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  Quem viu Lucho a jogar nem diz que esteve três anos afastado do Porto. Quer Lucho quer Janko marcaram na vitória do Porto frente ao Vitória de Setúbal (2-0), num jogo onde os reforços foram absolutamente determinantes no desfecho. Deu para ver essencialmente que o meio campo com Lucho e Moutinho vai ser um caso sério, houveram pormenores geniais entre ambos. Mais do que no argentino a incógnita estava em Marc Janko. Ao contrário de Lucho ainda não tinha provado nada aos adeptos do Dragão. Mas como era expectável o seu jogo aéreo impressinou. Que me lembre teve dois fantásticos voos que por muito pouco não terminaram em golo, valendo e de que forma os seus quase 2 metros.

  Depois do desaire em Barcelos a equipa azul e branca reagiu bem. A exibição foi consistente e os dois novos jogadores deram boas indicações, sendo estes claras mais valias se mantiverem ou se aumentarem o seu nível exibicional.Claro que este jogo estava dado como acessível, muitos outros desafios ainda estarão propostos a este dupla.

Apesar das duas novas entradas o sistema tático do Porto manteve-se. O 4-4-3 típico do Porto funcionou e que forma hoje, com os extremos que jogaram de início (Varela e Cristian Rodriguéz) a convencerem. O 'Cebola' fez as pazes com os adeptos numa altura em que os extremos passam a ter uma importância acrescida, visto que Janko é um jogador que se poderá dar muito bem com cruzamentos ou lances onde deverá usar a cabeça. Num setor mais recuado do terreno viu-se um perfeito entendimento entre Defour, Lucho e Moutinho. Fernando até começou a partida mas saiu ainda na primeira parte, lesionado. A combinação entre o português e o ex-Marselha foi excelente, tendo a assistência resultado na perfeição para Janko. O Vitória jogou em contra-ataque, na segunda parte com linhas mais subidas. Targino foi dos melhores na equipa de Bruno Ribeiro, porém sem oportunidades em demasia para fazer a diferença. Deixo para último lugar o lance do jogo. Lucho rematou de primeira fora da grande área para um excelente golo, para um festejo digno de 'El Comandante'. Quem viu à 3 anos não reconhece diferenças, mais uma exibição à Lucho.

  Vítor Pereira frisou a importância dos reforços e a qualidade dos mesmos nesta partida, tendo em conta um golo de ambos. O Porto vai enfrentar assim o Benfica que acabou de vencer o Marítimo por 3-0 na Luz. O último confronto entre estas duas equipas na Luz acabou com a vitória que deu o título de campeão ao Porto, por 1-2. No último jogo entre estas duas equipas na Taça da Liga o Benfica saiu vitorioso, vencendo por uns expressivos 3-0.

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  Sorriso que não engana, 'El Comandante' voltou. Com 31 anos o médio regressa ao Futebol Clube do Porto com uma baixa substancial no seu salário, porém foi algo que não impediu o argentino de voltar ao clube que lhe deu tantas alegrias. Pinto da Costa expressou satisfação por ter Lucho de volta, dizendo ainda que esperava o seu regresso desde o dia que rumou ao Marselha. Cá entre nós, é um jogador que admiro muitíssimo e espero que tenha sucesso, mais uma vez. 

  Esta foi uma das primeiras imagens do regresso de Lucho ao Porto. Na primeira entrevista como jogador do Porto nesta época referiu ficar muito surpreendido pela maneira como fora recebido no aeroporto Sá Carneiro. Dezenas de adeptos esperaram pelo jogador que até ao momento jogava no Marselha, entoando o seu cântico.

  Lucho Lucho Lucho Gonzaléz! Grande parte do cântico que deixou o jogador com um sorriso rasgado. Na entrevista que deu ao Porto Canal salientou a sua satisfação por estar de volta a uma casa onde foi feliz. Compreende-se essa felicidade, por várias motivos. Ainda de referir que o jogador trouxe várias malas como bagagem, com a mulher e filho. Pode significar um regresso de longa duração, até pendurar as botas. Até lá ainda tem muito para dar, pelo menos é a fasquia para ele, que tanto encantou noutras temporadas.

  Lucho vai ter nas costas o número 3, já que o número que usava está  atualmente preenchido por João Moutinho, o clássico 8.

