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  Com menor ou maior dificuldade todas as equipas que ocupam a primeira mão cheia de lugares no campeonato nacional venceram nesta jornada da Taça da Liga em dias úteis, com a exceção do Sporting que está numa crise de resultados, o que já se vem recordando de épocas anteriores. As atenções estão viradas mesmo para os lados de Alvalade, onde um par de acontecimentos marcou os dias anteriores.

    • Devido a alegadas saudações fascistas no corredor de acesso ao balneário da equipa visitante, o Sporting foi obrigado a retirar essas imagens, consideradas ofensivas. O que não se esperava é que essas imagens fossem substituídas por um...jardim com girassóis. Algo que certamente não agradará mais do que as outras imagens, aos jogadores e equipa técnica que se irão opor ao Sporting em Alvalade.

    • Bojinov foi um alvo de um processo disciplinar e de uma suspensão quase imediata depois do incidente no jogo frente ao Moreirense, desta quinta-feira. O jogador búlgaro empurrou Matías Fernández e disse que ele próprio iria marcar a grande penalidade no jogo frente à equipa de escalão inferior, num jogo que estava empatado aos 92 minutos. O búlgaro rematou para a defesa do guarda-redes da equipa de Moreira de Cónegos. Depois de Postiga e de Djálo este é o novo alvo para os adeptos do Sporting, com toda a razão.

  Os leões precisam de vencer o Gil Vicente na terceira e última jornada da fase de grupos para se apurarem, mas precisam também de terminar a fase de grupos com uma maior diferença de golos do que o Rio Ave, que vai defrontar o Moreirense. Dias difíceis para o Sporting, neste mês. De sublinhar que o

  Saltando para a Luz, o Benfica venceu o Santa Clara num jogo onde a turma de Bruno Moura jogou muitíssimo bem, dada esta grande exibição será um prazer ir ver o jogo frente ao Vitória SC, no Estádio de São Miguel. A equipa cá da terra fez valer o investimento no princípio da época, com alguns bons pormenores de alguns jogadores, como o lateral esquerdo emprestado pela Académica de Coimbra, Paulo Grilo. Mas o destaque neste jogo vai para Nolito, aliás, era difícil ser alguém senão ele. O espanhol voltou a fazer das suas. Quando entrou o jogo ainda estava equilibrado - bastante, diga-se -, mas fez toda a diferença. Duas assistências para Nélson Oliveira e Witsel fizeram dele o herói da partida para os cerca de 20.000 adeptos na Luz.

  Passamos agora para o Norte do país, onde a maior parte da ação decorreu. O Marítimo venceu o Guimarães, o Braga por sua vez venceu o Penafiel. Jogo decisivo na última jornada, com o Marítimo a defrontar o Benfica, na Luz. O Porto continua a arrastar-se frente aos adversários, desta vez contra os suplentes do Estoril. Os dragões jogaram mal e Varela resolveu. Decisões adiadas para a última jornada da Bwin Cup.

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  O  vencedor do 'prémio' Bidão de Ouro de 2011, Diego Milito, renasceu. O golo contra o Milan no dérbi de San Siro foi a reafirmação deste argentino que quando comandado por Mourinho era o rei da Europa, marcando um número impressionante de golos. Com a saída do português o jogador ressentiu-se bastante, mas pelos vistos está de volta. O Bidone D'Oro tem como objetivo premiar o jogo que desiludiu mais no ano de 2011, na lista ficaram também Krasic e o antigo guarda-redes do Génova, Eduardo. Para qualquer um dos jogador referidos e apontados para a conquista do prémio o descontentamento deve ser uma certeza, claro que existem jogadores que levam isto como uma espécie de mensagem subliminar, sendo Milito um deles.

