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   Tem 21 anos e fez formação no Santos e no Cruzeiro, atual campeão brasileiro. Chegou inclusive a ser sondado pelo SC Braga em 2013, mas continuou no Brasil até janeiro de 2015, data em que assinou pelo Leixões Sport Club. Com 10 jogos disputados pela formação de Matosinhos na Segunda Liga já leva 2 golos e outras tantas assistências. Tem Ronaldinho como uma das grandes referências e é o mais recente entrevistado da Crónica Futebolística: conheça o brasileiro Bruno Lamas de apenas 21, o jogador que joga com o 9 na camisola, mas que exerce funções de 10.

  A Crónica Futebolística agradece a simpatia e a disponibilidade do Bruno em todos os momentos que culminaram na entrevista.



1. Chegou ao futebol português no início do ano, proveninente do Cruzeiro. Se é verdade que o início foi algo turbulento, com alguns problemas internos do clube, acredita que neste momento assentou definitivamente em Matosinhos no plano emocional e exibicional?

Sim, o começo foi muito turbulento e meio assustador, acredito que agora deu uma estabilizada e acho que tudo pode ainda melhorar, eu me adaptei muito bem e estou bem agora na parte emocional e exibicional.

2. Em 2013, antes de assinar pelo Cruzeiro, a comunicação social portuguesa dava como certa a sua transferência para o Sporting de Braga. Olhando para trás, acha que tomou a decisão correta?

Sim , tive contato com o Sporting de Braga, porém nunca houve uma proposta em concreto e o Cruzeiro me mostrou uma proposta e achei melhor naquele momento ficar um pouco mais no Brasil e acho que a decisão foi correta, sim.

3. Com 20 anos estava contratualmente ligado ao campeão brasileiro, o Cruzeiro. Porquê a mudança para o futebol português? Quais foram as principais razões para vestir a camisola leixonense?

Eu tinha mais 1 ano de contrato, porém com o elenco que estava o Cruzeiro seria difícil eu, por ter 20 anos, ter minha chance, sendo que tinham nomes como Ricardo Goulart, Júlio Baptista lá, então ouvi o projeto do Leixões e já estava querendo mudar para o futebol europeu, eles mostraram um projeto que achei bom e decidi vir. Está sendo muito bom para me adaptar com o futebol europeu e graças a Deus estou me sentindo muito bem.

4. Joga com o número 9, mas em campo pode executar na perfeição as tarefas de 10. Tendo em conta as suas características acha que se consegue diferenciar da grande maioria dos 'números 10' (em termos posicionais) da Segunda Liga?

Sim, jogo com o número 9 pois passei uma época muito boa no Santos Futebol Clube onde joguei com a 9, mas as minhas características foram sempre as de um camisa 10, de assistências, batidas de falta, chutes de fora da área e gosto muito de fazer golos também.

5. Durante os seus anos no Santos, uma figura do futebol mundial começou a destacar-se: Neymar. Acompanhou de perto a sua evolução? Como pode descrever o craque do Barcelona, quer como pessoa e jogador?

Sim, acompanhei. Era uma pessoa muito humilde que dava atenção a todos e que sempre dava o seu melhor a cada treino. Dava para ver que ele queria melhorar a cada dia e que ia ser um dos melhores do mundo como é hoje.

6. Anteriormente falei de números 10 que frequentemente se diz ser uma posição quase extinta no futebol. Dentro dessa posição há algum jogador em particular que o inspire? E porquê?

Sim. Totti, Zidane e Ronaldinho Gaúcho são 3 jogadores que fico sempre observando as coisas que fazem e faziam pelo jeito de jogar a classe, os dribles e batidas na bola.

7. Em 10 jogos, 2 golos e 2 assistências pelo Leixões. Com esta época quase a terminar, já pensou nas metas para a próxima temporada em termos de golos e assistências? Ou prefere pensar jogo-a-jogo?

Estou muito contente pelo que venho apresentando, mas prefiro pensar a cada jogo, focar no próximo jogo e fazer o meu melhor e la na frente a gente vê o que acontece.

8. Tinha 8 anos quando o Brasil venceu o Mundial na Coreia/Japão. Quais são as suas melhores memórias deste torneio e desta geração do escrete?

Uma falta que Ronaldinho bate da lateral e faz um golaço, jogadas e golos de Rivaldo e Ronaldo, para mim os melhores do Mundial.

9. Para estar bem dentro do campo é preciso estar bem fora dele. Nestes primeiros 3 meses qual é a sua impressão geral sobre Portugal?

É um país muito tranquilo comparado com o Brasil, não tem tantos assaltos, as pessoas saem mais tranquilas nas ruas, bons lugares para se conhecer e passear e bons restaurantes!

10. Aos poucos o Leixões vai apresentando maior consistência e melhores resultados. Acredita que a equipa poderá ambicionar com a subida na época 2015/2016?

