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  Vivem momentos distintos, as formações que jogam em San Siro. Ontem foi só mais um capítulo do pesadelo que tem sido esta época para o Inter de Milão. Perdeu em casa, surpreendentemente, com o Bolonha, sendo o antigo jogador da Juventus Marco Di Vaio o herói da partida marcando dois golos. Apesar da idade o italiano continua a marcar, levando 3 golos contra os colossos milaneses, nesta época. A equipa de Ranieri perdeu assim a segurança de ter um lugar europeu na tabela classificativa, dada a vitória do Nápoles em Florença, por 0-3.

  Depois de fechar em grande o ano passada e começar bem o mês de Janeiro, o Inter está em queda. Já não vence à 6 jogos, e conta já com 3 derrotas consecutivas, sendo duas delas contra equipas que lutam pela manutenção e a outra uma humilhação em Roma, contra um dos maiores rivais da equipa dos milaneses. Há que analisar profundamente a situação do clube, dado o facto que nada fazia prever uma época destas. Não há nada que justifique este momento de cariz extremamente negativo, a não ser as más exibições. O Bolonha aproveitou e deu uma dura machadada das aspirações do Inter que neste momento só podem passar por um lugar europeu, algo mais é irreal.

  Marco Di Vaio e Acquafresca (que na segunda parte ia entrar para o lugar de Di Vaio) fizeram os golos da noite em San Siro. Aos 37 e 38 Di Vaio matou o jogo, silenciando os adeptos do Inter. Aquando do terceiro golo, uma grande parte dos adeptos presentes no estádio abandonaram o recinto, não querendo ver o que se estava a passar no jogo. Há que dar mérito também para este Bolonha, equipa coesa que fez um jogo muito bom. O próximo passo de Moratti poderá passar pelo despedimento de Ranieri?

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  Desfecho injusto, mas assim é o futebol. O Porto fez, com alguma surpresa, uma das melhores (se não a melhor) exibição da sua época. Frente ao Manchester City (atualmente denominado como um 'grande' de Inglaterra) poucas eram as hipóteses atribuídas ao clube português, mesmo que fora de casa o City tenha, com alguma naturalidade, mais dificuldades. Assim, conquistado uma vitória em terreno forasteiro, a equipa de Roberto Mancini tem a eliminatória a seu favor, não tendo (apesar de estar em vantagem) a eliminatória dada por vencida.

    Nenhuma das equipas vacilou no 11 inicial. O City utilizou praticamente o seu onze base, com jogadores de classe mundial, sem excepções. A equipa que está entre as mais ricas do mundo ainda se deu ao luxo de colocar no banco jogadores como Zabaleta, David Pizarro, Kolarov, Kun Agüero (que ia entrar e dar o golo da vitória para a sua equipa) e o bósnio que não à muito tempo defrontou a seleção nacional na Luz, falo claro de Edin Dzeko. Uma verdadeira chuva de estrelas, este City, que finalmente está a dar resultados, algo que não é totalmente surpreendente tendo em conta o investimento deste clube nas épocas passadas, que está na casa das centenas de milhões. Estranho era o clube continuar a lutar pelas competições europeias, como vinha a fazer há umas épocas atrás.

  No lado da equipa casa, o Porto, o investimento para esta época foi muito menor do que o dos ingleses, mas não foi isso que fez com que a turma de Vítor Pereira deixasse de enfrentar o City taco-a-taco, dominando o jogo por completo na primeira parte, inclusive. Mesmo com a lesão de Danilo à passagem do quarto de hora da partida (o que iria implicar mudanças táticas, sendo Mangala opção para substituir o jovem brasileiro, encostando Maicon ao lado direito do setor defensivo) lesionou-se com uma certa gravidade. Danilo diz que estará de volta dentro de um mês e meio, no seu Twitter, mas se as suspeitas de um ligamento lateral interno do joelho esquerdo se confirmarem irá falhar o resto da temporada. O Porto, apesar de atacar preferencialmente pelo lado esquerdo sentiu um pouco a falta de Danilo, tendo um Maicon não tão familiarizado com a posição a não arriscar tanto, podendo perder a bola numa zona que originaria um contra-ataque adversário.


