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  Após o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, edição 2014/2015, as notas dominantes para os clubes são duas: o equilíbrio e a imensidão de regressos de elite a terras portuguesas. Nomes como José Mourinho e André Villas-Boas irão cruzar-se com Sporting e Benfica respetivamente, os dois grandes lisboetas. E por muito mais emocionante que pudesse ser ver qualquer um destes treinadores a enfrentar o seu antigo clube, FC Porto (o Benfica seria também válido para Mourinho, tendo em conta a curta passagem do técnico de Setúbal nos encarnados), a verdade é que tão sonantes regressos não podem passar ao lado do verdadeiro adepto de futebol, assim como a imprensa que dá uma acentuada - e justa - importância a estes acontecimentos.

  Ainda na onda dos regressos, falar dos muitos regressos a Portugal de internacionais portugueses ou jogadores que já foram felizes em Portugal. Além dos mais sonantes como os de Moutinho, Witsel, Hulk ou Falcao é importante não esquecer que Zlatko Zahovič está de volta, agora como diretor desportivo do Maribor. Novamente, não é estádio que mais certamente gostaria de visitar, tendo em conta as suas passagens por Benfica e Porto, mas um regresso a Portugal será sempre bem visto. O seu filho Luka é a principal referência do Maribor, adversário esloveno do Sporting, e já leva 3 golos na liga. Tem apenas 18 anos e formou-se no Benfica até 2007.  Duma vista geral a quantidade de regressos - e que regressos - proporcionados a jogadores ou treinadores que já passaram no país é algo verdadeiramente incrível e uma das principais atrações para as equipas lusas nesta edição da liga milionária.

  Incrível é também o equilíbrio nos grupos, sem exceções, no que toca às equipas portuguesas. Apesar da maior inexperiência dos leões tendo em conta a ausência da competição durante alguns anos é preciso ter em conta que a permanência na Europa é o cenário mais possível e o apuramento aos oitavos-de-final não é uma possibilidade de todo ignorada; segurar William Carvalho será importante para Bruno de Carvalho no campo desportivo, porém a sua transferência poderá ser aliciante no campo financeiro. O alargamento para o final do mercado a 1 de setembro é mais uma motivação para os pretendentes, uma preocupação para a equipa da capital portuguesa. O mesmo se passa com o Benfica, equipa que tenta segurar as suas joias mais brilhantes até ao fecho do defeso. Mais tranquilo, o FC Porto do aniversariante Julen Lopetegui passou de forma tranquila e coerente o playoff de acesso à fase de grupos e, apesar das terríveis deslocações à Ucrânia e Bielorrússia, é favorito a triunfar nesta fase. Resta saber que Athletic irá encontrar, o principal rival pela liderança do grupo.

  Enfim, muito há para dizer e são inúmeros os critérios utilizados para todas as especulações. A Crónica Futebolística dar-lhe-à as informações fulcrais sobre os adversários das equipas portuguesas na Liga dos Campeões durante as próximas semanas.

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  Começou a Primeira Liga edição 2014/2015. Muita especulação sobre o que poderia eventualmente (ou não) acontecer na ronda inaugural da principal competição do futebol português depois dos habituais problemas financeiros e burocráticos que assombram os órgãos mais poderosos do futebol português. Não tendo isso em conta, porque a novela acaba por ditar sempre o mesmo destino, pode-se dizer que arrancou o campeonato com algumas surpresas e destaques, quer pela positiva quer pela negativa. Muita expectativa para ver a estreia de Lopetegui, o regresso do Boavista, o desempenho do Benfica e a afirmação imediata do Sporting como candidato ao título, mas não sem antes passar a revista aos típicos candidatos à Europa. Com um recorde quebrado e 22 golos marcados, esta é a 1ª edição do "melhor e pior" da Primeira Liga que a Crónica Futebolística lhe apresenta. Começamos, portanto, com os destaques positivos.

+ O MELHOR

 

+ RÚBEN NEVES E A EXPEDITA CONSTRUÇÃO DE JOGO DE LOPETEGUI: Mais uma dúzia de novos reforços, um novo técnico e lotação esgotada no Dragão para assistir ao regresso dos azuis e brancos aos jogos oficiais. A maior surpresa no onze escalado pelo técnico espanhol acabou por não ser nem Oliver nem Brahimi, mas sim o jovem Rúben Neves. Fez uma pré-época espantosa e depois de terminar a sua 2ª e última época como juvenil - a Crónica Futebolística teve oportunidade de observar o jogador, capitão de equipa, num encontro a contar para o campeonato nacional de juvenis - deu o salto para o plantel principal, onde irá certamente permanecer, sem passar por qualquer outro escalão de formação. Escusado dizer que é um dos poucos jogadores no passado recente do futebol português capaz de realizar tal proeza. Com a dura tarefa de substituir Fernando, jogador que deixa saudades no Dragão, o jovem Rúben de apenas 17 anos conduz o jogo de forma primorosa e superioriza-se ao polvo no contexto da rápida construção e variação de flanco - uma arma de Lopetegui - com passes longos. Tornando-se o mais novo de sempre a marcar pelos dragões no campeonato, o jovem médio português consolida uma rápida habituação dos processos que Julen Lopetegui vai implementando na equipa capitaneada por Ricardo Quaresma. Vale a pena referir: Neves joga no FC Porto desde os 6 anos de idade.

+ JESUS FEZ O QUE NINGUÉM FAZIA DESDE TRAPATTONI EM 2004: Vencer na 1ª jornada é sempre complicado, até para um clube grande cujo favoritismo pode parecer evidente. O sucesso do Benfica na temporada passada contrastou com a má pré-época e algumas contratações ditas como furadas para o plantel encarnado, o que gerou enorme expectativa sobre o possível desfecho e desempenho da formação de Jorge Jesus na jornada inaugural da Primeira Liga 14/15. Após uma Supertaça onde faltou eficácia e discernimento na hora de finalizar, Jorge Jesus enfrentava Paulo Fonseca num duelo entre águias e castores a iniciar as hostilidades no campeonato. Apesar da igualdade no número de remates, um mero dado estatístico, foram os campeões nacionais que se superiorizaram em quase todos os instantes do jogo, tal como aconteceu no Dragão, em modo de comparação. O Benfica venceu, ofereceu uma imagem mais tranquila aos adeptos e venceu na 1ª jornada, algo que não fazia desde a época 2004/2005 quando bateu o Beira-Mar.

+ A LUTA PELA EUROPA FARÁ FAÍSCA NO MINHO: Sporting de Braga revitalizado e rejuvenescido com Sérgio Conceição, um Vitória SC novamente renovado por Rui Vitória, o milagreiro de Guimarães. As duas formações nunca esconderam a imensa rivalidade e na presente temporada existem grandes expectativas para ambos os clubes, apesar da equipa da cidade berço poder sofrer mais a longo prazo com as saídas de jogadores fulcrais como Paulo Oliveira, Leonel Olímpio ou Marco Matias que já se estreou pelos insulares do Nacional. E a verdade é que ambas as formações minhotas impressionaram na sua estreia, apesar dos bracarenses terem tido uma estreia mais facilitada contra o pouco agressivo, pouco criativo e ainda inexperiente Boavista. + PEDRO TIBA: Marcou aquele que será um dos golos mais rápidos da Liga nos últimos anos. Em posição privilegiada o antigo futebolista do Vitória de Setúbal assinou o 1º frente ao Boavista, estavam decorridos 56 segundos de jogo. + BERNARD: Deu nas vistas na pré-época depois de um golaço do meio-campo e voltou a encantar em Barcelos; um grande golo e robustez no miolo deram ao jogador ganês confiança acrescida por parte do técnico Rui Vitória. + RÚBEN MICAEL: Grande golo, grande exibição. Um médio a ter sempre em conta.

+ A DEFINITIVA AFIRMAÇÃO DE CARRILLO: Depois duma pré-época consistente e com um ritmo aceitável, Marco Silva pode ser o 1º treinador do Sporting a confiar plenamente no extremo peruano que nunca fez mais do que 1500 minutos no campeonato, alvo equivalente a cerca de 16 jogos. Acaba assim Carrillo por nunca se ter afirmado definitivamente como titular no Sporting, algo que pode mudar nesta temporada com a sua maior regularidade exibicional - algo que faltava - e com a questionável cedência de Wilson Eduardo ao Dínamo de Zagreb.  

+ RUI PEDRO: Pouco se ouvir falar no português após o fantástico hat-trick ao Braga na Liga dos Campeões, na altura atuando pelo Cluj. Acontece que 2 anos após esse enorme feito o médio de características ofensivas, que também pode jogar a extremo, volta ao futebol português para representar a Briosa. Formado no Porto, o jogador nascido em VN de Gaia acabou por ser um dos melhore sem campo no duelo entre Sporting e Académica, mantendo uma exibição brilhante ao longo da partida. A gestão adequada do esforço do jogador, assim como o seu posicionamento em campo, serão armas que Paulo Sérgio pode utilizar de forma determinante para vingar na presente temporada.  
+ GUARDA-REDES: Não só nesta partida, mas em todas, os guarda-redes puderam estar pelo menos por uma ocasião em plano de evidência. Não houve erros crassos e os guardiões que alinharam na 1ª jornada podem dormir em paz. Artur com uma grande penalidade defensiva e Patrício com uma defesa quase estratosférica destacam-se, mas no plano coletivo foi uma jornada tranquila, no que toca a erros, para aqueles entre os postes.

+ SURPRESA NO FUNCHAL: Manuel Machado não começou da melhor forma a sua temporada ao serviço do Nacional. Os insulares perderam na Choupana com o recém-promovido Moreirense, equipa de Miguel Leal que alcançou a vitória com um golo de Rámon "Tacuarita" Cardozo, jogador que na temporada passada esteve em Setúbal. Um dos principais destaques do jogo acaba por ser a ausência de Suk da titularidade, coreano que acabou por entrar na 2ª parte, mas sem sucesso.  