 O Porto terminou o mês de Janeiro com bastantes negócios, diga-se. Mark Janko também é reforço do Porto. O austríaco vem reforçar o ataque e é uma autêntica torre. Com quase 2 metros de altura vem sem dúvida ser uma grande mais valia no que toca a jogo aéreo, por exemplo. O jogador que pertencia aos quadros do Twente transferiu-se para os portugueses por cerca de 3 milhões de euros, algo acessível comparado com as compras de Danilo e Alex Sandro, exemplificando.

Falando de saídas há Belluschi e Guarín. Os jogadores foram emprestados ao Génova e Inter, respetivamente. Jogadores que não estavam propriamente a convencer na equipa de Vítor Pereira.
  

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  Estou de volta e para falar de Del Piero, englobando a Juventus e o que têm feito num passado mais recente. Depois de ter sido anunciada a sua saída do clube de Turim no final da temporada o jogador continuou a desempenhar jogos com uma qualidade de líder, marcando contra a Roma aquele que foi um dos melhores golos da sua carreira, seguramente. Este golo foi ainda mais emotivo por algumas razões, tendo Del Piero se superiorizado a Totti, capitão da Roma, mas principalmente por ter marcado o seu primeiro golo no novo estádio da Juventus.

  Apesar de não ser um titular absoluto, Alessandro tem sido quase sempre suplente utilizado com grande importância no ataque da equipa, mas também no aspecto anímico. Com quase 20 anos de plantel principal do clube já ganhou tudo o que havia para ganhar a nível europeu, a entrar no plantel depois da vitória da extinta Taça Uefa levantada por Baggio, em 1993. O seu talento continua bastante elevado, o golo que marcou na passada terça-feira não pode negar essa afirmação. Farei agora uma breve retrospetiva da carreira de um dos melhores avançados deste milénio e de sempre.

 Depois da conquista da extinta Taça Uefa em 1993 a Juventus contratou Del Piero ao Padova, clube onde foi formado, a par do extinto San Vandemiano. A sua adaptação foi fácil e o clube de Turim mostrou-se logicamente satisfeito pela sua contratação. 

  Por falar no San Vandemiano cá vai uma curiosidade acerca de Del Piero: com apenas 7 anos ingressou no clube. Curiosamente jogava a guarda-redes, tendo ele uma história semelhante à de Madini. No caso do defesa, jogou como guarda-redes algum tempo porque não tinha qualquer vaga para jogar na sua posição predilecta, quando entrou na formação do Milan. A mãe de Alessandro dizia-lhe para jogar a guarda-redes, para não ter que suar tento e para não ter que se lesionar mais vezes. Graças ao seu irmão Stefano Del Piero, começou a jogar como atacante. Isto porque convenceu a mãe com o argumento do seu irmão ser um bom avançado. E de facto Stefano estava certo. Com 13 anos foi visto por observadores do Padova, clube que o traria para os seus escalões jovens, em 1988.

 Saltamos no tempo e voltamos a 1993, ao ano de estreia de Alessandro como jogador da equipa principal da Juventus. Estreou-se em Setembro, contra o Foggia. No jogo seguinte fez um golo num jogo frente ao Reggiana e acabou por se afirmar definitivamente num curto espaço de tempo, onde fez um hat-trick no seu primeiro jogo como titular, partida essa que opôs a Juventus ao Parma. Na sua primeira temporada venceu o campeonato e conquistou a confiança dos Bianconeri. Não demoraria muito até se afirmar como uma referência do clube, um avançado de categoria europeia.

Iria atingir aquele que seria o auge do seu currículo de títulos em 1995 e 1996. Nesses dois anos venceu um total impressionante de 8 títulos, sendo eles:
 - Serie A (2);
 - Supertaça Italiana;
 - Taça de Itália;
 - UEFA Champions League;
 - Supertaça Europeia;
 - Taça Intercontinental.

  Ainda venceu o europeu de sub-21 pela seleção italiana, em 1996. 

  Mais do que um desportista Alessandro é um profissional, alguém que joga com um amor incondicional ao clube que representa. Foi e na verdade ainda é um verdadeiro cavalheiro nos relvados, a sua classe demonstra apenas isso. Na temporada mais triste da história do clube o avançado esteve presente para dar o seu contributo que na maior parte das vezes era decisivo. Falo da época 2006/2007, claro. Nessa época o processo judicial Calciocaos condenou a Juventus à Serie B, depois de escândalos na arbitragem italiana. Jogadores como Cannavaro, Thuram e Ibrahimovic demonstraram uma parte do seu verdadeiro carácter. Profissionais naquilo que fazem, porém a demonstrarem vergonha, provavelmente, por irem atuar num escalão inferior. 

