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 Existem várias teorias para este regresso de Henry ao Arsenal, clube onde o jogador francês se tornou um jogador de classe mundial, marcando muitos golos e deliciando os adeptos do clube inglês. Voltou ao Arsenal marcando um golo decisivo frente ao Leeds United, na passada segunda-feira. O Arsenal estava a sofrer para marcar, já que ainda não tinha conseguido fazer o golo inaugural da partida. Chamakh estava a fazer uma exibição menos conseguida e deu o seu lugar a Henry, que entrou na partida aos 68 minutos ao som de uma ovação tremenda no Emirates.

 A passe de Song o francês desmarcou-se e fez o único golo da partida aos 78, uma dezena de minutos depois de entrar. É nestes momentos que se pode dizer que o futebol é mais do que um desporto: é uma emoção, algo que se sente ou não. Depois do que se passou na seleção francesa, onde Henry assistiu Gallas com a mão dando aos gauleses o apuramento para o Mundial de 2010, fiquei decepcionado com o jogador e com a sua atitude. A verdade é que se dissesse a verdade e o lance foram invalidado desiludia um país inteiro, há que ver o sistema por esse lado.

 Os festejos foram um hino ao futebol. Os onze jogadores de campo foram festejar com Henry, que com o número 12 na camisola marcou e foi a correr para o banco de suplentes abraçar Wenger, que não controlou a sua óbvia felicidade. Os adeptos formaram uma explosão de gritos de alegria e aplausos. Momento arrepiante, até agora o momento do ano no mundo do futebol, com Henry a elevar assim as expectativas para o resto da época, para os londrinos. Veio por empréstimo do NY Red Bulls por dois meses, mesmo depois desse período o experiente avançado pode servir de inspiração para os mais novos, jogadores de formação que cada vez mais são uma opção neste Arsenal. Porém, Wenger admite poder comprar ou prolongar o empréstimo de Henry.

Outra inspiração para os jogadores é Robert Pirès, com certeza. O jogador está de regresso ao Arsenal, porém apenas para treinar e manter a boa forma física. Claro que com a sua experiência pode dar umas lições valiosas ao resto do plantel, com os seus 38 anos. Boa manobra de Wenger, reunindo jogadores que noutros tempos conquistaram títulos neste clube. Pirès, para mim, é um ídolo. Recordo-me pouco da sua estadia no clube de Londres mas até a uma idade avançada tem jogado a um nível bastante alto em outros clubes, são eles o Villarreal e o Aston Villa. É um médio fantástico, que por curiosidade é filho de pai português. Quem diria...seria fantástico se de certa maneira optasse por jogar pela seleção portuguesa. Seria uma mais valia para o Arsenal, como jogador, mas dada a idade percebe-se a sua decisão.

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  As imagens não enganam. Messi é mais uma vez o melhor jogador do mundo, ficando à frente de Cristiano Ronaldo do Real Madrid e de Xavi, companheiro do argentino no Barcelona. O melhor treinador foi Pep Guardiola, que festejou com o astro argentino as suas conquistas. Mais uma vez a prova dada de que este Barcelona continua a vencer o que lhe aparece à frente, neste caso diga-se que foram metas e prémios individuais. 

  Num ponto de vista pessoal penso que estes prémios deviam ser entregues consoante o trabalho positivo do jogador e/ou treinador, não só se refletido em títulos. Normalmente as equipas com maior estatuto são bastante mais favoritas para vencer este tipo de disputa, a prova viva disto mesmo foi o facto de André Villas-Boas e Falcao não receberem nenhuma honrosa menção nesta cerimónia que envolveu muitas entidades relacionadas com o futebol e não só. Villas-Boas venceu quatro competições numa época assim como Falcao, mas nem nos cinco primeiros o treinador português esteve. Mas por outro lado isso apenas mostra o quão bons alguns jogadores são. Claro que tenho pena de não ter um treinador português (mais um) a ser representado na elite (top 5 nos votos), mas Portugal está a crescer cada vez mais, no que toca a futebol. Para o ano podem haver surpresas, com Nani a ser o nome mais falado em relação a prémios de carácter individual.