  O jogo teve dois momentos distintos, um favorável a cada equipa. O factor determinante foi que uma delas aproveitou melhor o período em que esteve melhor no jogo do que a outra, não jogando tão bem como a outra, inclusive. Chamou-se-lhe de eficácia e oportunismo. A verdade é que na primeira parte o Porto podia ter resolvido a partida, marcando, sem exageros, pelo menos dois golos. Faltou eficácia, coisa que o adversário dispôs de. Que bem que jogava a equipa de Vítor Pereira na primeira parte, era realmente um prazer ver este Porto jogar, foram sem dúvida alguma os melhores 45 minutos da temporada para os da cidade invicta. O golo surgiu depois um magnífico passe de Lucho para Hulk, brasileiro este que cruzou para a área onde estava Varela, depois de um movimento em que se deslocou do lado direito para o centro da área, onde se adiantou aos defesas do Manchester e bateu Joe Hart. Festejos efusivos vindos das bancadas do Dragão. Mesmo antes do golo do Porto houve um lance muito duvidoso, onde Kompany empurra Hulk dentro da grande área. De acordo com os comentadores da estação televisiva, uma grande penalidade ficou por assinalar. De Jong também devia ter sido expulso na segunda parte se o árbitro mantivesse o critério (amarelou Álvaro Pereira que falhará assim o próximo jogo em Manchester por tocar involuntariamente na cara de Batelolli com o braço) que até ao momento tinha mostrado. O Manchester reagiu na primeira parte, permitindo a Hélton dois pares de defesas de grande categoria. Primeira parte de chorar por mais, intervalo no Dragão com muitos aplausos.

  Na segunda parte o Porto entrou novamente bem, mas não tão bem. Num dos dois remates do Manchester em toda a segunda parte o lateral direito Micah Richards rematou ao poste, onde Hélton seria mal batido se a bola entrasse. No outro remate do Manchester na segunda parte Agüero fez o 1x2, carimbando a reviravolta no marcador. Outro dado curioso na segunda parte foi Álvaro Pereira. Depois de encher o campo na primeira parte, atacando muito pelo corredor esquerdo, foi amarelado (como já disse não vai jogar em Manchester) e marcou o golo que deu o empate aos ingleses, ou melhor, um auto-golo, num cabeceamento e lance muito infeliz do uruguaio. A partir daí o City conseguiu ser melhor do que aquilo que estava a ser até ao momento, mas com o Porto a demonstrar uma ligeira superioridade, ainda assim. Kléber entrou na partida quando faltavam 15 minutos para o fim, fazendo com que Hulk voltasse ao flanco direito. No minuto a seguir a substituição determinante no jogo. Agüero por Super Mario, ou Balotelli. Depois de 7 minutos em campo consonou a reviravolta dos Citizens. Resultado que não mostrou aquilo que foi o jogo, onde se viu um Porto personalizado que merecia a vitória.

  Para o registo ficam ainda suspeitas de insultos racistas dos Super Dragões a Mario Balotelli e a Yaya Touré. A UEFA está a aguardar pelo relatório do árbitro turco, que de resto seria alguém que influenciaria a partida. Marcou um exagero de faltas (42), obrigando um belo jogo de futebol a muitas paragens. Coisas complicadas para o Porto no Eithad Stadium, onde o City é muito forte.

