que dificultou também a tarefa do português ex-Porto, que era a vitória. O poderio ofensivo do trio representado na imagem foi transcendente. Mais uma vez o Nápoles demonstrou ser um caso sério no que toca ao futebol europeu, e mais importante, assegurou uma vantagem preciosa para o jogo em Stanford Bridge. Basicamente foi um jogo onde Cech, Mata e mais 9 defrontaram uma equipa muito sólida na sua totalidade, quer individualmente quer coletivamente, onde Walter Mazzarri (não esteve presente no jogo, por castigo) montou uma estratégia capaz de anular o Chelsea. Mas nesta época, a própria equipa londrina tem-se 'anulado' a si própria, já que existem jogadores que não apoiam André Villas-Boas.

  Passemos à Liga Europa onde o Porto foi goleado às mãos do Manchester City. Não pude acompanhar o jogo com alguma desilusão, mas pelo resumo viu-se que a estratégia dos azuis da casa foi uma só: contra-ataque. Deixava o Porto jogar para adoptar depois um estilo de jogo uniforme, estilo esse muito rápido e letal nesta partida. O Porto podia ter lutado pela eliminatória, mas a equipa de Vítor Pereira desanimou e desorientou-se depois de sofrer o segundo golo, com Pinto da Costa a ver na tribuna VIP, acompanhado por André-Villas Boas. A única exibição portista digna de registo nesta partida foi a de João Moutinho, a roçar a perfeição, como sempre. Caso vença o Légia amanhã, o Sporting irá defrontar o Manchester City na próxima fase desta competição.