+ RIO AVE E PEDRO MARTINS CONFIRMAM GRANDE ÉPOCA: A primeira vitória europeia da história do clube, a boa imagem na Supertaça e uma vitória a abrir o campeonato. Pedro Martins lidera um grande plantel, mas é também ele um grande treinador. O ex-Marítimo derrotou o Setúbal por 2-0 num embate com 3 expulsões. As estreias de Domingos Paciência e Lukas Raeder, antigo guarda-redes do Bayern, foram os destaques no lado sadino. As más notícias para os vilacondenses são mesmo as anunciadas partidas de Marcelo e Filipe Augusto.  

+ 22 GOLOS, E QUE GOLOS: Pintassilgo fez um belo golo no último da jornada, no empate do Arouca frente ao Estoril, dando a entender que esta pode ser uma época com mais e melhores golos na Primeira Liga. Uma média de 2,4 g/pj é um indicador deveras positivo que reflete a competitividade - ou o crescimento da mesma - na liga. No campo dos golos as formações que se destacam, tendo em conta o seu poderio ofensivo nesta jornada, são as do Belenenses - que surpreendeu com uma vitória importante em Penafiel -, Vitória SC e SC Braga, todas com 3 golos. Apenas 5 equipas das 18 não marcaram golos nesta ronda inaugural.

Está feita a análise da Crónica Futebolística ao melhor da 1ª jornada da Primeira Liga.

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  É sabido que o FC Porto não tem sido muito feliz quando vai jogar a Alvalade. A estatística de pouco serve - e de resto não é esta que vai para dentro do campo daqui a menos de uma hora. Em Lisboa encontram-se duas equipas com objetivos completamente distintos, sendo que uma delas olha para o topo e outra tem que, atipicamente, olhar para o fundo. O mau momento do Sporting tem-se prolongado por já um número considerável de épocas, enquanto o Porto solidificou o seu estatuto de melhor clube português no século até à presente data. São dois grandes portugueses com duas ambições e realidades completamente inversas; joga-se um clássico de duas faces na capital do país.

  O "graúdo" Jesualdo reencontra a equipa pela qual foi feliz, vencendo 3 campeonato em apenas 4 anos. O ano em que não levantou a taça da liga portuguesa deveu-se a um Benfica endiabrado e, diga-se, a um Braga que surpreendeu muita gente. Agora no outro lado da barricada e com uns 66 anos marcados por uma experiência incrível como treinador, Jesualdo tem a função de tentar contribuir para a fuga do Sporting do (quase) fundo do poço em que se encontra. Já o "miúdo", Vítor Pereira, tem a ambição de se tornar novamente campeão pelo Porto, o segundo do técnico e o terceiro consecutivo numa onda vitoriosa iniciada por Villas-Boas numa das melhores épocas da história do clube azul e branco. Desta feita, com 44 anos, a missão para o antigo treinador do Santa Clara e Sp. Espinho é complicadíssima: ganhar em Alvalade sempre foi um problema para os portistas, num jogo que irá ser marcado por reencontros: Miguel Lopes, Varela, Izmailov, Liedson e o próprio Jesualdo Ferreira. Moutinho deverá ver o jogo na bancada devido a lesão.

  Extremamente complicado para o Porto pontuar no estádio de Alvalade em jogos a contar para o campeonato. Se formos virar a enciclopédia do princípio ao fim registam-se 78 jogos, ao todo, entre estas equipas no estádio de Alvalade. Dado o momento atual da equipa da casa neste jogo é surpreendente dizer que tem mais do que o dobro das vitórias do Porto, mas a verdade é que a equipa verde e branca tem desde sempre feito a vida negra aos dragões. 42 vitórias para o Sporting, 17 empates e apenas 19 vitórias para o Porto é o registo geral de encontros entre estes 2 colossos do futebol português em portas dos leões. Para sorte dos dragões a estatística não passa apenas disso.

  Tem sido de facto duro ser adepto do Sporting nesta época, imagino. Desilusão atrás de desilusão tem manchado mais uma época da equipa leonina que, como habitual, prometia. Mas tal como a estatística... não passa apenas disso. Um arranque duvidoso e muitas confusões marcaram o 2012 do leão e como era esperado a crise passou para o novo ano. O facto da equipa já ter tido 4 treinadores nesta época explica muita coisa. O Porto, por sua vez, apresenta uma realidade completamente diretiva. O projeto desenvolvido passa pela continuidade e, consequentemente, pela tranquilidade. Tendo ficado 4 anos no FC Porto, Jesualdo Ferreira tornou-se num treinador muito bem sucedido pelos lados do Norte. Claro que nesses dois pares de anos o agora treinador do Sporting também teve momentos maus, mas é certo que não foi despedido aquando dos seus desaires. Já Vercauteren...

  Outro aspeto que tenho de referir são as constantes mudanças no futebol do Sporting. Com 4 treinadores diferentes só nesta época (contando também com Oceano que curiosamente defrontou o Porto na 1ª volta) a forma de jogar nesta equipa está a ser constantemente desregulada e modificada: desde a pouca disciplina tática de Ricardo Sá Pinto aos métodos cuidadosos e inteligentes de Jesualdo que tenta agora imprimir irreverência na equipa com a inclusão dos elementos mais carismáticos e dotados da equipa B.

  Tem sido regra para o FC Porto mudar pouco de época para época ao contrário do que acontece com o adversário desta noite dos azuis e brancos. A época começou com apenas uma novidade no 11 base do técnico Vítor Pereira: Jackson Martínez. Uma aposta ganha que, não fazendo esquecer Falcao na sua totalidade, está a dar uma réplica deveras impressionante. Se 22 golos em 20 jogos no campeonato não é impressionante, então poucos registos o são. O colombiano veio, viu e venceu.

  Duas realidades diferentes, uma equipa no topo do futebol nacional e outra, de forma não muito surpreendente tendo em conta épocas anteriores, a lutar para não se afogar no fundo.

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Arrisco dizer que, apesar das bocas que deverei ser alvo, neste momento um dos cancros do Sporting é a precipitação dos adeptos. Para um clube com estatuto de grande é normal que as expectativas sejam altas, ainda para mais com as eternas promessas de treinadores e dirigentes que vão entrando e saindo como quem vem de visita guiada prolongada. O Sporting está mal e apressar as coisas não ajuda, é um facto que tem tudo de real. Há vários factores/teorias que o explicam, desde a indiferença dos jogadores perante o símbolo que transportam dentro de campo à negligência de presidentes incapazes.

E se (continuarmos) a pensar por uma lógica coerente a tendência é piorar. Quanto maior é o desespero maior é a revolta, a angústia e a energia negativa que sai cá para fora. É preciso ter calma, o problema já vem de trás. Enquanto uns falam de Godinho Lopes recusam-se a falar dos jogadores que mal ficam com uma pinga de suor a cair-lhes pela face abaixo. Temos de ir por partes e tentar descobrir o que está mal, claro está.

- A equipa esforça-se pouco e passa indiferente ao jogo em muitos períodos. As causas são simples, porém complexas de explicar/solucionar. Se bem que um profissional que ganha milhares de euros por mês está sujeito a uma pressão elevada é preciso perceber que estão lá dentro pessoas a representar o clube e, como é óbvio, assobiar e mandar vir a toda a hora não ajuda. A intolerância tem os seus limites, é como tudo na vida.

- Diga-se de passagem que os dois recentes treinadores são fraquíssimos. Sá Pinto tinha de compreendo que um "vamos (censurado)" não é suficiente para pôr uma equipa a jogar à bola e, mais importante de tudo, exercer coerentes e eficazes rotinas coletivas que permitissem ganhar jogos. Sem fio de jogo, modelo e/ou ideologia definida era difícil dar uma para a caixa. Oceano não era solução, mau era se alguém achasse o contrário.

- Presidente/dirigentes com declarações/bocas que apenas enfureceram ainda mais os adeptos que, por sua vez, descarregam dentro do retângulo de jogo. Pressão acrescida e desnecessária para os jogadores.

Por um lado a vinda de Franky Vercauteren é bem pensada. De acordo com o Record (não que seja totalmente credível, mas isso até o freguês da esquina já sabe) o belga é daqueles ossos duros de roer. Foi descrito como duro e exigente, podendo ter uma influência maior no balneário. Não que Sá Pinto, por exemplo, não o fosse, mas o factor principal é a experiência do belga. Sá Pinto não a tinha, não a podendo conciliar com outros elementos que fazem um treinador. A teoria mais simples é começar dum ponto (que já bateu no fundo) em que ou vai ou racha. Simples mas arriscada. E, já se sabe, que pela mínima comichão vão rolar cabeças. Sejam pacientes a partir daqui, senão ninguém vai a lado nenhum, sportinguistas.

O Borussia começou do 0 e está onde está, mas nós estamos em Portugal onde as mentalidades são diferentes e incomportáveis. Não me passa pela cabeça um clube como o Sporting ter coragem para largar tudo e percorrer um novo caminho. Não consigo racionalizar isso na minha cabeça, embora seja uma solução viável a longo prazo. Mas mais uma vez há uma seta a apontar para o principal neste texto: intolerância.

Felizmente tive o privilégio de ir ver o Sporting B jogar, um molho de miúdos com formigas nos pés. As suas trocas de bola eram fenomenais para um Santa Clara esbarrado à parede. O futuro passa por eles, pelos jogadores que mostraram uma garra muito superior aos jogadores da equipa principal. Pena os clubes rejeitarem dar mais oportunidades a estes jogadores. Vercauteren já treinou com 6 jovens e, mais cedo ou mais tarde, estarão eles a jogar na equipa principal, digo eu. José Dominguéz montou uma equipa com uma naturalidade tática ao nível dos melhores. Nota-se uma cultura extremamente evoluída com trocas de bola à Barcelona, com a maior tranquilidade e serenidade possível. Escuso de me pôr com individualidades quando o coletivo é o que mais interessa nesta equipa.