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  Em cima temos o mítico Filippo Inzaghi que em 2007 correu pelo relvado do Olímpico de Atenas com a bandeira do Milan e com a taça de Liga dos Campeões. Hoje lembrou-se certamente dessa e da outra conquista europeia pelo clube italiano em 2003, onde em Old Trafford levou a melhor perante o seu antigo clube, a Juventus de Turim. Depois de uma vitória por 4-0 sobre o Arsenal a equipa de Milão garantiu a presença essa quase certa nos quartos-de-final da competição. Apesar de não ter jogado nesta partida, o sentimento deve ter sido efusivo, na mesma.

  Nesta partida onde Robinho bisou e Ibrahimovic e Kevin-Prince também marcaram, San Siro viu uma equipa dominadora durante, diga-se, todo o jogo. Ao contrário do que pode parecer o jogo não se baseou num Arsenal fragilizado que se resguardou e deixou-se dominar sem remédio. Tinham iniciativa e não jogaram mal, mas foi mesmo o domínio avassalador da equipa de Allegri que justificou a goleada. Nem tudo foi positivo dada a lesão de Seedorf à passagem dos primeiros 10 minutos.

  Vitória que quase garante ao Milan a qualificação para a próxima fase, não podendo ainda assim arriscar em demasia em Londres, porque como já disse o Arsenal não foi uma má equipa, apenas foi anulado por uma equipa super, esta noite. Não sendo muito comum, a verdade é que um colosso europeu goleou uma equipa que em tempos era favorita a vencer as competições em que estava inserida. O Arsenal vem de uma enorme seca de títulos e as aspirações de chegar longe na Liga dos Campeões decresceram muitíssimo com este jogo. Pode ser um ano em grande para o Milan a nível internacional, já que nas competições internas está em desvantagem na Taça TIM (1-2 em San Siro frente à Juventus) e tem igualmente um forte adversário de Turim no campeonato, que empatou hoje sem golos frente ao Parma.

  No outro jogo do dia viu-se o Benfica a perder na Rússia frente ao Zenit, num jogo com condições adversas à prática de futebol. O relvado do Petrovsky estava lastimável e os graus negativos em São Petersburgo não ajudaram. Pelo que vi no resumo (isto porque não acompanhei o jogo, devido a estar em aulas) a vitória dos russos não acaba por ser justa ou injusta. Jogo sem uma grande organização e estilo que se realçasse. Destaque negativo para Bruno Alves que devido a uma entrada a Rodrigo fez com que o jovem do Benfica sofresse um forte traumatismo na anca, falhando o jogo frente ao Vitória, em Guimarães. Tudo em aberto para o jogo em Portugal, onde o Benfica é teoricamente favorito.

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  Justificando o que disse no post anterior, o número de portugueses no nosso campeonato também tende a diminuir. Outrora eram quase exclusivamente os heróis dos nossos campeonatos nacionais, bem, esses eram outros tempos. Consigo comparar a situação a um massivo intercâmbio. À medida que saem portugueses do nosso campeonato entram estrangeiros. Ontem tivemos a oportunidade de ver um jogo onde estavam incorporadas 3 figuras no 11 inicial...do Besiktas. Simão, Quaresma e Manuel Fernandes foram titulares no jogo que ditou a derrota da equipa da casa no AXA, por 0-2. Vitória que de acordo com Leonardo Jardim foi facilitada devido à acumulação de Hélder Barbosa, tendo o segundo amarelo sido mostrado à beira da meia hora de jogo, por simulação de grande penalidade.

  De resto seriam 6 portugueses a chegar a Portugal, de Istambul. De fora apenas ficou Bebé. Hugo Almeida começou o jogo no banco de suplentes tal como Júlio Alves, irmão do defesa Bruno Alves que irá hoje defrontar o Benfica na Rússia. Carlos Carvalhal, depois da experiência negativa com o Sporting, está na Turquia e apesar dos 4 jogos sem vencer antes da partida de ontem, demonstrou que a equipa está a um bom nível, porém não dá qualquer certeza sobre a eliminatória.