  Jogadores fiéis como Gianluigi Buffon, Pavel Nedved e Alex Del Piero continuaram no clube e foram talvez os mais importantes na época que deu à Juventus a merecida subida à primeira divisão do futebol transalpino. Ficar no clube nessa temporada foi uma decisão fácil para ele, e passo a citar aquilo que disse antes do princípio da temporada.

“The Agnelli family deserve this, as do the fans and the new directors." 

  Foram declarações que ficaram engatadas na garganta de todos os adeptos da Juventus. Apesar de já ser idolatrado por todos os adeptos, as declarações e prova de amor que demonstrou ficam até hoje relembradas. Com toda a esperança depositada nos heróis de Turim, a equipa conseguiu a tão esperada promoção vencendo o campeonato, onde Nápoles e Génova completaram o pódio.

   No jogo de despedida de Gary Neville a Juventus jogou em Old Trafford. Del Piero foi substituído e aplaudido com uma enorme ovação em Inglaterra. Não interessa quando, onde e como, uma referência é sempre igual a si mesma. Quer seja na Juve ou na Squadra Azzurra é um jogador de topo. Já é referenciado como uma lenda no futebol.

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 Uma boa noite e boa semana a todos os leitores. Venho por este meio informar uma ausência de minha parte das postagens, mesmo que de carácter bastante curto. Alguns aspetos pessoais têm-me obrigado a tal, não me vou estar a justificar sem necessidade. Não só motivos relacionados com aulas, mas a ausência de um computador pessoal tem-me afastado de mensagens com maior tamanho e qualidade. A meio da semana irei retomar com aquilo a que vos tenho habituado, mensagens regulares numa forma diária.

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  Com menor ou maior dificuldade todas as equipas que ocupam a primeira mão cheia de lugares no campeonato nacional venceram nesta jornada da Taça da Liga em dias úteis, com a exceção do Sporting que está numa crise de resultados, o que já se vem recordando de épocas anteriores. As atenções estão viradas mesmo para os lados de Alvalade, onde um par de acontecimentos marcou os dias anteriores.

    • Devido a alegadas saudações fascistas no corredor de acesso ao balneário da equipa visitante, o Sporting foi obrigado a retirar essas imagens, consideradas ofensivas. O que não se esperava é que essas imagens fossem substituídas por um...jardim com girassóis. Algo que certamente não agradará mais do que as outras imagens, aos jogadores e equipa técnica que se irão opor ao Sporting em Alvalade.

    • Bojinov foi um alvo de um processo disciplinar e de uma suspensão quase imediata depois do incidente no jogo frente ao Moreirense, desta quinta-feira. O jogador búlgaro empurrou Matías Fernández e disse que ele próprio iria marcar a grande penalidade no jogo frente à equipa de escalão inferior, num jogo que estava empatado aos 92 minutos. O búlgaro rematou para a defesa do guarda-redes da equipa de Moreira de Cónegos. Depois de Postiga e de Djálo este é o novo alvo para os adeptos do Sporting, com toda a razão.

  Os leões precisam de vencer o Gil Vicente na terceira e última jornada da fase de grupos para se apurarem, mas precisam também de terminar a fase de grupos com uma maior diferença de golos do que o Rio Ave, que vai defrontar o Moreirense. Dias difíceis para o Sporting, neste mês. De sublinhar que o

  Saltando para a Luz, o Benfica venceu o Santa Clara num jogo onde a turma de Bruno Moura jogou muitíssimo bem, dada esta grande exibição será um prazer ir ver o jogo frente ao Vitória SC, no Estádio de São Miguel. A equipa cá da terra fez valer o investimento no princípio da época, com alguns bons pormenores de alguns jogadores, como o lateral esquerdo emprestado pela Académica de Coimbra, Paulo Grilo. Mas o destaque neste jogo vai para Nolito, aliás, era difícil ser alguém senão ele. O espanhol voltou a fazer das suas. Quando entrou o jogo ainda estava equilibrado - bastante, diga-se -, mas fez toda a diferença. Duas assistências para Nélson Oliveira e Witsel fizeram dele o herói da partida para os cerca de 20.000 adeptos na Luz.

  Passamos agora para o Norte do país, onde a maior parte da ação decorreu. O Marítimo venceu o Guimarães, o Braga por sua vez venceu o Penafiel. Jogo decisivo na última jornada, com o Marítimo a defrontar o Benfica, na Luz. O Porto continua a arrastar-se frente aos adversários, desta vez contra os suplentes do Estoril. Os dragões jogaram mal e Varela resolveu. Decisões adiadas para a última jornada da Bwin Cup.