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  Justificando o que disse no post anterior, o número de portugueses no nosso campeonato também tende a diminuir. Outrora eram quase exclusivamente os heróis dos nossos campeonatos nacionais, bem, esses eram outros tempos. Consigo comparar a situação a um massivo intercâmbio. À medida que saem portugueses do nosso campeonato entram estrangeiros. Ontem tivemos a oportunidade de ver um jogo onde estavam incorporadas 3 figuras no 11 inicial...do Besiktas. Simão, Quaresma e Manuel Fernandes foram titulares no jogo que ditou a derrota da equipa da casa no AXA, por 0-2. Vitória que de acordo com Leonardo Jardim foi facilitada devido à acumulação de Hélder Barbosa, tendo o segundo amarelo sido mostrado à beira da meia hora de jogo, por simulação de grande penalidade.

  De resto seriam 6 portugueses a chegar a Portugal, de Istambul. De fora apenas ficou Bebé. Hugo Almeida começou o jogo no banco de suplentes tal como Júlio Alves, irmão do defesa Bruno Alves que irá hoje defrontar o Benfica na Rússia. Carlos Carvalhal, depois da experiência negativa com o Sporting, está na Turquia e apesar dos 4 jogos sem vencer antes da partida de ontem, demonstrou que a equipa está a um bom nível, porém não dá qualquer certeza sobre a eliminatória.

  Duelo entre portugueses. O que se podia esperar, generalizadamente? Um jogo emocionante para quem estava interessado em rever Simão, Hugo Almeida, Manuel Fernandes e Ricardo Quaresma. A verdade é que todos estes jogaram, tendo dois deles deixado a sua marca mais intensamente do que o outro par. Duas assistências marcaram o jogo de Manuel Fernandes, uma dessas assistências para Simão que fez o gosto ao pé. Exibição do Besiktas que foi conseguida em parte devido à expulsão, mas como também aos contra-ataques e transições rápidas, conseguindo no setor mais recuado preencher bem os espaços e não dar margem de manobra ao Braga.

  Depois da magnífica campanha na época passada as ambições do Sporting Clube de Braga podem cair já na Turquia, e sinceramente, é surpreendente que assim não o seja, visto que o clube treinado por Carlos Carvalhal está em clara vantagem.

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  Depois de pensar um pouco sobre possíveis artigos que dessem maior diversidade ao blog fiquei convencido com esta ideia. Basicamente irei falar de jogadores estrangeiros que se estão a tornar ou neste momento se fixaram como referências do nosso futebol. E a lista é bastante grande, apesar de não estar totalmente satisfeito com o facto de haverem mais estrangeiros do que portugueses no nosso campeonato. 

Em Setembro do ano passado o programa MaisFutebol lançou os dados. Mesmo com algumas mexidas no mercado de janeiro a estatística não deve ter sido muito abalada, e se por acaso foi, deverá aumentar ainda mais o número de estrangeiros no nosso campeonato. O facto é que tem sido uma realidade no nosso campeonato e é impossível negá-lo, há que aceitá-lo e procurar ver o lado positivo da situação. Algo que veio por bem foram os jogadores de tremenda qualidade, sobretudo sul-americanos. Têm sido os senhores do futebol português, nomeadamente brasileiros e argentinos, vou falar de um neste artigo, Pablo Aimar.

Chegou ao Benfica em 2008, causando uma grande euforia. Jogador internacional pela argentina e com reconhecimento internacional rumava assim ao Benfica. Claro que ia jogando com algumas deficiências físicas, mas sempre que alinhava era uma grande mais valia. Apenas esta época tem jogado jogos completos, mostrando desta maneira uma melhor na sua condição física, apesar de já estar na casa dos trinta anos. A verdade é que tem atingido o seu auge no Benfica, ultimamente. É talvez o jogador com mais classe no Benfica, quer dizer, isso é sem dúvida alguma, a questão era da Liga. Chegou do Saragoça e desde sempre mostrou grande carinho perante os adeptos do Benfica, que retribuam essa simpatia com o jogador. Diz-se que sem Aimar o Benfica é outro, e dadas as diferenças, com razão.