Sim, acho que esse final da época foi melhorando os resultados, entrosando melhor o grupo e acredito que se tudo estiver certinho no clube temos grandes chances de brigar pela subida.

11. Fora do campo, como é o Bruno Lamas? Fale um pouco do que gosta de fazer e o relaxa fora do futebol.

Sou muito tranquilo, procuro conversar bastante com amigos, gosto de sair para comer com minha noiva, ir ao cinema, mas sou de ficar bastante em casa assistindo jogos e novelas também.

12. Deixe uma mensagem aos leitores da Crónica Futebolística que leram esta entrevista.

Quero agradecer a todos que leram esta minha entrevista foi um prazer falar com a Crónica Futebolística, e agradecer a todos que me apoiam e vamos para cima jogo a jogo procurar melhorar, um abraço a todos.

PERGUNTAS RÁPIDAS

Jogador favorito: Ronaldinho Gaúcho
Treinador favorito: Pep Guardiola
Golo favorito: Ronaldinho Gauçho contra o Real Madrid
Melhor que golo que marcou: No santos em 2010
Melhor exibição da carreira: Atualmente contra o Porto B
Jogo mais importante da carreira: Contra o Porto B
Colega de equipa mais influente: Roberto Souza
Melhor qualidade como futebolista: Pé esquerdo, chute de fora da área, assistências e batidas de falta e escanteio.

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  Issey Nakajima-Farran is a 30 year old soccer player, artist and citizen of the world. He has played in 4 continents in his 12 professional years, After he parted ways with Impact Montreal, he's focusing in his art and shared with Crónica Futebolística his amazing life story. I would like to personally thank Issey for his sympathy and avaliability.
  
  Before reading this interview, you can follow Issey in his social media:
  1. Instagram
  2. Twitter
  3. http://isseyart.com/ - He's avaliable to sign a message for who's interested in his prints.

  Issey Nakajima-Farran é um futebolista, artista e cidadão do mundo de 30 anos. Já jogou em 4 continentes durante os seus 12 anos como profissional. Após rescindir com o Impact Monteal, foca-se agora na sua arte e partilhou com a Crónica Futebolística a sua magnífica história de vida. Gostaria de agradecer ao Issey pela simpatia e disponibilidade.

  Antes de ler a entrevista, pode seguir Issey nas redes sociais:

  1. Instagram
  2. Twitter
  3. www.isseyart.com/ - Está disponível para assinar uma mensagem a quem estiver interessado nas suas pinturas.



1. In 2014 the newspaper Nikkei Voice wrote an article about your career, describing it as a wild ride. You're 30 and you've played in 10 different teams so far in 4 different continents. If you were asked to describe and soccer career in two words, what would those be? The same two that Nikkei Voice used or you have a different vision of your career? Tell us a little about the ride.

1. Em 2014 o jornal Nikkei Voice escreveu um artigo sobre a tua carreira, descrevendo-a como uma viagem espetacular. Tens 30 anos e durante a tua carreira jogaste em 10 clubes direrentes, em 4 continentes. Se te pedissem para descrever a tua carreira em duas palavras, quais seriam? As mesmas que o Nikkei Voice usou ou tens uma visão diferente da tua carreira? Fala-nos um pouco sobre esta viagem.

EN: Exciting adventure.  It's been a great ride so far in my 12 years of professional football. 

PT: Aventura excitante. Tem sido uma grande viagem até agora nos meus 12 anos como futebolista profissional.

2. Your mom is japanese and your dad is british-canadian, that's a mix we don't see often in football. You were born in Calgary and moved to Japan with 3 years old. Then at 16, six years after going to England, you returned to Asia and to Tokyo Verdy. You previously said that your coaches in Japan didn't quite welcome you well to the team (and I'm stating this according to what I read on NV). Like Mike Havenaar, who has dutch parentage, do you believe you suffered some kind of xenophobia or some kind of hatred due to the fact that you have different origins or were born in a different country?


2. A tua mãe é japonesa e o teu pai é inglês-canadiano, é uma combinação que não se vê frequentemente no futebol. Nasceste em Calgary e mudaste-te para o Japão com 3 anos de idade. Aos 16, passados 6 anos da tua ida para a Inglaterra, regressaste à Ásia para jogar no Tokyo Verdy. Disseste anteriormente, citando o Nikkei Voice, que os teus treinadores no Japão não te faziam sentir bem-vindo. Tal como Mike Havenaar, japonês que tem ascendência holandesa, acreditas que sofreste algum tipo de xenofobia ou algum tipo de ódio devido ao facto de teres diferentes origens ou teres nascido num país diferente?