  No seu último trio de jogos na Serie A marcou mais do que o número de presenças. Marcou na goleada frente ao Lecce, bisou na mão cheia ao Parma e deu a vitória ao Internazionale num jogo frente ao rival da cidade, o que fez com que o golo de Milito projetasse os Nerazurri para outras aspirações, apesar de numa época caótica, instável e cheia de desilusões. Até Dezembro Milito era só mais um deles, mais um jogador do Inter sem qualquer motivação. Não é normal para um colosso ter dois treinadores na primeira metade da época, e muito menos querer escapar aos lugares de despromoção. A equipa não rendia com Gasperini e Milito não estava destinado a ser a exceção à regra. Com a chegada de Ranieri as coisas tornaram-me melhores, mas com alguma instabilidade derivada da insegurança de toda a estrutura do clube ainda presente.

  A vitória frente ao Milan não só colocou o Inter com uma menor desvantagem para um rival direto ao campeonato, mas também motivou e de que maneira os jogadores. Milito deve ser a prova viva disso mesmo, conseguiu voltar aos golos, mas ainda não tem uma sequência definida de exibições deslumbrantes, ou seja, pode ser que seja apenas fogo de vista.

  Não faz sentido excluir o Inter do título nesta altura com uma metade do campeonato ainda por se jogar, com a Juventus a quebrar um pouco e com duelos entre as equipas da frente por vir. Sabe-se que uma eventual vitória do campeonato esta época irá ser dedicada a Giacinto Faccheti, que faleceu em 2006, pouco tempo depois da seleção italiana vencer o campeonato do mundo, na Alemanha. Foi um defesa que era tudo aquilo que muitos jogadores italianos tinham e têm: classe. Jogador pacífico e uma das maiores influências para defesas que ainda hoje marcam a sua presença na Serie A, como Alessandro Nesta, mas outros jogadores também, como Zanetti. Aqui está a mensagem que o Inter deixou no seu site oficial, dedicada a Facchetti, traduzida por mim:

"Para  Giacinto, relembramo-nos da sua bondade, fidelidade e carácter não violento. 
Àquilo que o aconteceria, iria reagir na sua calma e forma serena de ser.
Para Giacinto, deixe cada um de nós agir como se fossemos uma parte dele, nosso símbolo.
Nada de reações excessivas, apenas calma, paciência e fé na nossa integridade.

Massimo Moratti."

  Melhor período da época para Milito e para o histórico emblema italiano, que pode ter mesmo assim chegado tarde aos bons resultados, deixando muitos dos concorrentes passar-lhe à frente no campeonato e ganhar muito terreno sobre a equipa de Milão. Este ano promete ser um novo capítulo nesta edição do campeonato, para os jogadores, para Ranieri e para os adeptos.

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 Devido a motivos pessoais não fui capaz de ver o jogo com bastante pena minha, já que pelo que soube foi um bom jogo de futebol e mais importante de tudo com um resultado que relança a luta pelo terceiro lugar, uma luta paralela à da conquista do campeonato que poderá também ser emocionante, com talvez Marítimo a intrometer-se. Está praticamente excluída para a maior parte dos adeptos do Sporting a conquista do título, mesmo estando a melhor do que na época passada. Isso deve-se à época muito boa no campeonato de ambos Benfica e Porto que ocupam os dois primeiros lugares da tabela.

 Por um lado há um Sporting com maior consistência do que na época passada. Neste regresso de Domingos ao AXA, não conseguiu vencer e viu o Sporting ficar a 11 pontos do líder Benfica, diferença pontual que nesta altura é muito difícil de reverter. O Braga viu Lima a ser o homem decisivo, com uma estrutura sólida que Leonardo Jardim está a construir com bastantes novos jogadores.

 O Sporting, como disse Luís Freitas Lobo no programa "Resultado Final", não tem rotinas táticas, resultado de muitos reforços e mudanças regulares no 11 inicial. O jogo de ontem mostrou bem isso, com muitas falhas nos vários sectores dos leões e com Matías a rumar contra a maré, sendo ele um jogador só que não conseguiu fazer a diferença. Mau regresso de Domingos a Braga, que perde assim pontos para um candidato direto ao 3º lugar, que nesta época dá acesso à 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, onde o Braga esteve na época passada, eliminando o Celtic.