Tenham paciência, apesar da situação estar francamente má. Este é o conselho que posso dar aos verdes neste preciso momento. Dizendo que provavelmente Vercauteren não fará toda a diferença, pode ser a luz ao fundo do túnel que ao passar dos tempos vá aumentando de intensidade. A culpa não é dum elemento só, é de todo o hiperónimo, cada um com a sua quota. E todas as partes tem que cooperar para bom funcionamento duma instituição que tem de ter dias melhores, para bem do futebol nacional. 

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  O maravilhoso gesto técnico de Jackson abriu o caminho para a vitória do Porto frente a um Sporting que muitos chamariam de fragilizado ou mole. A verdade é que, sem obter uma exibição brilhante, os lisboetas deram uma boa resposta no estádio dos bicampeões nacionais. Dentro dos possíveis e sem exageros, claro. Em poucas sessões de treino era impensável que Oceano conseguisse montar uma equipa completamente diferente daquela que era a imagem de Ricardo Sá Pinto. A vitória portista vem deixar a equipa azul e branca com 8 pontos de vantagem sobre os leões, distanciando-se do Sporting de Braga e colando-se novamente ao Benfica na liderança isolada do campeonato.

  Pela entrada no jogo pareceram nulas as chances do Sporting obter um resultado positivo no jogo. Não atacava (quando conseguiram o seu primeiro ataque, sem perigo qualquer de resto, já a equipa da casa disponha de uma mão cheia deles), tinha dificuldades em transpor o meio-campo o adversária e tentava persistentemente partir para transições rápidas com passes em profundidade. Mas mal, claramente. A defesa alta do Porto foi parte da estratégia montada por Vítor Pereira e, de resto, não foi a primeira vez que isso mesmo aconteceu. Frente ao Vitória, no mesmo estádio, os azuis e brancos já tinham montado essa estratégia, quebrando quais tentativas de transições do adversário. Mais complicada ficou a tarefa quando Jackson fez o que a imagem de cima mostra. Luís Freitas Lobo chamou o golo de poema, uma obra de arte futebolística. Permitam-me concordar. A partir daí houve quem adormecesse.

  O Porto marcou um excelente golo, como se sabe. Danilo assistiu Jackson para o golo inaugural. Às palavras de Vítor Pereira, é um gesto habitual para o colombiano nos treinos, tentando colocar essa habilidade como seu apanágio. Porém, a equipa em vantagem adormeceu. Marcou e abrandou, recuou. Mal, diga-se. Não é coisa que se faça... sendo o adversário bom ou mau. O Sporting começou a expor-se, mas sem arriscar em demasia. 

  De resto o seu onze já foi montado com um certo cuidado, privilegiando e adornando uma atitude mais cautelosa. Não defensiva, cautelosa. Pranjic rendeu Capel por isso mesmo. É um jogador muito polivalente, algo que o Sporting certamente anotou aquando da sua aquisição. Joga a defesa, a médio e a média-ala. O cuidado foi travar Danilo, esse perigo à solta. Nem Pranjic nem Insúa deram muito nas vistas no ataque. Mau era, com James e Danilo no mesmo flanco. O mesmo fez um passe de luxo para aquela obra de Martínez. A verdade é que com essas cautelas o Sporting começou a descair o seu jogo para a direita e para o centro. Izmailov e Carrillo eram os mais chamados, Wolfswinkel roçou o ridículo.

  O melhor período do Sporting aconteceu na segunda metade da primeira parte. Começou a ficar por cima na partida e empurrou os seus blocos, de forma a forçar um atrito que baixasse a defesa do Porto. Resultou e começaram a surgir lances de relativo perigo, mas faltou clarividência e alguém que pudesse manter o mesmo nível de objetividade dos restantes (que não foi extraordinária). Por outras palavras, faltou um Jackson no Sporting. Alguém que pudesse ter olhos firmes para a baliza e igualmente ajudar na construção de jogo ofensivo. Ricky van Wolfswinkel mostrou porque é que está a ser criticado fortemente pelos adeptos do Sporting. Marca pouco, enrola demasiado os lances e tem decisões estapafúrdicas na conclusão dos mesmos. Ao intervalo o Porto vencia. As reações eram divididas, o Sporting ia para o túnel com expectativas altas para a etapa complementar. 

  Essa mesma foi mais equilibrada, com o Porto a ganhar nova vida com Atsu, esse craque. Num par de lances fez mais do que em Varela em quase 70 minutos. Cada vez mais sobe na escalada para a titularidade. É um jogador que tem olhos para a baliza, tem bons pés e, mais importante, não complica como o seu concorrente no lugar. Ganha-lhe por isso, convém referir.

  Há também que também nas grandes penalidades, esses lances tão controversos. Não sou árbitro, não tenciono tirar qualquer tipo de curso para tal. Mas há que dizer que no 1º lance a bola toca na mão/no braço de Cedric. Intencional? Provavelmente não. Se é motivo para grande penalidade? Deixo ao cargo de Jorge Sousa que certamente sabe mais do que eu. São casos que deixam dúvidas a todos, sendo interpretados de forma diferente. Para isso nem há discussão possível, pontos de vista continuarão a sê-los independentemente das forças gravíticas que os tentam negar. O segundo lance foi, igualmente ele, controverso. À vista desarmada a grande penalidade é indiscutível, mas vendo a câmara dos pássaros, às palavras de Freitas Lobo, deixou muitas dúvidas. Jackson corre várias etapas mentais em frações de segundo:

- Apercebe-se que está a ser diretamente marcado;
- Aproveita o ligeiro contacto que existe, lançando-se ao chão. O árbitro reconheceu o contacto.

  Não há que condenar Jackson, foi inteligente. E o central do Sporting sabe certamente que contactos na grande área são sempre motivos de conversa e dúvidas. Foi imprudente, pagou caro. James não falhou, Rui Patrício não deixou. Boulahrouz deverá ter sido a cara do desalento, num jogo em que ainda havia esperança para os visitantes. Esperançosos e emocionais estavam eles, jogavam pouco com a cabeça. 

  Há que ver alguns aspetos de bloco de notas (táticos) muito rapidamente. James a 10, Moutinho mais recuado, a liberdade que James teve para inventar lances, Fernando mais atrevido que o normal e Otamendi que quis valer por ele e Maicon. Isto no lado azul e branco, claro. O facto do colombiano estar a jogar numa posição mais interior permitiu que (imagine-se) Martínez adoptasse outra posição. Uma mais descaída para a direita, parecia trocar ele com o seu compatriota. De resto esse flanco foi muito mais usado, com Atsu também em evidência. Teve um lance digno de aplausos no lado direito, progredindo em direção à área. Noutras notas, há que destacar o bom jogo de Carrillo. Criativo, esforçado... mas imaturo, porém. 

  Não sendo um jogo brilhante, foi consistente para o lado azul e branco. Já para os verdes foi um jogo onde pouco se esperava. Nada que surpreendesse, dados os resultados mais recentes. As marcas ainda devem estar visíveis, nada que não se compreenda.  Novamente o Sporting mostrou ser uma formação muito impulsiva, de resto à imagem de Oceano, se querem pôr as coisas nestes pontos de vista. Jogaram mais uma vez de cabeça quente, faltando espaço para esvaziar as ideias em vários períodos do jogo. Nos lances mais valioso, houve Hélton. Patrão, esse.

  Vitória fundamental para os lados portistas. Defesa consistente e sem erros, meio-campo muito trabalhador e ataque, regra geral, criativo e objetivo. Jackson mostrou ter habilidade para concretizar lances difíceis. Já o Sporting, não demonstrou uma qualidade avassaladora. Previsível. Há agora dois líderes no campeonato. O Sporting, mais em baixo na tabela, olha para a lista de possíveis substitutos para ocupar um lugar no banco de suplentes. Fala-se em estrangeiros. O Porto segue a sua atividade amanhã, apenas com a situação Maicon para se preocupar.

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  Sabe-se que a meio da semana os dois adversários de hoje tiveram momentos completamente distintos no que toca a compromissos europeus. Começando pelas viagens. O Porto ficou-se pelo Dragão, enquanto que o Sporting viajou até à Hungria para defrontar o Videoton de Paulo Sousa. Os desfechos dos jogos em questão também foram diferentes, não fosse o Sporting despedir Sá Pinto se este tivesse vencido em terrenos forasteiros. Já os dragões conseguiram vencer o Paris Saint-Germain com uma exibição de gala, rara nos tempos de Vítor Pereira. Agressividade, discernimento, objetividade e criatividade caracterizaram os 90 minutos portista em relvado português. As duas equipas em momentos distintos encontram-se hoje. É a guerra do curado (depois de falhar a vitória frente ao Rio Ave) e do ferido. Na teoria já se sabe como seria o desfecho, porém existe quem diz que os clássicos são jogos à parte, que ignoram completamente a corrente de jogos recentes. Noutra palavra, imprevisíveis.

  A saída de Ricardo Sá Pinto vinha sendo anunciada, tanto que "previsível" e "natural" foram palavras ditas aquando da sua saída, após a derrota pesada face ao Videoton. Impossível não prever este abandono da cadeira de sonho, a não ser que se pensasse mais à frente. As repercussões de despedir um treinador poucos dias antes dum jogo frente a um dos maiores rivais. O treinador interino, Oceano Cruz, teve poucas sessões de treino para organizar a equipa à sua mentalidade. Será suficiente para colocar a semente de cultura tática que terá que se desenvolver antes do apito inicial de Jorge Sousa?