EN: Well there are old fashioned minded people everywhere and that have a little racism. Every country has its views of the forigners and with me being a foreigner at every country I have been in where I am basically a well adaptable outsider. There were still comments thrown at me when Iwas 16, yelling "go back to your home country gaijin (foreigner)” by the coach after I miss controlled the ball. This is also the japanese harsh coaching environment I was in with its old fashioned coach we had at the time. Who would only beat down on the player and never praise. Was definitely something Ihad to adapt to coming from England. But how I was treated back in my youth days did make me stronger and motivated me to reach heights the coaches didn’t see etc. Something that kept me going through the hard times.

PT: Bem, há pessoas com o pensamento antiquado em todo o lado que têm um pouco de racismo em si. Cada país tem as suas visões de estrangeiros, comigo a ser um estrangeiro em qualquer país em que estive, em qual sou basicamente um estrangeiro que se integra bem. Quando tinha 16 anos ainda havia comentadores dirigidos a mim, com o meu treinador a gritar "volta ao teu país, gaijin (estrangeiro)" após eu ter falhado um controlo de bola. Isto também era o ambiente duro e antiquado que envolvia os treinadores japoneses na altura. Que só criticavam e nunca elogiavam. Foi certamente algo a que tive de me adaptar vindo da Inglaterra. Mas a forma como era tratado nos meus dias de formação fez-me mais forte e motivado para chegar a patamares onde os meus treinadores não me viam. Foi algo que me continuar nos tempos difíceis.

3. Including your Crystal Palace years in the youth teams,  you've played in 7 different countries in 4 different continents. That's something just a few group of players can say and be proud of. Looking back at those experiences, what countries can you say - not only soccer wise - you really loved and want to go back one day? And why?

3. Incluindo os teus anos no Crystal Palace, nas equipas jovens, jogaste em 7 países diferentes em 4 continentes. Isso é algo que um pequeno grupo de jogadores pode estar orgulho de dizer. Olhando para trás, para essas experiências, quais os países que podes realmente dizer - não só em termos de futebol - que realmente adoraste e um dia queiras voltar? E porquê?

EN: Yeah it's been quite a journey. I loved every moment of it. From the urban city jungle of Singapore and Tokyo to the nature of Australia and Cyprus. I can’t say where's my favourite as I will visit when I’m done playing. Even Copenhagen is one of my favourite cities. For me it's just the perfect size and during the summer its one of the greatest places to be. Toronto and Montreal are fantastic cities where I can say I lived a short time there and enjoyed its vibe. 

PT: Sim, tem sido uma grande aventura. Adorei todos os momentos da mesma. Desde a selva urbana na Singapura e em Tokyo à natureza da Austrália e do Chipre. Não consigo dizer qual é a minha favorita que irei visitar quando acabar a carreira. Até Copenhaga é uma das minhas cidades favoritas. Para mim tem o tamannho perfeito e durante o verão é um dos melhores sítios para ir. Toronto e Montreal são cidades fantásticas onde posso dizer que vivi durante um curto espaço de tempo e gostei da sua vibração.

4. Denmark is known as one of the most culturally advanced countries in the world. On your 6 year spell with the nordic nation, you represented 3 different clubes. Before that, you were playing in Singapure. If considering Asia your home, that was your first professional experience outside of the continent. How were things in Europe? What were the main differences you felt, in general?

4. A Dinamarca é conhecida como um dos países mais culturalmente desenvolvidos do mundo. Na tua jornada de 6 anos no país nórdico, representaste 3 clubes diferentes. Antes disso, jogavas na Singapura. Considerando o continente asiático como a tua casa, foi a tua 1ª experiência fora de casa. Como foram as coisas na Europa? No geral, quais foram as principais diferenças que sentiste?

EN: It was a transition for me after my first 3 years playing pro in Japan and then 2 years in Singapore, and then to move to a european cultured football. I think a lot of japanese youngsters, or youngsters in general going through the early stages of pro football struggle due to language barrier and generally "athlete healthy smart”. So many players don’t treat their bodies correctly and their time in the top flight becomes narrowed due to injuries etc. Seen so many come and go as its always a challenge to leave your home country to play abroad. And also find that place mentally where you are comfortable and settled as a player to perform to your full potential. But europe is the home of football. Its a religion and you feel it from the fans and players. What they go through to be where they are. Which was different to the MLS players i met who used soccer as a method to achieve education through scholarship. Europe, for me, with the guys I met and played with had no plan Bs. It was do or die approach. It was evident in the way they train. 