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 Sem muito brilhantismo a vitória foi justa para o Porto num jogo em que o jovem colombiano James esteve em óbvia evidência, basta saber que fez os 2 golos do encontro para ser designado de melhor em campo. Ao contrário daquilo que disse Vítor Pereira nos primórdios da temporada, este Porto não é uma com funções nem processos próprios que beneficiam a posse de bola. Jogou-se ontem com uma tremenda falta de criatividade, dada a inclusão de Hulk no meio. Acontece que o brasileiro ainda se lesionou, mas parece que não é nada de alarmante. Transições rápidas com alguma posse em zonas mais recuadas foi o que marcou o jogo, e apesar da exibição não ter sido fantástica, nota-se mais algum rigor do que numa determinada fase da época onde a equipa andava desorientada em campo.

 Mas foi mais uma vez o talento que resolveu. Apesar de boas exibições, essas também houveram, o Porto esteve nas mãos de James que resolveu. Aproveitando a ausência de Djalma que irá disputar a CAN pela Angola, o jovem lançou-se para a titularidade fazendo estragos. Não houve um Rio Ave determinado, teve poucos argumentos para chegar ao golo e quando teve oportunidade de tal falhou, de uma forma ou doutra. A pressão de vitória vai estar sempre presente, já que o Benfica voltou a vencer, garantindo assim o 1º lugar por pelo menos mais uma jornada. As estatísticas mostraram um Porto muito rematador, mas que no entanto teve poucas oportunidades dignas do seu domínio. Falta claramente um Falcao, um Lisandro...alguém que num lance à ponta de lança consiga fuzilar um guarda-redes. As alternativas faladas são algumas, porém sem conclusões para já.

 Nas equipas para o jogo não houve Moutinho que foi castigado por um jogo dado o cartão amarelo que viu em Alvalade. Jogou Defour, belga que cumpriu o seu dever. Mas não se pode compará-lo com Moutinho, que deve voltar no próximo jogo do campeonato. No meio campo também se deve falar dos outros dois elementos. O brasileiro Fernando esteve bem como de costume, inclusive rematou e colocou a bola dentro da baliza mas o lance já tinha sido interrompido por uma irregularidade de Iturbe, que tinha entrado aos 65 minutos para o lugar de Belluschi, argentino este que esteve bem no campo da criatividade mas teve dificuldades em rematar ou criar lances iminentes de perigo.

 A defesa, essa, mal precisou de trabalhar. Mas Rolando foi expulso no lance mais perigoso de João Tomás em todo o jogo. Isolava-se perante Hélton caso o internacional português não o parasse. Tal como se sucedeu com Cardozo no jogo do mesmo dia, limpa a expulsão no jogo frente ao Estoril a meio da semana. Rio Ave que não contou com uma das suas peças fundamentais no ataque, Atsu, emprestado pelo Porto justamente. O outro jogador nessa condição, Kelvin, jogou e foi alvo de um lance caricato onde a sua bota se prendeu com a de James, momento de frequência rara.

 Aquando da lesão de Hulk, Kléber foi o homem que foi para o meio do ataque, mas esteve mais uma vez apagado. Não criou muito perigo, passou ao lado do jogo. Varela também foi opção e entrou para o jogar o último quarto de hora, fazendo sair Cristian 'Cebola' Rodriguéz, que está a recuperar a boa forma e fez uma exibição razoável. Resumindo, foi uma exibição quanto baste do Porto que lhes garantiu os 3 pontos num jogo onde estiveram presentes cerca de 25.000 adeptos no Dragão, meia casa. A equipa está aos poucos a retratar o estilo de jogo de Jesualdo Ferreira com influências de Villas-Boas, algo que pode não dar os seus frutos imediatamente.