  O principal problema de Sá Pinto era a (falta de) experiência que ele trazia. Esta foi a sua primeira aventura como treinador principal e terminou desta forma amarga, vendo o que ele mesmo conseguiu na época passada, na Liga Europa (mesmo assim sem nunca dar nas vistas por uma qualidade de jogo soberba). Faltava fio de jogo, conhecimento tático e... fazer com que as qualidades de cada jogador fossem bem espremidas. Oceano tem feito um excelente trabalho na equipa B, mas convém referir que é uma equipa a atuar num escalão inferior. Há (muitas) menos exigências táticas.

  Vítor Pereira, na antevisão para este clássico do futebol português, revelou que quando a sua equipa "é agressiva e imprime um ritmo forte" os seus adversários têm bastantes dificuldades em recompor-se. Nada de novo aqui, mas é importante para a sua equipa que o líder tenha noção disto. Frente a uma equipa do Sporting sem rotinas com este interino uma entrada de rompante com transições rápidas e mudanças de ritmo com Atsu/Varela ou James serão preponderantes para começar bem e, quem sabe, assustar os leões. Caso a equipa da casa consiga imprimir a teoria do treinador será complicadíssimo para o Sporting sair a jogar com clarividência. Daí a necessidade de Capel e Carrillo, desequilibradores nos flancos. Outra arma portista é a defesa alta, um método arriscado, mas eficiente para parar contra-ataques como mostrou o embate frente ao Vitória SC. O miolo com Fernando, Lucho e Moutinho será fundamental para ganhar bolas e lançar ataques mortíferos, pois claro. Moutinho também é centro das atenções... vá-se lá saber porquê.

  Na primeira vez em que estes treinadores se encontram a expectativa é muita. Dum lado o já experiente Vítor Pereira que cumpre a sua segunda época como técnico principal do FC Porto, esta preparada devidamente, depois de ser o treinador de recurso depois da saída do prodígio André Villas-Boas. Oceano também entrou em condições caóticas para o Sporting, mas muito mais mesmo. Uma coisa é entrar no final da pré-época, outra é entrar numa altura corrente da época depois duma sequência de maus resultados. Tarefa dura, mesmo à medida do antigo internacional português. Talvez árdua demais. Estarão os jogadores motivados, dada a vontade de dar um pontapé na crise, de impressionar?

  Os factos estão expostos. O Porto está numa melhor forma, tem jogadores mais motivados, joga em sua casa e tem certamente uma grande vantagem à partida para esta partida. Mas não subestimem o poder dum clássico português. Imprevisível como tudo, lá está. Neste dia de clássicos, Portugal vai parar para ver qual será a reação leonina, com os benfiquistas sentados no sofá com o dever de missão cumprida. Joga-se a liderança dum lado, a cura para o orgulho ferido noutro.

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  13 de fevereiro de 2012: Sá Pinto assina com o Sporting.
  8 de março de 2012: Sporting no céu, vencendo o Man. City em Lisboa. Sá Pinto é herói leonino.
  4 de outubro de 2012: Em véspera de feriado, Sporting é humilhado na Hungria e Sá Pinto é despedido.

  No Sporting 1 dia vale por 1 mês, os ciclos terminam mais regularmente e isso mesmo já se tornou um processo previsível. Seja em treinadores, quer em dirigentes. José Eduardo Bettencourt que o diga. No clube leonino rapidamente se passa de besta a bestial, mas mais rapidamente se compreende o processo inverso. Depois dum período vitorioso que passou da dezena de jogos, o na altura treinador Domingos Paciência desesperou com a falta de carburação da equipa. Talvez tivesse sido o espírito festivo a causar isto, quem sabe... verdade foi que a máquina não carburou de final de novembro a meados de janeiro. Derrotas frente a Vaslui e Gil Vicente (já em fevereiro) justificam claramente a minha afirmação anterior.

  Domingos Paciência foi um herói em Braga, levando o clube a alguns dos melhores momentos da sua já longa história quase centenária. Junto com a gestão exemplar de António Salvador (para muitos o impulsionador deste Braga que começou a emergir no topo nestes últimos anos) o antigo avançado do FC Porto conseguiu algo inédito no clube: lutar pelo título. Fê-lo com 71 pontos em 30 jogos, menos 5 que o campeão SL Benfica. Fez-se a festa na Luz, enquanto que certamente desesperaram os bracarenses na Choupana. Curiosamente os 71 surpreendentes pontos que os minhotos conquistaram nesse campeonato eram suficientes para vencer o campeonato na época 2008/2009, onde o Porto foi campeão. Foi, de resto, a penúltima época de Jesualdo.

  Na época seguinte (2010/2011) só um Porto imparável impediu o Braga de conquistar o segundo troféu europeu da sua história (se contarmos com o já extinta Taça Intertoto). A vitória azul e branca em Dublin fez cair por terra as ambições dos vermelhos, mas abriu muitas portas a Domingos pela prestação incrível nos dois anos que treinou o SC Braga. Estranho se assim não fosse, de facto. O Sporting foi o clube escolhido pelo técnico, mas o mesmo tempo sabia que os tempos não eram fáceis. A paciência começava a esgotar-se, idem a tolerância para constantes despedimentos de treinadores. Paulo Bento e Carvalhal que o digam. Toda a gente depositava confiança nesta equipa do Sporting. Novo treinador, plantel renovado. A verdade é que Domingos falhou como muitos outros. Que influência pode ter dito aqui a tão criticada direção de Godinho Lopes?

  Sá Pinto foi o escolhido para a suceder Domingos. Também ele um ex-jogador com grande marca no futebol português e ídolo para muitos sportinguistas. Mas o problema estava à vista! Sá Pinto pertencia a um grupo de ex-jogadores com grande experiência, mas sem credenciais para treinador principal dum clube que aponta ao título em todos os princípios de época, apesar de tudo. A única experiência como treinador do antigo internacional português foi de ajunto do Leiria. Digam-me vocês então se a escolha de Godinho Lopes e da direção não foi absurda... porque motivar os jogadores não basta. Não vale de nada motivar sem coordenar. Não vale de nada encorajar sem explicar como fazer. É um erro comum o de algumas pessoas pensarem que um grande jogador dará um grande treinador. Mentira. Provas estão à vista de todos.
  A expectativa era, porém, grande. A massa associativa do Sporting estava receptiva a Sá Pinto e diziam eles que iria honrar a cadeira de sonho. Até o pode ter feito, mas faltaram os conhecimentos mais importantes dum treinador, os táticos. Quem viu o Sporting neste ciclo consegue perceber do que falo. Falta de fio de jogo, de organização tática e de discernimento para atuar com cabeça fria. Porque a equipa era desenhada à imagem do treinador: trabalhava de cabeça quente sem racionar corretamente. Entretanto chegou o 1º desafio, esse mesmo foi na Polónia. O Legia foi um adversário complicado, num clima e ambiente adverso. Seguia-se a demanda pelo 3º lugar e tentativa de brilharete na Europa.

  Uma vitória por 5-0 frente ao Vitória SC em Alvalade encheu os adeptos de esperança. Falsa, contudo. O talento individual de jogadores desequilibradores como Capel levou a melhor, tentando disfarçar o fraco desenho tático de Sá Pinto, coisa que se manteve até à derrota frente ao Videoton. Pouca organização, pressão deficiente olhando para os homens capazes de o fazer, falta de um 11 base definido e claramente a falta de conhecimentos do treinador foram os fatores principais para a rescisão do mesmo. Mesmo com isso, algumas vitórias foram sendo alcançadas (destaque-se a passagem do Sporting em Manchester). 

  O facto de ter falhado o 3º lugar não deu a Sá Pinto grande margem de manobra e é óbvio que ninguém aprende em meses. Os defeitos do Sporting mantiveram-se durante o restante tempo. A nova época veio trazer novas esperanças para os adeptos, mas passada essa mesma... muita desilusão. Apesar de não ser novidade o clube lisboeta arrancar (muito) mal as recentes épocas, a corda rebentou. E desta vez depois dum jogo na Europa, onde se costuma entrar o Sporting a um nível alto comparado com as competições internas. Não basta motivar uma equipa para ser um grande treinador. 

Amanhã haverá um teste de jogo para Oceano, o substituto de Ricardo. Terminou um ciclo, arranca outro. Embora ainda indefinido, começará com um dos testes mais difíceis possíveis. 

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  A expressão de Jackson Martínez diz tudo. Desalento, desespero e frustração foram as emoções sentidas pelos portistas após o empate frente ao Gil Vicente em Barcelos naquele que foi um começo em falso dos campeões em título. Noutro plano vemos o registo impressionante dos barcelenses frente ao Porto: os galos não perdem frente ao Porto no seu estádio desde 2005. Na altura a vitória dos azuis e brancos foi conseguida através dum golo no primeiro minuto de... Lucho González. Hoje o argentino tinha um antigo colega de equipa do lado adversário, César Peixoto. Uma peça importante também no sector intermediário da equipa da casa. Os tempos são outros e de notar que, na sua esmagadora maioria, os protagonistas também. Tomara que não...

  Em Lisboa houve confronto de titãs. Jorge Jesus versus José Peseiro, com o treinador dos minhotos a conseguir estrear-se com um grande resultado no campeonato. Diga-se que, olhando bem para os resultados dos candidatos ao título, o Braga foi aquele que se pode dar ao luxo de sair satisfeito da jornada. Empatou frente ao vice-campeão continuando assim com os resultados menos bons do Benfica frente ao clube fundado por Celestino Lobo. De resto - e apenas num dado curioso e irrelevante - o Braga atuou com a sua cor original no equipamento, verde. Neste jogo uma nota de destaque para Artur Soares Dias que cometeu um erro imperdoável, fazendo lembrar William Collum no Metalist-Sporting na passada edição da Liga Europa (se bem se lembrar o árbitro assinou grande penalidade de Insúa sobre um jogador dos ucranianos, sendo Xandão quem levou o cartão amarelo nesse lance). Artur Soares Dias expulsou Douglão por acumulação de amarelos, enquanto o jogador que realmente cometeu a infração (mão na bola dentro da grande área) foi Custódio. Conclui-se que o árbitro enganou-se no jogador a amarelar. Caricato, não?