PT: Foi uma transição para mim após os meus primeiros 3 anos de futebol profissional no Japão e depois 2 anos na Singapura, mudando-me depois para um país com cultura futebolística europeia. Acho que muitos jovens japoneses, ou jovens no geral que tentam ultrapassar as primeiras etapas do futebol profissional, têm dificuldades devido à barreira linguísticas e geralmente "athlete healthy smart" (termo utilizado para relacionar a inteligência do atleta na gestão da sua saúde e aspeto físico). Portanto muitos jogadores não tratam os seus corpos da forma correta e o seu tempo no topo torna-se mais curto devido a lesões e outras razões. Vendo tantos jogadores a irem e a voltarem, é sempre desafiante abandonar o teu país e ir jogar no estrangeiro. Assim como encontrar aquele estado mental onde te sintas confortável e bem ambientado como jogador para atuares com todo o teu potencial. Mas a Europa é a casa do futebol. É uma religião e sentes isso com os fãs e jogadores. O que eles ultrapassaram para chegar onde estão. O que é diferente dos jogadores da MLS que conheci porque usam o futebol como forma de conseguir bolsas num plano educativo. Os jogadores que conheci na Europa não tinham planos B. Era fazer ou morrer. E isso era evidente pela forma como treinavam.

5. After the cold Denmark came the land of the kangoroos. Although in a smaller rate than MLS, australian soccer is growing. If my information is right, you played 23 A-League games and scored 4 goals, helping Brisbane Roar win their second championship title. Putting the title aside for a moment, how did you adapt do the country itself? How was it different than Japan, Singapure or Denmark?

5. Depois da fria Dinamarca chegou a terra dos cangurus. Ainda que num ritmo mais reduzido que a MLS, o futebol australiano está a crescer. Se os meus registos coincidem com a verdade, fizeste 23 partidas na A-League e marcaste 4 golos, ajudando o Brisbane Roar a vencer o seu 2º título de campeão. Colocando o título de lado durante um momento, como te adaptaste ao país em si? Em que sentidos se diferenciava do Japão, Singapura ou Dinamarca?

EN: I think Austrlian football is similar to MLS but the contracts are more european football orientated. But similar level and the fans are big sports fans who support their city's games. Whether its rugby union or Auzzie rules or cricket. A full house every game with its great atmosphere. It was great playing in the A-league and winning the title. 

A lot of players ask how was australia as they would loved to play in a country like that. And for me it's an amazing country with great people and incredible wild life. The cities pigeons look like small cross between an pelican and a flamingo who have no fear in eating crums off the floor, by peoples feet. The parrots around the stadium sound like wild monkeys. You thought it was rats scrimmaging through the garbage and its really a tarantula. You think it's a person standing in the middle of the road on the outskirts closer to the beach high ways until they start hoping away. The cat sized fruit bats that fly across the brisbane city at 5 pm every day is unreal. You can also spot dolphins, whales and sharks… but all these things are normal to australians, and for me it was a totally different world aside from the game.

PT: Acho que o futebol australiano é semelhante à MLS, mas os contratos são mais orientados pelo estilo europeu. Mas têm um nível similiar e os adeptos são grandes fãs de desporto que apoiam os jogos nas suas cidades. Independentemente de ser rugby union ou Aussie Rules, ou até cricket. Uma casa cheia em todos os jogos é sempre uma grande atmosfera. Foi fantástico ter jogador na A-League e ter vencido o título.

Muitos jogadores perguntam-me como é a Austrália porque eles adoravam ter jogado num país como esse. E para mim é um país fantástico com grandes pessoas e uma vida selvagem incrível. Os pombos das cidades parecem um pequeno cruzamento entre pelicanos e flamengos que não têm medo de comer miolos do chão, mesmo perto dos pés das pessoas. Os papagaios perto do estádio soam como macacos selvagens. Pensas que são ratos nos caixotes de lixo, mas na realidade são tarantulas. Pensas que são pessoas no meio da estrada na periferia das cidades, perto da praia, até começaram a fugir. Os morcegos da fruta do tamanho de gatos que voam por Brisbane às 5 da tarde todos os dias são surreais. Também consegues avistar golfinhos, baleias e tubarões... mas isso tudo é normal para os australianos, e para mim foi um mundo completamente diferente fora do futebol.

6. No doubt that 2014 was a huge year for your career. For the first time you were playing in your home in a match that was not for the national team. How did you feel playing in Toronto, knowing that you had a huge support system behind you, like your family and MNT players?

6. Sem dúvida que 2014 foi um grande ano na tua carreira. Pela primeira vez, excluindo os jogos de seleção, jogaste em casa. Como te sentiste a jogar em Toronto, sabendo que tinhas um grande sistema de apoio atrás de ti, como a tua família e os jogadores da seleção nacional?