  Ferguson ganhou prémio Presidencial, um tributo ao facto de estar a treinar o Manchester United por 25 anos. O prémio de melhor jogadora do mundo foi entregue a Homare Sawa, que brilhou no mundial de seleções, pelo Japão, vencendo a competição inclusive. Quebrou o isolamento de Marta como uma candidata de vitórias constantes. O treinador dessa mesma seleção japonesa foi eleito o melhor do mundo no que toca ao futebol feminino, tudo devido ao facto de ter vencido o campeonato do mundo. Por fim mas não menos importante, o brasileiro Neymar Jr. venceu o prémio Puskás. O golo que lhe valeu esse prémio individual foi o melhor da sua carreira até ao momento, uma obra de arte. Marcou o golo frente ao Flamengo, onde passou por vários jogadores e finalizou com classe. Muitos grandes jogadores e treinadores ficaram a ver Messi e Guardiola vencer, o que de certa forma era muitíssimo previsível mas meritório.

Ainda houve tempo para o onze ideal da FIFA, que foi o seguinte: Iker Casillas, Dani Alves, Gerard Pique, Nemanja Vidic e Sergio Ramos; Xabi Alonso, Xavi e Andrés Iniesta; Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Lionel Messi

Resta-nos seguir com atenção o atual ano de 2012 para descobrir quem serão os próximos vencedores destes conceituados prémios da FIFA.

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  O Benfica garantiu na Marinha Grande o primeiro lugar de forma isolada da Liga Zon Sagres. A equipa de Jorge Jesus fez uma excelente exibição vencendo com justiça na casa emprestada do União de Leiria, que apesar do bom início de jogo rapidamente ficou sem pulmões para esta locomotiva que foi o Benfica. Aproveitando assim o empate em Alvalade, o clube de Lisboa colocou-se desta forma isolada na frente do campeonato português, algo que se vinha a tornar um objetivo para o clube nestes últimos tempos, dado o crescendo de forma do Porto. Claro que esta vantagem benfiquista não é definitiva, já que a primeira volta ainda nem terminou, pensar no título nesta altura ainda é uma incerteza muito grande, na Liga Portuguesa muita coisa pode acontecer. Isto porque algumas pessoas já colocam o Benfica na rota certa pelo título, como tive oportunidade de ver hoje.

  Um dos heróis desta partida foi Cardozo, apesar da equipa estar toda bastante bem. Irreconhecível, foi o que foi. Como sabem Cardozo não é o típico construtor de jogo. Só tem olhos para a baliza na maior parte das vezes e é a finalizar que consegue ter as excelentes estatísticas que tem no Benfica. Também não é um grande sprinter, tem funções quase únicas de finalizar. Mas ontem o Tacuara surpreendeu muito, a mim inclusive, não é todos os dias que se vê este jogador a correr a dominar a bola ao nível que o fez ontem. Se fosse sempre assim seria um avançado com outra funções, um jogador mais completo. Marcou, fintou, driblou e correu...surpreendeu. Agora resta saber se foi um dia de especial inspiração ou se uma nova identidade de Cardozo vai de certa forma vir ao de cima, algo surpreendente para qualquer adepto de futebol já que viram sempre este jogador de uma forma quase uniforme.

  Nos planos táticos de Jesus não constava Witsel no lado direito. Foi talvez a fixação definitiva deste belga no centro de terreno, quer com funções mais defensivas ou ofensivas, que de qualquer forma rende melhor do que com uma posição mais lateral no terreno. A posição que Witsel ocupou em Guimarães esteve requisitada, e com grande nível, por Bruno César. Um passe na jogada do quarto golo com um ar acrobático deixou o estádio em pé. A verdade é que mesmo sem Aimar e Gaitán que estão dados como lesionados o Benfica teve um caudal ofensivo demasiado poderoso para este Leiria que mesmo com um experiente treinador ao seu leme pouco conseguiu fazer. O melhor que fez foi mesmo um remate de Djaniny que por pouco não dava golo, valeu Maxi a cortar a bola. De resto este jogador já acertou o negócio com o Benfica, vai integrar a equipa de Jorge Jesus este cabo verdiano que à um ano atrás estava nas divisões distritais açorianas. 

Com Cardozo diferente nesta partida, foi Rodrigo outra das figuras. Aproveitou bem a oportunidade de mais uma titularidade e marcou dois golos, um deles com um toque subtil a demonstrar toda a sua classe, apesar de ser bastante jovem. Jesus fez bem em colocá-lo a jogar, e melhor ainda, fez muito bem em apostar neste onze, no 4-2-3-1 a que todos estamos habituados a ver nas águias esta temporada.  