 O Sporting escorregou em Guimarães sendo consumada a tradição deste fim-de-semana. Apesar do resultado quem viu o jogo deve partilhar a mesma opinião: infelicidade lisboeta. A equipa de Sá Pinto foi agressiva, dominando o jogo e tentando encostar o Vitória às linhas. Faltou o que o treinador leonino referiu (e bem) nas entrevistas rápidas. E dado o empate sem golos conclui-se que apenas pode ter sido uma coisa: falta de eficácia na finalização. Enquanto há um sentimento agridoce na massa associativa do Sporting os vimaranenses podem-se considerar satisfeitos pelo resultado obtido.

  Confirma-se o que se diz: a 1ª jornada é sempre diferente - e difícil para todas as equipas, diga-se -. Até ao momento registaram-se 5 empates em 7 jogos, com Beira-Mar e Académica de Pedro Emanuel a medir forças nesta segunda-feira. Vendo estes registos existem algumas questões naturais que vêm à tona, sendo a mais discutida o porquê dos empates predominantes na jornada inaugural. Maldição, enguiço, nervos, pressão... é o quê? A meu ver é uma mescla das últimas duas opções. É inegável que há sempre um nervoso miúdo antes do início duma época oficial (com a excepção de Marítimo, Porto e Académica), para mais no campeonato. A pressão é também essa inegável e motivo de ansiedade para jogadores, dirigentes e adeptos. Juntando isso aos factores particulares de cada jogo o primeiro jogo do campeonato tem sempre aquela expectativa e pressão extra no ver dos protagonistas. Se bem que, numa jornada onde as equipas estivessem mais ambientadas, os adversários - e isto focando-me nos candidatos ao título - foram de nível bastante exigente.
  
  Então, quem foi o grande vencedor da jornada? Pode-se concluir como sendo o Marítimo de Pedro Martins. Venceu nos Arcos o Rio Ave de Nuno Espírito Santo com um golo tardio. Tem já assim uma imediata margem de manobra para os adversários à Europa que à partida são o rival da Madeira e o Vitória SC. O campeonato e as classificações vão ganhar mais solidez na próxima jornada com o ponto alto a ser o Porto voltar ao Dragão para o campeonato...4 meses depois. Estará lá presente a equipa de Barcelos ou uma totalmente personalizada? Os grandes procuram no próximo fim-de-semana o primeiro triunfo.

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  Por mais surpreendente que pareça em tempos de férias não tem sido fácil arranjar um tempinho para mandar aqui qualquer coisa. Seja como for, há aqui um tópico onde há muito que escrever: expectativas, decepções, vitórias indiferentes e, a verdadeira ironia, derrotas calamitosas. Depende muito do ponto de vista e todos os anos as opiniões divergem de pessoa para pessoa. Mas isso já entra no campo da normalidade por muitas razões. Confusões nos amigáveis, compras que deixam dúvidas ou o cenário completamente oposto. Faz-se muito regularmente uma pergunta de índice filosófico (talvez nem tanto):

  É preferível vencer jogando mal (e sendo altamente eficaz, algo que pode dar uma cambalhota num estalar de dedos dependendo de alguns fatores muito específicos) ou perder nos amigáveis, tendo já um núcleo e um sistema tático bem definido que pode dar os seus frutos ao começar da época?

  Imaginemo-nos num jogo do x ou y ou no Quem Quer Ser Milionário com a ajuda do conhecido 50/50. Em 4 respostas possíveis restam-nos 2. Qual seria a escolha e, mais importante que isso talvez, quais seriam os critérios desse mesmo apontar o dedo? Resume-se em curto ou médio/longo prazo. Quanto mais bem elaborado for o sistema ou a filosofia melhor. E obviamente que um treinador com um sistema bem definido terá que criar alternativas e não improvisá-las à última da hora. Tem que estar preparado para adversidades nomeadamente já dentro do jogo. E não falo tanto em alternativas como jogador a, b ou c, mas sim uma alternativa tática que encaixe nas peças restantes como um puzzle ou uma figura construída em Legos. É certo: chegou aquela altura do ano. Onde a verdadeira ironia está presente em (quase) todas as discussões em que envolvem os diferentes desfechos da pré-época. Onde vencer não significa nada, mas perder é uma calamidade e algo tem que ser solucionado. Isto falando quando são pessoas de clubes diferentes, porque quando se fala do clube em si observa-se o cenário oposto. Para mim a pré-época não passa dum período de adaptação para novos jogadores se o treinador de mantiver. E se esse último tiver tido sucesso, um tanto melhor. Sinónimo de menos alterações na formação tática mais regular da equipa. O cúmulo para um treinador, excluindo chegar a meio da época (o que raramente resolve as coisas), é chegar na pré-época, fazer uma revolução no plantel e ter que aliar um projeto tático apropriada nesse espaço de tempo. É pressionante, cansativo e - acredito que - complicado. Eis a história de Domingos Paciência no Sporting.

Tão criticado como elogiado (uns dando mérito ao seu trabalho no Braga, outros atribuindo esse mesmo a Jorge Jesus, antecessor de Paciência) Domingos atingiu dois momentos de adrenalina incomum num clube como o Sporting de Braga. Ora lutou pelo título do campeonato até ao último minuto em 2010 como viu o Porto erguer a Liga Europa em Dublin, datava-se 18 de Maio de 2011. Lutar pelo campeonato em Lima? Dito agora parecia impossível (assemelha-se a perguntar a um grupo de adolescentes como viviam sem internet e telemóveis à 15/20 anos). Mas há dois anos essa é que foi essa.

  Domingos chegou ao Sporting na época 2011/2012 com a missão de fazer esquecer a época transata onde o Sporting tinha terminado o campeonato a uns pouquíssimos (ironia, perceba-se) 36 pontos do invicto Porto de Villas-Boas. Diz-se que a melhor altura para um treinador chegar a um clube é no início dos treinos. Isso pode ser um facto, mas não por isso deixa de ser uma tarefa de trabalho árduo. Ainda para mais quando o onze inicial é praticamente todo renovado. Agora desempregado, o futuro ainda é uma incógnita para este antigo avançado que era idolatrado por Villas-Boas. Já foi associado ao Porto, ao Olympiakos...

  Quando chegou ao Porto tinha uma função mais leve que aquela que tem agora. Estava livre de críticas, expectativas e de tudo o mais. Era treinador adjunto e partilhou a alegria de vencer 4 títulos numa só época com o então cabeça de cartaz do Porto, o jovem Villas-Boas. Criticado na passada época pelas exibições deprimentes e falta de autoridade o seu lugar foi muitas vezes posto em causa. Terá isto sido uma questão de fasquia demasiado elevada? Porque o tetra-campeonato de Jesualdo não foi propriamente conseguido por exibições brilhantes. A sua evolução como treinador no decorrer da época fez com que houvessem vitórias de Vítor Pereira contra si próprio.

  Isto para dizer que a pré-época pode parecer uma altura de descanso, dando alguns exemplos mais recentes do nosso futebol, porém pode ser a altura mais desgastante do ano desportivo, já que durante a época há tudo definido. Nesta altura há que ultimar planos, contar com o encaixe dos reforços, rever matérias menos conseguidas ou outros aspetos desejados. Os três grandes portuguesas estão a planear a pré-época a diferentes ritmos: o Benfica já terminou o seu estágio na França, o Porto defronta o Santa Clara nos Açores dia 25 de Julho (onde deverei estar presente) e o Sporting está mais contido, ainda não fez qualquer jogo. Surpresas ainda não, haverão realmente mudanças assinaláveis nesta transição de época? 

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  Como adepto de futebol justo, este jogo foi para riscar do pensamento. Mas houve algo que me ficou entalado: como é que a comissão de arbitragem deixa o senhor Bruno Paixão ser um dos árbitros de destaque do nosso futebol? Já não se trata de profissionalização dos atuais árbitros portugueses, das suas respetivas insígnias da UEFA e FIFA, mas sim de competência e respeito para com as instituições centenárias com que lidam quase semanalmente. O Sporting tem tido razões para se queixar da arbitragem, e o segundo capítulo dum insólito pode estar bem próximo. Um árbitro conhecido nas andanças de primeiro escalão pode vir a suspenso se o mesmo se recusar a arbitrar um jogo do Sporting para o campeonato, tal como aconteceu a João Ferreira (3 jogos) na primeira volta, quando foi o desconhecido da AF de Aveiro a arbitrar o jogo em que o Sporting empatou no campo do Beira-Mar. De resto foi o protagonista do jogo, sem casos que se pudessem verificar no fim da partida. O mesmo afirmou Nuno Coelho, jogador do Benfica emprestado ao Beira-Mar durante esta época desportiva. Sendo a primeira experiência desse tipo um sucesso, a hesitação por parte dos 25 árbitros principais da comissão de arbitragem não deve ser tanta.

  Ontem quem perdeu foi o Sporting e a justiça, diga-se. O Gil Vicente (além disso, com mérito pelo bom jogo que fez) foi beneficiado na partida, com uma adversidade na equipa do Sporting, que se transformaria num dia negro para todos os associados do clube. Graças a Bruno Paixão, claro. As marcas de Manchester ainda estavam presentes: jogaram num dos estádios mais difíceis da Europa na quinta-feira, num ritmo intensíssimo. De louvar é a persistência e a atitude lutadora desta equipa de Sá Pinto, que de resto começa a herdar a personalidade do antigo jogador do clube que agora é treinador. Dando um ligeiro flashback viu-se que jogar com o Gil Vicente em Barcelos pode ser frustrante. Olhando para os lugares cimeiros na classificação (pódio) apenas se salvou o Braga, que com Lima a brilhar conquistou uma vitória dificílima neste que se está a mostrar um dos campos mais difíceis para os grandes. O Benfica empatou lá na primeira jornada e o Porto saiu derrotado por 3-1, são tudo notas que valorizam este Gil Vicente.