EN: Playing in Canada was great,  but learned more about my own nation and its football. As I didn’t grow up playing the game in Canada so I had no idea how it lacked so many aspects to the game. Playing abroad seeing how national team players are treated and how clubs treat their national team players. For the clubs abroad they had pride in their players actually representing the country. In Denmark, Japan, Cyprus, Australia the announcements of the players selected were handled differently. Clubs home page to the meeting before training by the coach to congratulate the internationals. With this sort of mentality its only natural to have pride and honour to be built representing your country. And what I thought was normal was very different in Canada. I made a point in other interviews that MLS is only exploiting the canadian cities as canadian international players are not supported at all by the 3 canadian clubs. So with what I've seen in a year says a lot about canadian football. And there's more respect being a player for Canada outside Canada than in Canada. Argument goes both ways but with so many players with big CV and experience playing for canada but not good enough for MLS clubs. At the end of the day, its a business. And canadian clubs prefer the marketing over foreign imports rather than home grown canadians. Again arguments can go both ways, but in my time I've only seen it one way. 

For my short time though, I loved playing in Canada. And have always loved and honored playing and representing the country. Especially with the guys we have involved at the moment with the staff there's a sense of excitement and a great family feel to the national team. You can always change clubs and where you live but you can't change the national team once you commit. And for me, we have a great bunch of guys and talent. And I have great faith in the future talent also.

PT: Jogar no Canadá foi excelente, mas aprendi mais sobre o meu próprio país e o seu futebol. Não cresci a jogar futebol no Canadá portanto não tinha ideia de como tinha carência de tantos aspetos no que toca ao jogo. Jogar no estrangeiro e perceber como os internacionais pelas seleções eram tratados e como os clubes tratavam os seus internacionais. Os clubes internacionais têm orgulho nos seus internacionais. Na Dinamarca, Japão, Chipre e Austrália os anúncios das convocatórias eram tratados de forma diferente. A página do clube e os treinadores congratulavam os internacionais na palestra antes do treino. Com esta mentalidade é normal ter orgulho e um sentido de honra em representar o teu país. E o que eu pensava que era normal era muito diferente no Canadá. Estabeleci um ponto numa outra entrevista que a MLS só está a explorar as cidades canadianos, sendo que os internacionais pelo Canadá não são em nada apoiados pelos 3 clubes canadianos. Portanto o que eu vi num ano diz muito sobre o  futebol canadiano. E há mais respeito por um jogador que jogue pelo Canadá no estrangeiro do que há por um jogador que jogue pelo Canadá... no próprio Canadá. Os argumentos vão para os 2 lados, mas há tantos jogadores com grandes currículos e experiência pelo Canadá, mas que não são bons o suficiente para a MLS. No fim do dia, é um negócio. E os clubes canadianos preferem o marketing proveniente de jogadores estrangeiros ao invés de apostar em jogadores da casa. Novamente, o argumento pode dar para os 2 lados. Mas no meu tempo, só vi 1.

Apesar disso, adorei jogar no Canadá no meu curto período de tempo. E sempre adorei e fiquei honrado por jogar ou representar o meu país. Especialmente com o grupo envolvido e com a staff há um grande sentido de entusiasmo e um grande sentimento de família na seleção nacional. Podes sempre mudar de clube e residência, mas não podes mudar de seleção nacional assim que fazes um compromisso. E para mim, temos um grande grupo de homens e taento. E tenho grande fé no futuro da seleção, também.

7. After parting ways with Impact Montreal, do you feel confident in finding a club or new country that can make you comfortable not only playing soccer but also doing the others things you love?

7. Depois de rescindires com o Impact Montreal, sentes-te confiante em encontrar um novo clube ou país que te faça confortável, não só a jogar futebol mas também como a fazer outras coisas que gostes?

EN: Confidence has never beenn an issue, but as I get older it's definitely getting harder to have the interest from clubs etc. It's just how the market is for players. Even though I feel great and feel in great shape at the age of 30, and feel I have a good 4-6 years left in me. You never know.

Art is always been my remedy or a stress relief in playing the game. A way to take my mind off the game and refresh my creativity. Then I can come back to training with fresh mind and body. 

PT: A confiança nunca foi um problema para mim, mas à medida que vou envelhecendo fica definitivamente mais difícil ter o interesse de clubes. É como o mercado funciona. Isto apesar de ainda me sentir muito bem e em muito boa aos 30 anos. Sinto-me que ainda tenho uns bons 4 a 6 anos em mim. Nunca se sabe.

A arte sempre foi um remédio ou um alívio de stress a jogar futebol. É uma forma de tirar a minha cabeça do jogo e refrescar a minha criatividade. Depois volto aos treinos com a cabeça e mente frescas.

8. Talking about things you love, you're a man of 2 passions. Let's talk about your art for a bit. How and when did it start? When did you stop for a second and said to yourself "I'm actually very good at this"? Tell us a little bit about your methods and inspirations while doing your art.

8. Por falar em coisas que adores, és um homem de duas paixões. Falemos sobre a tua arte durante um pouco. Como e quando começou? Quando é que paraste durante um segundo e pensaste "sou realmente bom nisto"? Fala-nos um pouco sobre os teus métodos e inspirações quando fazes a tua arte.