  Aimar joga de uma forma maravilhosa para qualquer adepto daquilo que é o futebol simples, mas muito bem jogado. É bastante completo no que toca às suas funções. Graças a uma melhor condição física natural que foi adquirindo durante a época passada até ao momento está a produzir um futebol com uma tranquilidade diferente. Espalhando classe com a redondinha tem grande qualidade de passe, visão de jogo e é bastante imprevisível, com passes ou pormenores de deixar qualquer um boquiaberto.

  Numa vertente tática pode-se dizer que a posição de Aimar é a de número 10. Médio ofensivo, se assim preferirem. Joga nas costas dos pontas de lança, servindo-os com categoria. Com velocidade e jeito tem sido fundamental na construção e finalização de jogadas deste Benfica. Tem combinado muito bem com Witsel, que no Benfica rende mais como médio área-a-área, apesar de Jorge Jesus tê-lo colocado como extremo direito quando haviam soluções mais naturais.

  A renovação de contrato deste jogador era um objetivo para a época futebolística do Benfica, para mais com as últimas grandes exibições. Renovou até 2013 à uns dias, satisfazendo toda a estrutura e massa associativa do Benfica. Pode-se dizer que é uma verdadeira referência do futebol português.

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  Passa por este homem, isso já é uma certeza. Notícia que abalou todos os adeptos leoninos foi emitida esta tarde pela comunicação social. Tomada como choque para muitos, a notícia foi previsível para outros. Apesar do voto de confiança emitido por Godinho Lopes ontem, a equipa do Sporting está a decrescer e contra o Marítimo praticou um mau futebol. Porém despedir treinadores a meio da época não é seguro. No que estava Godinho Lopes a pensar? Um novo treinador significa muitas coisas. Uma nova personalidade a comandar os jogadores, um diferente estilo de jogo (já que o atual não está a dar resultados, aliás, é difícil ver como é que o Sporting joga nesta altura) e ambições competitivas diferentes, consoante a atitude Sá Pinto. Enquanto treinador destacou-se na NextGen, onde levou o Sporting até aos quartos de final da competição, onde foi eliminado pelo Inter.

  Como jogador destacou-se, sendo jogador de seleção nacional. Mais uma vez destacou-se no Sporting, clube que representou como jogador durante 9 temporadas, em 2 períodos temporais com intervalo de 3 anos. Domingos Paciência deixa assim o Sporting sem uma declaração de despedida ou qualquer pista sobre a sua eventual saída, que se consonou nesta segunda-feira. Aqui está o comunicado da CMVM:

«Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, o Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD vem informar ter rescindido o contrato de trabalho com o treinador Domingos Paciência. Mais se informa que Ricardo Sá Pinto passará a exercer as funções de treinador da Equipa Principal do Sporting, até ao dia 30 de Junho de 2013.

Lisboa, 13 de fevereiro de 2012
O Conselho de Administração»

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  História foi feita no Gabão. Vencendo a Costa do Marfim a desconhecida seleção da Zâmbia, treinada pelo francês Hervé Renard, conquistou pela primeira na sua história a Taça das Nações Africanas, dominada por CAN (Cup of African Nations). Curiosamente a Costa do Marfim não sofreu qualquer golo nesta competição em período regulamentar ou prolongamento, porém foram as grandes penalidades que ditaram o desfecho desta partida (onde a seleção também conhecida por Chipolopolo venceu a Costa do Marfim por 8-7), com Drogba a ter uma forte presença nos primeiros 90 minutos, pela negativa.