  Barcelenses que contaram com o fator surpresa numa fase precoce do jogo. Com algum espaço livre Rodrigo Galo fez o primeiro do jogo, num remate fortíssimo a meio da rua. Isto numa altura onde o Sporting tinha começado a sentir algumas dificuldades, mérito do Gil. Brasileiro este que na próxima época deverá fazer parte do plantel principal do Braga, visto estar emprestado pelo clube de Leonardo Jardim. Mais uma adversidade para o Sporting, está claro. Como se já não fosse difícil obter um resultado positivo em Barcelos, devia pensar Sá Pinto. Que de resto teve uma postura exemplar perante tudo isto: motivador durante o jogo, exemplar a afastar os jogadores do campo para evitar conflitos com Bruno Paixão e coerente na conferência de imprensa, não acusando e culpando Bruno Paixão pelo desfecho. Postura de se lhe tirar o chapéu.

  Se me permitirem, gostava de classificar a primeira grande penalidade como fantochada. A decisão não é contestada por Schaars tocar a bola com o braço, mas sim por não ser dentro da grande área. Neste lance a culpa é tanto de Bruno Paixão como do assistente, que estava em linha com tudo isto. Grande penalidade assinalada e defendida por Rui Patrício para manter um bocado de justiça naquilo que começa a ser um jogo estragado pela arbitragem. Segundos depois da primeira grande penalidade surgiu a segunda, por mão de João Pereira (esta indiscutível). Mas pela ordem de acontecimentos, uma grande penalidade não existiria sem a outra. A verdade é que Cláudio concretizou à segunda tentativa, fazendo o seu oitavo golo no campeonato (o que é surpreendente sendo ele um defesa central). Diga-se que Schaars foi bem expulso, dada a mão na bola e uma entrada nada calculista na segunda parte. Mas o Sporting nunca deixou de acreditar, isso é um dado que pode servir de consolo, se se pode chamar assim.

  O futebol é um jogo simples e atrativo, estragado por um homem de apito neste caso. Não houve qualquer intenção de Bruno Paixão a prejudicar o Sporting (ou assim o aparenta), é apenas incompetência. É preciso chamar novamente Fernando Martins para dar uma lição de arbitragem? Críticas ao árbitro de Setúbal com razão. Fazia bem o Sporting em requisitar novamente os serviços do imparcial aveirense.

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  A mudança de treinador no Sporting não foi (embora o tenha aparentado numa fase inicial) prematura ou irracional. Aos poucos a equipa vai modelando um novo estilo de jogo e, consequentemente, inovando o seu próprio. No tempo de Domingos Paciência houveram algumas mudanças posicionais (sobretudo no decorrer dos jogos, trocas posicionais no meio-campo, com Schaars a ser talvez o homem mais polivalente naquela área), porém, numa fase, sem grande sucesso, numa altura em que nada corria bem, para que conste. Com a vida do homem que deu ênfase ao lema "coração de leão", houve um jogador que se destacou numa posição não a sua de raiz. Falo do homem da imagem, como já devem ter percebido. Daniel Carriço tem sido um jogador determinante na construção do jogo e equilíbrio entre sectores. Como número 6, ou trinco (como preferirem), o jogador ganhou um ritmo que não tinha à algum tempo. Criticado como central por alguns está neste momento a ganhar um novo dinamismo, uma polivalência que lhe pode ser essencial. 

  No reverso da medalha temos André Santos. O 6 que quer ser um 8, como disse Luís Freitas Lobo. O problema do jogador é ter, essencialmente, funções para um número 6. Construção de jogo e balanceamento do mesmo, como qualquer típico jogador a exercer essa posição no terreno de jogo. Talvez essa fosse a principal razão do seu descontentamento aquando a época extremamente negativa do Sporting no começo de 2012, aliando ao facto de não ter sido opção regular. O facto de potencialmente não render com essas funções pesa. Mas a solução é elementar, ao nível de qualquer um. Fazer avançar o jogador em circunstâncias normais, com a sua criatividade e genica (raça, atitude competitiva própria da idade do jogador de 21 anos). 350 minutos com um jogador com aspirações de futura titularidade. É francamente pouco. Outra das razões que justificam a falta de minutos de André Santos é justamente Daniel Carriço, que não arreda pé no 11 do Sporting.

  De um lado temos um 3 que virou 6, e noutro um 6 ou quer ser um 8, mas que por agora tem de se contentar com as poucas brechas que tem para mostrar o que vale. Mas isso de pouco serve se a sua posição é explícita: 6! A este ritmo é imprescindível fazer mudanças que possam prejudicar o rendimento da equipa, mesmo que para o futuro os resultados dessas mudanças venham a justificar-se. Para tal servem as pré-épocas, alturas em que as rotinas de jogo são assimiladas. Isto porque - e apesar do desapontamento no campeonato - o Sporting ainda tem duas frentes possíveis. A final da Taça de Portugal e um confronto impróprio para cardíacos em Manchester. Para mudanças já bastou ao Sporting o atual treinador do Hearts, Paulo Sérgio. O tal treinador que não tinha um base e/ou tática base. Em pouco tempo no comando do Sporting, Ricardo Sá Pinto já conseguiu dar algo de novo à equipa. Além da equipa ser sobretudo mais sólida (isto dado ao que vou referir a seguir), a alma aumentou. O lema do Sporting está a ser levado para outro nível na Europa.  

Esforço, dedicação, devoção e glória. Esta é uma das frases que descrevem o Sporting, sempre que é referido o clube lisboeta. E o facto de ser um ex-jogador que um sentimento guerreiro enorme a treinar o clube é determinante. A diferença mais relevante é essa. A garra é visível por aquilo que a equipa tenta produzir, mesmo que nem tudo saia na maior das perfeições. Um homem determinante no balanceamento de processos e um novo alento para o clube leonino, numa frente interna e europeia.

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  Passa por este homem, isso já é uma certeza. Notícia que abalou todos os adeptos leoninos foi emitida esta tarde pela comunicação social. Tomada como choque para muitos, a notícia foi previsível para outros. Apesar do voto de confiança emitido por Godinho Lopes ontem, a equipa do Sporting está a decrescer e contra o Marítimo praticou um mau futebol. Porém despedir treinadores a meio da época não é seguro. No que estava Godinho Lopes a pensar? Um novo treinador significa muitas coisas. Uma nova personalidade a comandar os jogadores, um diferente estilo de jogo (já que o atual não está a dar resultados, aliás, é difícil ver como é que o Sporting joga nesta altura) e ambições competitivas diferentes, consoante a atitude Sá Pinto. Enquanto treinador destacou-se na NextGen, onde levou o Sporting até aos quartos de final da competição, onde foi eliminado pelo Inter.

  Como jogador destacou-se, sendo jogador de seleção nacional. Mais uma vez destacou-se no Sporting, clube que representou como jogador durante 9 temporadas, em 2 períodos temporais com intervalo de 3 anos. Domingos Paciência deixa assim o Sporting sem uma declaração de despedida ou qualquer pista sobre a sua eventual saída, que se consonou nesta segunda-feira. Aqui está o comunicado da CMVM:

«Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, o Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD vem informar ter rescindido o contrato de trabalho com o treinador Domingos Paciência. Mais se informa que Ricardo Sá Pinto passará a exercer as funções de treinador da Equipa Principal do Sporting, até ao dia 30 de Junho de 2013.

Lisboa, 13 de fevereiro de 2012
O Conselho de Administração»

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  Com menor ou maior dificuldade todas as equipas que ocupam a primeira mão cheia de lugares no campeonato nacional venceram nesta jornada da Taça da Liga em dias úteis, com a exceção do Sporting que está numa crise de resultados, o que já se vem recordando de épocas anteriores. As atenções estão viradas mesmo para os lados de Alvalade, onde um par de acontecimentos marcou os dias anteriores.

    • Devido a alegadas saudações fascistas no corredor de acesso ao balneário da equipa visitante, o Sporting foi obrigado a retirar essas imagens, consideradas ofensivas. O que não se esperava é que essas imagens fossem substituídas por um...jardim com girassóis. Algo que certamente não agradará mais do que as outras imagens, aos jogadores e equipa técnica que se irão opor ao Sporting em Alvalade.

    • Bojinov foi um alvo de um processo disciplinar e de uma suspensão quase imediata depois do incidente no jogo frente ao Moreirense, desta quinta-feira. O jogador búlgaro empurrou Matías Fernández e disse que ele próprio iria marcar a grande penalidade no jogo frente à equipa de escalão inferior, num jogo que estava empatado aos 92 minutos. O búlgaro rematou para a defesa do guarda-redes da equipa de Moreira de Cónegos. Depois de Postiga e de Djálo este é o novo alvo para os adeptos do Sporting, com toda a razão.

  Os leões precisam de vencer o Gil Vicente na terceira e última jornada da fase de grupos para se apurarem, mas precisam também de terminar a fase de grupos com uma maior diferença de golos do que o Rio Ave, que vai defrontar o Moreirense. Dias difíceis para o Sporting, neste mês. De sublinhar que o

  Saltando para a Luz, o Benfica venceu o Santa Clara num jogo onde a turma de Bruno Moura jogou muitíssimo bem, dada esta grande exibição será um prazer ir ver o jogo frente ao Vitória SC, no Estádio de São Miguel. A equipa cá da terra fez valer o investimento no princípio da época, com alguns bons pormenores de alguns jogadores, como o lateral esquerdo emprestado pela Académica de Coimbra, Paulo Grilo. Mas o destaque neste jogo vai para Nolito, aliás, era difícil ser alguém senão ele. O espanhol voltou a fazer das suas. Quando entrou o jogo ainda estava equilibrado - bastante, diga-se -, mas fez toda a diferença. Duas assistências para Nélson Oliveira e Witsel fizeram dele o herói da partida para os cerca de 20.000 adeptos na Luz.