EN: I started painting around 13, when I broke my ankle before the summer holidays where I had lots of footballing camps and tournaments to go to but that was taken away from me. I sat at home with my cast and that's when my dad pulled out a paint brush and a green pepper or something. And I was like... "Really...? Come on dad... This is lame." But somehow that progressed to using spatulas and doing pieces for my Danish team mates. Doing requests. As it brought out motivation in football with some of the pieces I had in my living space. The first one was Mick Jagger for my captains wife who's father passed away and it was his favourite picture of his favourite rock star. When I finished the piece I was nervous to how they would react. But when they broke down crying in memory of her father with sadness but also joy of how her father reacted to this very picture. They loved it and I stood there amazed of how I could move people in a positive way with a canvas with my crap. That's when it all started with request. I sold over 30 pieces with mainly portraying custom pieces for my team mates and fans.

My inspirations is really the cultures that I experienced but I've been wanting to do more football orientated paintings. Or players that I look up to. Like the painting that I did of Messi.

Please check out my stuff at www.isseyart.com.

PT: Comecei a pintar por volta dos meus 13 anos, quando parti o tornozelo antes das férias de verão, onde tinha imensos campos [de verão] de futebol e torneios para ir. Mas isso foi-me retirado. Sentei-me em casa com o gesso e isso foi quando o meu pai sacou um pincel e um pimentão ou algo assim. E a minha reação foi algo como "A sério? Anda lá pai... isto é piroso." Mas de alguma forma isto progrediu a usar espátulas (tipo de pincel) e fazer quadros para os colegas dinamarqueses que faziam pedidos. Isso trouxe motivação no futebol, com algumas obras que tinha na sala de estar. O primeiro foi do Mick Jagger, para a esposa do meu capitão cujo pai tinha morrido e era a sua estrela de rock favorita. Quando terminei fiquei nervoso para com a sua reação. Mas quando começaram a chorar em hora do seu pai com tristeza, mas também com alegria de como o seu pai reagiria a esta pintura. Eles adoraram e fiquei ali fascinado de como podia mover as pessoas de forma positiva com uma tela em branco e as minhas porcarias. Foi quando comecei a aceitar pedidos. Já vendi mais de 30 peças, maioritariamente pedidos para os meus colegas de equipa e fãs.

As minhas inspirações são realmente as culturas que experienciei, mas ando a querer fazer mais pinturas sobre futebol. Ou de jogadores que admiro como a que fiz do Messi. 

Por favor visitem o meu trabalho em www.isseyart.com.

9. Another thing I would like to ask you. Worldwide, excluding few countries, the common soccer player doesn't graduate and only does one thing for a living: play soccer, of course. But that's not the case with you, Issey. Education obviously means a lot to you, proof is that you graduated in Yokohama International School. You did not only graduate, as you have your own art business selling your pieces in your website. In any way, do you think of yourself as someone revolutionary in someway? 

9. Outra coisa que gostaria de te perguntar. Mundialmente, excluindo alguns países, o futebolista comum não tira um curso superior e apenas faz uma coisa: joga futebol, claro. Mas com o Issey é diferente. A educação obviamente significa muito para ti e a prova disso é que te formaste na Yokohama International School. Além disso, também tens o teu próprio negócio artístico onde vendes quadros no teu website. De alguma forma, pensas em ti como alguém revolucionário?

EN: Not at all. Without my parents advice and support I would of never had the opportunity to leave home at the age of 16 to pursue full time youth pro level and full high school education. That was the Japanese system back then compared to the schools of excellence programme in England where couple subjects were studied at the club. Training every day and getting paid around 200 pounds a week which for a 16 year old was fantastic. I had few older friends that went through that system and ended up being builders as they didn't make the cut at 18. With no education and football not turning out as dreamed there's not a lot of options for youngsters with the programme that was laid out infront of me. My parents sold their house to put me through international school in Tokyo and covered my education. My parents are both entrepreneurs which have some influence in my interests outside football. 

PT: Não, de todo. Sem os conselhos e apoio dos meus pais nunca teria a oportunidade de sair de casa aos 16 anos para perseguir jogar a tempo inteiro nos escalões jovens e formar-me no secundário. Isso era o sistema japonês comparado com as escolas de excelência na Inglaterra onde poucas matérias eram estudadas no clube. Treinar todos os dias e receber 200 libras por semanas (à volta de 270 euros) era excelente para alguém de 16 anos. Tinha alguns amigos mais velhos que seguiram esse sistema e acabaram por trabalhar nas construções quando não entraram nas equipas principais aos 18 anos. Sem educação e com o futebol a não se tornar no sonho esperado, não havia grandes opções com o programa que me foi colocado. Os meus pais venderam a nossa casa para me colocarem na Internacional School em Tokyo e pagar a minha educação. Os meus pais são ambos empreendedores, tendo alguma influência nos meus interesses fora do futebol.