 As substituições neste jogo pouco alteraram, com Saviola, Mora e Matic a serem opções de Jesus. No Leiria olhos postos em Brígido, que irá fazer parte dos quadros do Benfica.

Os golos do Benfica foram marcados por Bruno César à porta dos 10 minutos, depois de um início prometedor do Leiria, que depois deste jogo adormeceu na partida. No princípio da segunda parte Cardozo alargou a vantagem, tendo Rodrigo marcado aos 73 e 76 minutos os seus golos e últimos da partida. Vitória muito importante com nota artística para o Benfica.

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  No dia depois do clássico que colocou Sporting e Porto frente a frente em Alvalade as reflexões e opiniões mais sinceras de pessoas de ambos os clubes variava. Mas não há razões para discordar da opinião de que o jogo foi jogado com o coração, mas não com a cabeça. Esse fator gerou apreciações diferenciadas de adeptos de ambos os clubes, num jogo que beneficiou o Benfica mais do que as duas equipas participantes neste jogo. O empate beneficia o rival lisboeta do Sporting que neste momento vai-se encaminhando para uma vitória na Marinha Grande. Neste jogo as oportunidades de golo não abundaram, mas quase na sua totalidade o jogo proporcionou um ritmo bastante intenso ao estilo do campeonato inglês, com diferenças, claro. Ambas as formações esforçaram-se bastante mas não conseguiram o golo apesar de algumas perdidas, sobressaindo-se uma de Izmailov, onde demorou demasiado tempo a ajeitar a bola e rematou depois, permitindo a Álvaro Pereira o corte mais valioso de toda a partida, já que Hélton estava batido.


Antes do início da partida já havia um acontecimento caricato. Como devem saber, o relvado de Alvalade nem sempre é o melhor. Para dar um bom ambiente aos espectadores, o tapete verde do estádio foi pintado com spray nas zonas em que o estado seria mais crítico. Isso notou-se bastante já que no final do jogo equipamentos, mãos e braços dos jogadores e bolas estavam com uma parte do spray. Não foi algo que condicionasse o espetáculo, até pelo contrário, porque para o sentido estético é sempre bom ver um relvado em aparentes boas condições. Na imagem podem ver o central do Sporting a cabecear a bola oficial do próximo europeu de futebol, com uma tonalidade verde causada pelo spray no relvado de Alvalade.

As equipas subiram ao relvado com uma surpresa no onze inicial do Sporting, na medida em que o 'cliente habitual' chamado André Santos nem no banco de suplentes esteve. O jogador que estava emprestado ao Cercle Brugge na Bélgica chegou e foi titular, pelo menos de minha parte há curiosidade para saber se vai manter o seu lugar a titular ou não. De resto ia ser substituído por Matias Fernandéz quando estavam decorridos poucos minutos da primeira parte. Na equipa visitante a surpresa esteve no ataque. O facto de Hulk começar a ponta de lança surpreendeu algumas pessoas já que mais uma vez digo que Hulk foi feito para jogar a extremo, sendo ele um jogador com uma capacidade de explosão tremenda. Hulk não esteve tão ativo no jogo graças a Onyewu que foi um dos melhores em campo no lado do Sporting.

Na primeira parte o Sporting pareceu melhor sobretudo nos minutos iniciais onde dispôs de alguns lances de perigo iminente com contra-ataques do Porto a serem uma constante, com a velocidade de Hulk e Djalma quando chamado ao jogo, porém foi um pouco anulado por Insúa que não dando nas vistas como noutros jogos fez uma exibição ainda assim sólida. Mesmo assim houveram lances de perigo para ambas as equipas sem qualquer domínio absoluto de uma ou outra equipa, sendo na segunda parte o Porto a melhor equipa na maior parte das ocasiões. Devido a uma organização defensiva impressionante o Porto tinha alguma facilidade em sair para o ataque mas pecava nas tentativas de finalização ou ataque à bola em cruzamentos eles feitos quase todos por Álvaro Pereira, que por mais de uma ocasião ficou descontente com a atitude dos jogadores que não se faziam à bola nos seus cruzamentos. Falta um ponta de lança, isso é um dado indiscutível. No Sporting quem ocupou essa posição foi Ricky van Wolfswinkel que foi muito infeliz neste jogo. Pode-se dizer que atravessa um momento de frustração.