  Passamos agora para o Norte do país, onde a maior parte da ação decorreu. O Marítimo venceu o Guimarães, o Braga por sua vez venceu o Penafiel. Jogo decisivo na última jornada, com o Marítimo a defrontar o Benfica, na Luz. O Porto continua a arrastar-se frente aos adversários, desta vez contra os suplentes do Estoril. Os dragões jogaram mal e Varela resolveu. Decisões adiadas para a última jornada da Bwin Cup.

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 Devido a motivos pessoais não fui capaz de ver o jogo com bastante pena minha, já que pelo que soube foi um bom jogo de futebol e mais importante de tudo com um resultado que relança a luta pelo terceiro lugar, uma luta paralela à da conquista do campeonato que poderá também ser emocionante, com talvez Marítimo a intrometer-se. Está praticamente excluída para a maior parte dos adeptos do Sporting a conquista do título, mesmo estando a melhor do que na época passada. Isso deve-se à época muito boa no campeonato de ambos Benfica e Porto que ocupam os dois primeiros lugares da tabela.

 Por um lado há um Sporting com maior consistência do que na época passada. Neste regresso de Domingos ao AXA, não conseguiu vencer e viu o Sporting ficar a 11 pontos do líder Benfica, diferença pontual que nesta altura é muito difícil de reverter. O Braga viu Lima a ser o homem decisivo, com uma estrutura sólida que Leonardo Jardim está a construir com bastantes novos jogadores.

 O Sporting, como disse Luís Freitas Lobo no programa "Resultado Final", não tem rotinas táticas, resultado de muitos reforços e mudanças regulares no 11 inicial. O jogo de ontem mostrou bem isso, com muitas falhas nos vários sectores dos leões e com Matías a rumar contra a maré, sendo ele um jogador só que não conseguiu fazer a diferença. Mau regresso de Domingos a Braga, que perde assim pontos para um candidato direto ao 3º lugar, que nesta época dá acesso à 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, onde o Braga esteve na época passada, eliminando o Celtic.

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 "O Sporting está de volta". Este tem sido o lema da equipa de Domingos Paciência nesta época, que se pode compreender de mais do que uma forma. Como sabem na temporada passada esta era uma equipa sem razões para acreditar em títulos passado algum tempo, tendo sido eliminada de todas as frentes em que estava inserido, com uma desvantagem avassaladora no campeonato. Neste momento todas essas conquistas ainda estão em cima da mesa, com o campeonato a ser a que mais preocupa Domingos nesta altura, dada a desvantagem pontual de 8 pontos para com o Benfica, que vai agora liderando a Liga Zon Sagres.

 Neste jogo frente ao Nacional o Sporting suou muito, mas demonstrou algo que na época passada era pedir mais. É certo que a primeira parte dos leões não foi das melhores, sofrendo os dois golos que silenciaram Alvalade e que deram ao Nacional um grande impulso motivacional. Até é-me difícil comparar a diferença deste Sporting e do da época passada, mas a verdade é que mais uma vez a equipa demonstrou estar diferente. No sentido exibicional e anímico. O golo de Schaars fez com que a meia casa de Alvalade se enchesse de orgulho.

 Mais uma vez veio ao de cima o facto do Sporting jogar contra 10 elementos na segunda parte. Se as expulsões são justas, o que é o caso, não há razão possível para mandar piadas. O Sporting apenas fez aquilo que lhe competia, assumiu ainda mais o controlo do jogo, chegando com mérito ao empate, marcando Elias a faltar um quarto de hora para o período de descontos e Schaars, já no sexto minuto destas compensações. Basicamente a expulsão foi um bom alarme para este Sporting que despertou imediatamente, emendando de certa forma a primeira parte de avanço que deu à equipa de Pedro Caixinha.

 É um empate que se adequa àquilo que foi o jogo, num bom espetáculo que de resto foi um bocado estragado no final da partida, onde membros de ambas as equipas se envolveram em confrontos e com uma alegada troca de palavras de João Pereira, onde na conferência de imprensa após o jogo o treinador do Sporting chegou a acusar o treinador do Nacional de ter insultado o lateral direito leonino. É um incidente que a meu ver deveria ser um pouco aprofundado, porque qualquer que tenha sido a ação de Caixinha ou João Pereira, é na mesma reprovável. Incidentes deste carácter estragam um pouco aquilo que são bons jogos, que neste caso se aplica.

 No outro jogo desta 1ª mão das meias finais da Taça de Portugal a Académica venceu de uma forma muita apertada a Oliveirense, num golo que aparentemente está na moda nesta competição. O golo surgiu aos 95 minutos, depois de 90 minutos onde os treinadores já só pensavam na próxima mão. Resultado favorável à equipa da casa que está assim muito perto de voltar ao Jamor.

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  No dia depois do clássico que colocou Sporting e Porto frente a frente em Alvalade as reflexões e opiniões mais sinceras de pessoas de ambos os clubes variava. Mas não há razões para discordar da opinião de que o jogo foi jogado com o coração, mas não com a cabeça. Esse fator gerou apreciações diferenciadas de adeptos de ambos os clubes, num jogo que beneficiou o Benfica mais do que as duas equipas participantes neste jogo. O empate beneficia o rival lisboeta do Sporting que neste momento vai-se encaminhando para uma vitória na Marinha Grande. Neste jogo as oportunidades de golo não abundaram, mas quase na sua totalidade o jogo proporcionou um ritmo bastante intenso ao estilo do campeonato inglês, com diferenças, claro. Ambas as formações esforçaram-se bastante mas não conseguiram o golo apesar de algumas perdidas, sobressaindo-se uma de Izmailov, onde demorou demasiado tempo a ajeitar a bola e rematou depois, permitindo a Álvaro Pereira o corte mais valioso de toda a partida, já que Hélton estava batido.


Antes do início da partida já havia um acontecimento caricato. Como devem saber, o relvado de Alvalade nem sempre é o melhor. Para dar um bom ambiente aos espectadores, o tapete verde do estádio foi pintado com spray nas zonas em que o estado seria mais crítico. Isso notou-se bastante já que no final do jogo equipamentos, mãos e braços dos jogadores e bolas estavam com uma parte do spray. Não foi algo que condicionasse o espetáculo, até pelo contrário, porque para o sentido estético é sempre bom ver um relvado em aparentes boas condições. Na imagem podem ver o central do Sporting a cabecear a bola oficial do próximo europeu de futebol, com uma tonalidade verde causada pelo spray no relvado de Alvalade.

As equipas subiram ao relvado com uma surpresa no onze inicial do Sporting, na medida em que o 'cliente habitual' chamado André Santos nem no banco de suplentes esteve. O jogador que estava emprestado ao Cercle Brugge na Bélgica chegou e foi titular, pelo menos de minha parte há curiosidade para saber se vai manter o seu lugar a titular ou não. De resto ia ser substituído por Matias Fernandéz quando estavam decorridos poucos minutos da primeira parte. Na equipa visitante a surpresa esteve no ataque. O facto de Hulk começar a ponta de lança surpreendeu algumas pessoas já que mais uma vez digo que Hulk foi feito para jogar a extremo, sendo ele um jogador com uma capacidade de explosão tremenda. Hulk não esteve tão ativo no jogo graças a Onyewu que foi um dos melhores em campo no lado do Sporting.

Na primeira parte o Sporting pareceu melhor sobretudo nos minutos iniciais onde dispôs de alguns lances de perigo iminente com contra-ataques do Porto a serem uma constante, com a velocidade de Hulk e Djalma quando chamado ao jogo, porém foi um pouco anulado por Insúa que não dando nas vistas como noutros jogos fez uma exibição ainda assim sólida. Mesmo assim houveram lances de perigo para ambas as equipas sem qualquer domínio absoluto de uma ou outra equipa, sendo na segunda parte o Porto a melhor equipa na maior parte das ocasiões. Devido a uma organização defensiva impressionante o Porto tinha alguma facilidade em sair para o ataque mas pecava nas tentativas de finalização ou ataque à bola em cruzamentos eles feitos quase todos por Álvaro Pereira, que por mais de uma ocasião ficou descontente com a atitude dos jogadores que não se faziam à bola nos seus cruzamentos. Falta um ponta de lança, isso é um dado indiscutível. No Sporting quem ocupou essa posição foi Ricky van Wolfswinkel que foi muito infeliz neste jogo. Pode-se dizer que atravessa um momento de frustração.

Falando de substituições nenhuma delas inovou muito na partida, mas pode-se dizer que a entrada de Izmailov deu novo rumo ao Sporting em algumas ocasiões, mas por outro lado foi ele que protagonizou o maior falhanço da partida não deixando que a sua equipa passasse para a frente no jogo, pouca sorte teve o russo. No final do jogo lesionou-se novamente, disse Domingos. No lado do Porto, James foi o mais ativo dos jogadores que entraram no decorrer do jogo, mesmo assim não fazendo a diferença. Kléber jogou pouco mas esteve mais uma vez apagado do jogo. Resta-me dizer ainda que nenhuma destas substituições alterou os sistemas táticos das equipas, que de resto foi semelhante. 4-4-3 com um triângulo invertido, sendo os médios com características mais defensivas Schaars e Fernando.

João Moutinho não foi propriamente feliz em Alvalade nesta partida. Levou um cartão amarelo e falha assim o próximo jogo do Porto no campeonato em casa, frente ao Rio Ave. Foi também alvo de muitos assobios sempre que tocava na bola, tendo inclusive uma maçã chegado ao relvado pintado de Alvalade. Empate que faz jus àquilo que foi o jogo. Partida muito intensa mas sem grandes oportunidades. 