  Duelo entre portugueses. O que se podia esperar, generalizadamente? Um jogo emocionante para quem estava interessado em rever Simão, Hugo Almeida, Manuel Fernandes e Ricardo Quaresma. A verdade é que todos estes jogaram, tendo dois deles deixado a sua marca mais intensamente do que o outro par. Duas assistências marcaram o jogo de Manuel Fernandes, uma dessas assistências para Simão que fez o gosto ao pé. Exibição do Besiktas que foi conseguida em parte devido à expulsão, mas como também aos contra-ataques e transições rápidas, conseguindo no setor mais recuado preencher bem os espaços e não dar margem de manobra ao Braga.

  Depois da magnífica campanha na época passada as ambições do Sporting Clube de Braga podem cair já na Turquia, e sinceramente, é surpreendente que assim não o seja, visto que o clube treinado por Carlos Carvalhal está em clara vantagem.

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  Depois de pensar um pouco sobre possíveis artigos que dessem maior diversidade ao blog fiquei convencido com esta ideia. Basicamente irei falar de jogadores estrangeiros que se estão a tornar ou neste momento se fixaram como referências do nosso futebol. E a lista é bastante grande, apesar de não estar totalmente satisfeito com o facto de haverem mais estrangeiros do que portugueses no nosso campeonato. 

Em Setembro do ano passado o programa MaisFutebol lançou os dados. Mesmo com algumas mexidas no mercado de janeiro a estatística não deve ter sido muito abalada, e se por acaso foi, deverá aumentar ainda mais o número de estrangeiros no nosso campeonato. O facto é que tem sido uma realidade no nosso campeonato e é impossível negá-lo, há que aceitá-lo e procurar ver o lado positivo da situação. Algo que veio por bem foram os jogadores de tremenda qualidade, sobretudo sul-americanos. Têm sido os senhores do futebol português, nomeadamente brasileiros e argentinos, vou falar de um neste artigo, Pablo Aimar.

Chegou ao Benfica em 2008, causando uma grande euforia. Jogador internacional pela argentina e com reconhecimento internacional rumava assim ao Benfica. Claro que ia jogando com algumas deficiências físicas, mas sempre que alinhava era uma grande mais valia. Apenas esta época tem jogado jogos completos, mostrando desta maneira uma melhor na sua condição física, apesar de já estar na casa dos trinta anos. A verdade é que tem atingido o seu auge no Benfica, ultimamente. É talvez o jogador com mais classe no Benfica, quer dizer, isso é sem dúvida alguma, a questão era da Liga. Chegou do Saragoça e desde sempre mostrou grande carinho perante os adeptos do Benfica, que retribuam essa simpatia com o jogador. Diz-se que sem Aimar o Benfica é outro, e dadas as diferenças, com razão.


  Aimar joga de uma forma maravilhosa para qualquer adepto daquilo que é o futebol simples, mas muito bem jogado. É bastante completo no que toca às suas funções. Graças a uma melhor condição física natural que foi adquirindo durante a época passada até ao momento está a produzir um futebol com uma tranquilidade diferente. Espalhando classe com a redondinha tem grande qualidade de passe, visão de jogo e é bastante imprevisível, com passes ou pormenores de deixar qualquer um boquiaberto.

  Numa vertente tática pode-se dizer que a posição de Aimar é a de número 10. Médio ofensivo, se assim preferirem. Joga nas costas dos pontas de lança, servindo-os com categoria. Com velocidade e jeito tem sido fundamental na construção e finalização de jogadas deste Benfica. Tem combinado muito bem com Witsel, que no Benfica rende mais como médio área-a-área, apesar de Jorge Jesus tê-lo colocado como extremo direito quando haviam soluções mais naturais.

  A renovação de contrato deste jogador era um objetivo para a época futebolística do Benfica, para mais com as últimas grandes exibições. Renovou até 2013 à uns dias, satisfazendo toda a estrutura e massa associativa do Benfica. Pode-se dizer que é uma verdadeira referência do futebol português.