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 Déjà vu, déjà vécu, déjà senti. Estas são algumas expressões que permitem a uma pessoa pensar que já viveu e sentiu uma determinada situação. Para a assistência da Luz, que rondou os 55.000, esse deve ter sido o sentimento quase geral. No jogo contra o Rio Ave, antes a interrupção de Natal do campeonato, o Benfica esteve a perder por um golo mas uma exibição de gala deu a vitória inteiramente justa ao Benfica. Até o facto da equipa do Setúbal se equipar de verde foi relevante para me lembrar destes termos. Vitória com classe, mesmo sem Aimar, que é normalmente quem abrilhanta o jogo do Benfica com sabedoria e classe. Vitória que garantiu a permanência do primeiro lugar do campeonato com uma margem pontual de 2 pontos para com o principal rival nesta altura, o Porto.

 O Benfica nos últimos 3 jogos do campeonato entrou mal, verdade seja dita. O que de certa forma tem acordado a equipa de Jorge Jesus são os lances de perigo ou golo das equipas adversários, foram eles:

      - Golo de Atsu na Luz, frente ao Rio Ave.
      - Corte em cima da linha na Marinha Grande, a toque de Djaniny.
      - Golo do Vitória, marcado por Neca.

 E foi assim que o Benfica foi capaz de elaborar uma cambalhota brilhante no marcador. O Vitória entrou sem medo, uma equipa obcecada pela bola e com olhos postos apenas na redondinha, a resultar num ritmo de jogo intenso, beneficiado de alguns livres e cantos. Mesmo depois do primeiro golo do jogo, logo aos 7 minutos, os visitantes continuaram a ser superiores até a uma dada altura onde o Benfica imprimiu velocidade e conseguiu torcer a defesa da formação de Bruno Ribeiro, que esteve mal no 2º e 3º golo. Aquando do empate, as esperanças já estavam na mentalidade comum do benfiquista. Lembraram-se com certeza dos jogos com situações semelhantes, sobretudo frente ao Rio Ave onde tal como nesta partida onde Nolito não parou quieto. Nota-se uma certa felicidade no rosto do jogador quando joga, tem prazer em jogar e desfruta de tal. Luta e mais importante...arrisca. É verdade que tem alguns lances mal calculados mas isso não importa porque ao contrário de outros Nolito tem a imaginação e a criatividade de arranjar espaço, inventar jogadas e procurar sempre a baliza. Resultou neste jogo, e de que maneira.

 Como disse a defesa do Setúbal esteve francamente mal nos próximos dois golos do jogo, marcados por Cardozo. No primeiro do paraguaio há que reparar que o jogador do Benfica tinha 4 defesas próximo dele e nenhum deles lhe fez uma oposição decente, só precisou de rematar e festejar. No seu segundo, Cardozo passou de uma forma trapalhona pelos defesas do Vitória. Sendo ou não trapalhão lá fez o golo que colocou o Benfica com 2 golos de vantagem ao intervalo.

 A segunda parte trouxe, tacticamente, formações idênticas. O Vitória foi muito agressivo e como 'recompensa' apenas teve um golo sofrido, esteve num cabeceamento de Matic que assim se estreava a marcar no campeonato.

 Ainda houve tempo para mais um episódio caricato para Cardozo, parece que desfruta das 2 faces que aparentemente tem diante dos adeptos. Marcou 2 golos mas foi expulso aos 85 minutos. Mal por mal o jogador limpa o seu cartão vermelho frente ao Santa Clara, jogo que devo ver com a máxima atenção, sendo o Santa Clara o clube cá da ilha de São Miguel. Será um orgulho vê-los jogar na Luz, que tenham a maior sorte possível. Missão muito difícil contra esta equipa do Benfica que apesar do susto foi superior e dominou o Setúbal na maior parte do encontro. Vitória justa, nada a dizer.