  Esta seleção conseguiu algo inédito. Para começar, uma seleção do Sul de África e outra do Oeste chegaram à final, quebrando para já a hegemonia de três títulos consecutivos para o Egipto e consequentemente uma vitória de uma seleção do Norte daquele que se pensa ser o continente habitado à mais tempo. Primeiro ponto da história foi feita via esses parâmetros. Depois há que ver que esta seleção nem sempre conseguiu qualificar-se para a fase de grupos desta competição. Imagine-se que à 8 anos nem para a primeira fase se qualificaram. Apesar da boa prestação em 2010 (quartos de final), nada fazia esperar esta vitória sobre a Costa do Marfim.

  Outro dado curioso é que - e já foi referido acima - a Costa do Marfim não sofreu qualquer golo nesta edição da CAN, apenas sofreu 8 golos na marcação de grande penalidades, na final do Gabão. Com Drogba a falhar uma grande penalidade para a sua equipa aos 70 minutos, um sinal de esperança era lançado quer para os jogadores e adeptos da seleção que a bem dizer não tinha nada a perder.

  Grande jogo de futebol, passando para outra perspectiva da final, a que realmente marcou o desfecho. A Zâmbia, capitaneada por Chris Katongo, entrou sem medo na partida, fazendo aquilo que lhes era mais importante. Conseguiram anular de certa forma o jogo ofensivo da Costa do Marfim, que contava como homens mais perigosos os jogadores do campeonato inglês Gervinho (Arsenal), Kalou e Drogba (ambos do Chelsea de Villas-Boas). Dado curioso: ao contrário da Costa do Marfim que não teve qualquer jogador a atuar no campeonato do seu país nesta competição, a Zâmbia levou 6 (isto é surpreendente, visto que o campeonato da Zâmbia é totalmente desconhecido para todos nós e para a maior parte dos europeus). De resto apenas 4 jogadores desta seleção vencedora jogam fora de África, um na Suiça, outro na Rússia e o capitão Katongo na China, tal como James Chamanga, porém alinhando em equipas diferentes.

Jogo fantástico, é o que se pode tirar dos 120 minutos. Grande ritmo que se viu, com a algo jovem seleção da Zâmbia a jogar com tudo o que tinha, sem ter nada a perder, até porque para eles chegar à final já era uma grande vitória. E é isto que faz o futebol um desporto tão emocionante. Confesso que me deu prazer ver a Zâmbia vencer, por várias razões. Como adepto totalmente neutro nesta partida gostei de ver a equipa menos conhecida a vencer com justiça. 



Os jogadores e adeptos mereceram, Renard mereceu e a federação de futebol da Zâmbia mereceu, depois do grave incidente de avião que matou a equipa da Zâmbia em 1993, no mesmo país em que esta final foi disputada, o Gabão. A vitória foi dedicada a esses jogadores e restantes pessoas que morreram nesse acidente à 19 anos. Grande jogo de futebol e uma vitória que irá colocar a Zâmbia em evidência, sendo uma qualificação para o Euro 2014 a afirmação definitiva dos homens do Sul.

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  Está cumprido um dos objetivos da época desportiva do Benfica. O clube encarnado chegou a um acordo com o argentino para a renovação do contrato por mais uma temporada. Aquele que é um dos motores do jogo dos atuais líderes do campeonato chegou a acordo com o presidente do clube em menos de dez minutos, isto já diz muito sobre a situação do jogador. Estará de facto satisfeito com o Benfica, massa associativa e atual momento da equipa. Aliás, está a viver um dos melhores momentos desde que chegou ao clube da capital do país. O mesmo Aimar frisou isso, numa entrevista que deu à BenficaTV.

  Frisando agora as suas declarações, afirmou estar satisfeito com a permanência no Benfica, como também elogiou a humildade de alguns dos seus colegas mais jovens. Se tudo correr como esperado, o argentino permanecerá na Luz durante cinco anos, isto caso não renove o seu contrato no próximo ano, mas isso são só especulações.

  Num ponto de vista mais pessoal, é bom ver tal coisa. Com Aimar em qualquer jogo pode-se ver um futebol diferente, com a classe do jogador que o Benfica contratou ao Saragoça. Espalha classe nos relvados e é uma mais valia segura para o nosso futebol.