10. Continuing on the art, what you do is impressive. Even more while playing soccer at the same time. Do you believe you are an example on how to share the message that "there's time for everything" and that "it's possible to conciliate everything?

10. Continuando na tua arte, o que fazes é impressionante. Ainda para mais jogando futebol ao mesmo tempo. Acreditas que és um exemplo no que toca a partilhar de que "há tempo para tudo" e que "é possível conciliar tudo"?

EN: Well it's all thanks to my parents really. Who guided me that education was just as important as pursuing your dream like I mentioned before. There's a lot of guys I played with who train in the mornings with our clubs and then head home around lunch time and play call of duty for the rest of the day. I was never brought up with the game consoles even though every guy on the team wants to challenge me in Fifa as being Japanese they think I have 7 fingers per hand... Well at least that's the banter that goes on until they see that I totally suck and play Fifa like the mortal combat arcade games where you basically just push every button quickly as possible. I guess that tactic doesn't work so well for Fifa and my banter that I would rinse these guys ends before 2nd half. My point is, I was never brought up playing on the play station. Do something that would better you as a human being and do something that you love. I've based my life on that, and I'm lucky to have my health and still have much more to give in the game and on canvas.

PT: Bem, isso é tudo graças aos meus pais que me orientaram que a educação é tão importante como perseguir o sonho que mencionei antes. Há muita gente com quem joguei que treina de manhã no clube e que vão para casa por volta do almoço e jogam Call of Duty durante o resto do dia. Nunca fui muito dado a consolas, se bem que qualquer colegas na minha equipa me desafia para a jogar FIFA, sendo que pensam que tenho 7 dedos por mão por ser japonês... Pelo menos é essa a brincadeira que existirá até descobrirem que sou muito mau a jogar FIFA, como os jogos de arcade de Mortal Kombat em que basicamente apertas todos os botões o mais rápido possível. Desconfio que essa tática não me favoreça na FIFA e à brincadeira que ia acabar com eles antes da 2ª parte. O meu ponto é que nunca fui dado a jogar na PlayStation. Faz algo que te faça um melhor ser humano e algo que adores. Baseei a minha vida nisso, e tenho a sorte de ser saudável e ainda ter muito mais para dar no futebol e na tela.


11. Last but not least, what does the future hold for Issey Nakajima-Farran after you hang up the boots? Will you dedicate 100% to your art, estabilishing yourself as a full-time artist?

11. Por último, mas não menos importante, o que reserva o futuro para Issey Nakajima-Farran após pendurar as botas? Irás dedicar-te a 100% na tua arte, estabelecendo-te a ti próprio como artista a tempo inteiro?

EN: Not sure at all. But I will probably still do both. Stay in the game one way or another as an assistant coach or something. While having a lounge bar full of art and helping some young aspiring artists while splattering my crap on the walls too.

PT: Não tenho a certeza. Mas provavelmente farei ambos. Continuarei no futebol de uma forma ou de outra, como adjunto ou algo assim. Assim como ter um bar cheio de pinturas e ajudar alguns jovens artistas aspirantes, ao mesmo tempo que continuarei a espalhar as tintas pelas paredes.

Entrevista de Luís Barreira a Issey-Nakajima Farran em exclusivo para a Crónica Futebolística.

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  Ganhou notoriedade na primeira metade da época 2013/2014 e aparece agora como jogador do Valência Club de Fútbol. O defesa-central português Ruben Vezo pegou de estaca na equipa do Vitória FC na presente época e desde aí que vinha sendo seguido por outros clubes, entre os quais se destacou a formação ché que agora representa. E sobre a sua formação há pouco que se possa contar. Ruben manteve-se fiel ao Vitória, clube da cidade onde nasceu. Começou a jogar à bola com a tenra idade de 6 anos e tem como referência defensiva o brasileiro Thiago Silva. Humilde e esforçado, o setubalense sonha um dia vencer a Liga dos Campeões.

  Antes de dar início à entrevista gostaria de agradecer publicamente a Ruben Vezo que mostrou imensa disponibilidade e humildade durante todo este processo que levou à entrevista. A ele um muitíssimo obrigado. Sucesso para a sua grande carreira. Votos de Luís Barreira, fundador da Crónica Futebolística.



1. Começou a sua carreira como futebolista aos 6 anos. Sentiu que nessa altura podia alcançar o seu atual patamar?

  Comecei a jogar com 6 anos. Jogava muito à bola em casa, então a minha mãe decidiu meter-me no futebol apenas por divertimento e por distração, nunca imaginando ela que fosse essa a profissão que eu viria a seguir. Eu com 6 anos como é claro não tinha noção das coisas, apenas gostava de jogar futebol e dizia que queria ser jogador, mas era o sonho típico de um menino de 6 anos. Nunca com essa idade me passou pela cabeça chegar onde estou hoje.