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Clássico que pode ser decisivo nas épocas dos clubes intervenientes neste jogo em Alvalade, por volta das 20h15 na hora de Portugal continental. O último confronto entre estes dois emblemas, em abril do ano passado, ditou uma vitória do Porto que acabaria depois por ser contestada devido à sua arbitragem. A verdade é que nenhum dos clubes está a morar no seu passado. O Sporting reforçou-se muito para a nova época enquanto o Porto deixou escapar André Villas-Boas e Falcao para o Chelsea e Atlético de Madrid, respetivamente. As equipas mudaram e de que forma na nova época, sendo o Sporting uma equipa que está consistentemente a praticar um futebol agradável, enquanto o Porto tem tido alguns problemas em fluir o seu, apesar de nos últimos jogos as melhorias terem sido significativas.

Em teoria quem parte com vantagem é o Futebol Clube do Porto, embora nestes jogos a classificação de pouco servir. Jogos entre os três grandes em Portugal são vividos de uma forma intensa e com prognósticos reservados, para muitos apenas no fim do jogo. Vale a imprevisibilidade dos resultados, já que nos últimos anos a fasquia dos clássicos em Portugal tem sido bastante elevada, com resultados gordos, qualidade de jogo digna dos melhores campeonatos europeus e emoções mistas por parte dos adeptos desses clubes.

Um clássico significa emoção em Portugal, na época passada as duas entidades que viviam mais o jogo na equipa nortenha saíram do clube, o treinador e o ponta de lança goleador, Falcao. Sobretudo este primeiro era um motivador dentro da equipa, alguém que encorajava os jogadores e vibrava com os jogos de uma maneira pouco comum, não contendo as suas emoções, fossem elas boas ou más, junto do banco de suplentes. Muitas alegrias teve o treinador como também o seu adjunto na época passada e atual treinador principal da equipa, Vítor Pereira. Pinto da Costa jogou pelo seguro promovendo-o depois da saída do jovem treinador que está no Chelsea. Por outro lado os termos alegria e emoção não foram vistos em Alvalade, dado o mau momento que o clube viveu na época passada. Conta com um novo treinador depois das saídas aguardadas de José Couceiro e Paulo Sérgio do Sporting, que está a fazer uma excelente época no Hearts tal como Couceiro fez no Lokomotiv de Moscovo.

Isto para dizer que não se sabe o que esperar deste jogo que pode fazer com que o Sporting se aproxime do Porto e da liderança do campeonato, imaginando um deslize de um dos líderes do campeonato na Marinha Grande neste fim de semana. O que se pode esperar é um excelente jogo de futebol com as duas equipas na máxima força, com táticas iguais às que costumam usar. Não existem lesões que obriguem a uma mudança drástica no futebol de qualquer equipa interveniente. No Sporting já existem reforços, entre eles há Renato Neto que pode ser a grande surpresa na titularidade. James continua em dúvida e apenas na véspera do jogo se saberá se realmente jogará ou não.

Para finalizar esta antevisão, há que falar de Moutinho. Saiu do Sporting em busca de títulos na época passada, sendo uma das transferência mais sonantes e surpreendentes da história do futebol português. Será assobiado ou aplaudido em Alvalade?

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Não acompanhei a primeira parte praticamente toda, mas vi a segunda parte praticamente toda, só mudei uns minutos para o Barcelona porque aquilo é fenomenal. Vitória bem conseguida do Sporting, merecida diga-se. A exibição foi positiva, sem uma inspiração coletiva muito grande mas o principal foi que a equipa cometeu poucos erros, essa tem sido uma das virtudes deste Sporting, com Domingos e o seu perfeccionismo. O Sporting só não vence a Taça de Portugal se existir um tomba gigantes na próxima fase, o que acho improvável, já que nesta fase é tudo mais 'lógico'. É a única equipa portuguesa que ainda está a disputar quatro competições, mérito para este Sporting que finalmente encontrou um processo fácil para a estabilização. E há talentos individuais fascinantes nesta equipa, hoje foi a prova disso.

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Final de semana com grandes jogos quer a nível nacional e internacional. Desde já peço desculpa por não colocar uma análise na íntegra do jogo de ontem, realizado em Coimbra, mas apenas acompanhei metade da segunda parte, mas posso dizer com segurança que o Sporting esteve bem e apenas pecou por ser perdulário, especialmente Wolfswinkel esteve num dia não. Atípico, já que está a ser um dos melhores esta época, pelo Sporting.

Comecemos por Inglaterra. O campeonato mais competitivo do mundo e onde todas as semanas se realizam jogos com importância elevada. Nesta jornada o City podia manter o primeiro lugar, o Liverpool podia dar um sinal de estabilização e pediam-se 3 pontos a André-Villas Boas. No principal jogo da jornada o Arsenal foi incapaz de continuar com a recente forma de resultados, sendo derrotado num jogo equilibrado em certas partes. O estratega Silva fez a diferença. Se o Chelsea mentalizou-se que a vitória era um dado certo, Villas-Boas deveria estar ainda mais devastado. Os londrinos deixaram-se empatar nos últimos minutos, frente a uma das equipas com pior forma caseira, o Wigan. Noutros jogos com destaque merecido, Liverpool, Stoke e Tottenham levaram a melhor sobre Aston Villa, Wolverhampton e Sunderland respetivamente. Nota positiva para o City de Mancini e o oposto para o Newcastle que continua a abrandar.

Na Bundesliga mais uma jornada emocionante. Bayern avassalador e um Schalke levado ao topo por Raul. Mesmo com Ribery expulso aos 33 minutos os bávaros mostraram um claro domínio durante todo o jogo vencendo o Colónia de Petit por 3-0, mostrando o porquê de estarem isolados no comando da liga. Destaque para Alaba, jovem que fez uma grande exibição. Raul contribuiu e de que forma para uma mão cheia, marcando três dos cinco golos do Schalke 04 na receção ao Werder Bremen. Um grande poderio ofensivo da equipa da casa, segurando assim o último lugar do pódio nesta Liga. O Dortmund goleou o Friburgo, e surpreendentemente, o Leverkusen sofreu uma derrota pesada em casa às mãos do Nuremberga. 

Num fim de semana onde o Barcelona não entrou em ação para a liga BBVA, destaque mais do que óbvio para o Real Madrid de Mourinho que foi a Sevilha golear a equipa da casa por 2-6, tendo Ronaldo marcado três desses golos. O Valência segurou também o terceiro lugar que parece estável, tendo o Atlético de Madrid perdido frente ao Bétis, no Calderón. Está ao rubro o campeonato espanhol, com um Barcelona que ameaça roubar o primeiro lugar. Destaque também para duas surpresas que ocupam respetivamente o quarto e quinto lugar, Levante e Osasuna, com a vitória do Osasuna frente ao Villarreal e com a equipa de Carlos Martins, o Granada, a derrotar o Levante.

Terminamos com um campeonato fantástico, na minha opinião o melhor da Europa neste momento. A Juventus continua em primeiro lugar, depois de bater o Novara com muita classe, por 2-0. Falhou apenas a finalização, isto mais uma vez, já que Matri tem estado mal nos jogos e Del Piero já não rende tanto como noutros tempos, apesar de conseguir fazer uma partida na sua totalidade. Nos dois grandes jogos da jornada a Lázio empatou em casa com a Udinese, enquanto que a Roma venceu e de que forma o Nápoles no San Paolo por 1-3, resultado surpreendente. A dois pontos da Juventus de Conte estão Milan e Udinese, com 31 pontos. Na próxima jornada (1, já que não foi realizada na altura certa por causa de uma greve) a Juventus defronta a Udinese no Friui. A Lázio, com menos quatro do que a Juventus, continua em 4º lugar. Com uma excelente recuperação nos últimos jogos o Internazionale já ocupa o último lugar da primeira mão da classificação, a 10 pontos da Vecchia Signora.

Noutras ligas, é de destacar o Montpellier na França, devido à sua consistência em resultados positivos. 


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Foi hoje o sorteio dos 16-avos de final da Liga Europa e também dos oitavos de final da Liga dos Campeões, principal competição europeia de clubes. Os clubes portugueses têm missões difíceis, já que terão difíceis jogos pela frente.

Sport Lisboa e Benfica: É a única equipa portuguesa ainda na Liga dos Campeões. Vai defrontar o Zenit, equipa que curiosamente enfrentou o Porto na fase de grupos. A equipa tem como uma das figuras principais o português Danny. Os russos jogam a primeira mão em casa, dia 15 do segundo mês de 2012, enquanto o jogo na Luz será em Março.

Futebol Clube do Porto: Apanhou o adversário, vendo pela forma atual, mais difícil deste sorteio. O Manchester City está em primeiro lugar no campeonato inglês, e veio da Liga dos Campeões como um dos quatro melhores terceiros classificados. A equipa de Mancini conta com jogadores de enorme qualidade, como Balotelli, Agüero e David Silva. O Porto joga no Dragão dia 16 de Fevereiro, e joga na condição de visitante no dia 22 desse mesmo mês.

Sporting Clube de Portugal: O clube português com um sorteio mais acessível. Os lisboetas vão defrontar os polacos, que têm como ponto forte o ambiente no seu estádio, em Varsóvia. O Legia não tem uma figura indiscutível, mas tem um coletivo forte.

Sporting Clube de Braga: Tarefa muito difícil para a equipa de Leonardo Jardim. Vão encontrar o Besiktas, equipa treinada por Carlos Carvalhal, e que conta com os portugueses Manuel Fernandes, Quaresma, Simão e Hugo Almeida. O jogo no AXA será fundamental, pois na Turquia a equipa que conta com vários portugueses é muito complicada de vencer.

Noutros destaques, os duelos que opõem o Milan ao Arsenal e Nápoles ao Chelsea prometem ser os mais quentes da Liga dos Campeões, enquanto na Liga Europa destacam-se os confrontos entre Ajax e Manchester United, tal como os jogos Lázio - Atlético de Madrid e Stoke - Valência. Grandes jogos europeus nesta primeira fase do mata-mata.