Falando de substituições nenhuma delas inovou muito na partida, mas pode-se dizer que a entrada de Izmailov deu novo rumo ao Sporting em algumas ocasiões, mas por outro lado foi ele que protagonizou o maior falhanço da partida não deixando que a sua equipa passasse para a frente no jogo, pouca sorte teve o russo. No final do jogo lesionou-se novamente, disse Domingos. No lado do Porto, James foi o mais ativo dos jogadores que entraram no decorrer do jogo, mesmo assim não fazendo a diferença. Kléber jogou pouco mas esteve mais uma vez apagado do jogo. Resta-me dizer ainda que nenhuma destas substituições alterou os sistemas táticos das equipas, que de resto foi semelhante. 4-4-3 com um triângulo invertido, sendo os médios com características mais defensivas Schaars e Fernando.

João Moutinho não foi propriamente feliz em Alvalade nesta partida. Levou um cartão amarelo e falha assim o próximo jogo do Porto no campeonato em casa, frente ao Rio Ave. Foi também alvo de muitos assobios sempre que tocava na bola, tendo inclusive uma maçã chegado ao relvado pintado de Alvalade. Empate que faz jus àquilo que foi o jogo. Partida muito intensa mas sem grandes oportunidades. 


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Clássico que pode ser decisivo nas épocas dos clubes intervenientes neste jogo em Alvalade, por volta das 20h15 na hora de Portugal continental. O último confronto entre estes dois emblemas, em abril do ano passado, ditou uma vitória do Porto que acabaria depois por ser contestada devido à sua arbitragem. A verdade é que nenhum dos clubes está a morar no seu passado. O Sporting reforçou-se muito para a nova época enquanto o Porto deixou escapar André Villas-Boas e Falcao para o Chelsea e Atlético de Madrid, respetivamente. As equipas mudaram e de que forma na nova época, sendo o Sporting uma equipa que está consistentemente a praticar um futebol agradável, enquanto o Porto tem tido alguns problemas em fluir o seu, apesar de nos últimos jogos as melhorias terem sido significativas.

Em teoria quem parte com vantagem é o Futebol Clube do Porto, embora nestes jogos a classificação de pouco servir. Jogos entre os três grandes em Portugal são vividos de uma forma intensa e com prognósticos reservados, para muitos apenas no fim do jogo. Vale a imprevisibilidade dos resultados, já que nos últimos anos a fasquia dos clássicos em Portugal tem sido bastante elevada, com resultados gordos, qualidade de jogo digna dos melhores campeonatos europeus e emoções mistas por parte dos adeptos desses clubes.

Um clássico significa emoção em Portugal, na época passada as duas entidades que viviam mais o jogo na equipa nortenha saíram do clube, o treinador e o ponta de lança goleador, Falcao. Sobretudo este primeiro era um motivador dentro da equipa, alguém que encorajava os jogadores e vibrava com os jogos de uma maneira pouco comum, não contendo as suas emoções, fossem elas boas ou más, junto do banco de suplentes. Muitas alegrias teve o treinador como também o seu adjunto na época passada e atual treinador principal da equipa, Vítor Pereira. Pinto da Costa jogou pelo seguro promovendo-o depois da saída do jovem treinador que está no Chelsea. Por outro lado os termos alegria e emoção não foram vistos em Alvalade, dado o mau momento que o clube viveu na época passada. Conta com um novo treinador depois das saídas aguardadas de José Couceiro e Paulo Sérgio do Sporting, que está a fazer uma excelente época no Hearts tal como Couceiro fez no Lokomotiv de Moscovo.

Isto para dizer que não se sabe o que esperar deste jogo que pode fazer com que o Sporting se aproxime do Porto e da liderança do campeonato, imaginando um deslize de um dos líderes do campeonato na Marinha Grande neste fim de semana. O que se pode esperar é um excelente jogo de futebol com as duas equipas na máxima força, com táticas iguais às que costumam usar. Não existem lesões que obriguem a uma mudança drástica no futebol de qualquer equipa interveniente. No Sporting já existem reforços, entre eles há Renato Neto que pode ser a grande surpresa na titularidade. James continua em dúvida e apenas na véspera do jogo se saberá se realmente jogará ou não.

Para finalizar esta antevisão, há que falar de Moutinho. Saiu do Sporting em busca de títulos na época passada, sendo uma das transferência mais sonantes e surpreendentes da história do futebol português. Será assobiado ou aplaudido em Alvalade?