2. É notório que deu nas vistas, sendo promovido com 16/17 anos ao plantel sénior do Vitória. Como encarou essa oportunidade?

  Encarei essa oportunidade com muita força e determinação, sendo uma oportunidade única tinha que a aproveitar, porque sendo promovido ao plantel sénior tive que deixar a escola porque não dava para conciliar as duas coisas. Nunca tive dúvidas de qual era a minha escolha, era sem dúvida o futebol e aproveitar esta oportunidade. Mas foi uma decisão difícil de explicar à minha mãe e de ela perceber que era uma oportunidade única para dar continuidade ao meu sonho, custou, mas com o passar do tempo ela foi aceitando a decisão.

3. Sejamos sinceros: no início da época 2013/2014, Rúben Vezo era um nome desconhecido para muitos. Alguns meses depois era o nome que estava na boca de muitos seguidores do futebol português. Como encara essa sua evolução meteórica?

  Sim, no início da época é certo que ninguém me conhecia, era um "menino" vindo dos juniores e desconhecido para a maior parte das pessoas. Mas a época felizmente começou a correr bem e fico feliz por agora estar, pela positiva, na boca de muitos seguidores do futebol português como você disse, é sinal que o trabalho que estou a desenvolver está a ser bom e agora é dar continuidade porque ainda há muito caminho a percorrer.

4. Muitas vezes o jogador português critica a falta de oportunidades que as equipas portuguesas oferecem aos seus atletas quando estão para ingressar nos plantéis principais. Tendo essa oportunidade no Vitória, quão grato se considera para com o clube?

  Muitos jogadores reclamam oportunidades e muitos treinadores se calhar têm medo de as dar, ainda para mais na minha posição de defesa central que é uma posição digamos que arriscada porque é muito mais fácil apostar num jovem avançado do que num jovem defesa, porque se o avançado falhar tem uma equipa inteira atrás dele, agora se um defesa falhar tem somente o guarda-redes atrás dele, mas felizmente não passei por essa situação, trabalhei muito para merecer a confiança do mister José Mota.
 
  Por exemplo, 20 dias antes do dia de me apresentar no Vitória para o arranque da pré-temporada comecei a treinar com um preparador físico e amigo que se chama Ventura, ele trabalhou-me fisicamente com treinos muito duros para chegar a altura da pré-época e eu estar melhor fisicamente que os outros e foi isso que aconteceu. 

  Eu abdiquei das minhas férias, coisa do qual não estou arrependido, e cheguei aos treinos de pre época e estava melhor fisicamente que os outros e sobressaia-me nos treinos, acho que essa foi a chave para o meu "sucesso" neste começo de carreira profissional.
E como é claro estou extremamente agradecido a estas pessoas que me ajudaram e pela oportunidade e depósito de confiança que o mister Mota me deu.

5. Não demorou muito até dar nas vistas e ser referenciado como reforço de clubes mais sonantes. Como encarou essas associações?

  É claro que ficava contente e satisfeito com essas associações, mas tentava encará-las com alguma indiferença, estava focado no Vitória e em ajudar o clube a atingir os seus objetivos e não me queria desconcentrar com outras coisas.

6. Chegou o Valência, uma nova etapa na sua vida. Considera ser um sonho tornado realidade?

  Sim, é sem dúvida um sonho tornado realidade jogar na melhor liga do mundo, num dos grandes de Espanha e num clube referência a nível mundial, jogar contra jogadores de classe mundial que antigamente só via pela televisão e hoje posso defrontá-los, é muito satisfatório.

7. Uma mudança pode ser sempre incómoda. Novas caras e novo ambiente. Sente que teve uma boa base de apoio quando chegou a Espanha?

  Quando é que uma mudança é incómoda quando estamos a concretizar o nosso sonho? Penso que nunca. Tenho uma boa base de apoio porque trouxe comigo a minha mãe e a minha irmã, elas que são a minha base e vão ser fundamentais no apoio e equilíbrio emocional quando as coisas possam estar a correr menos bem.

8. Considera que terá uma adaptação rápida e eficaz ao futebol espanhol? Os jogadores portugueses no clube ajudaram o Rúben neste novo período?

  Sim, penso que adaptação está a ser rápida e boa, os meus colegas portugueses bem como toda a equipa receberam-me muito bem, estavam constantemente a dar palavras de incentivo e deixaram-me logo à vontade, diziam para não ter medo de falar e para falar à vontade nos treinos, dar indicações e essas coisas porque era mais um que lá estava para ajudar. E estou a adaptar-me bem ao ritmo, aos novos métodos de jogo e de trabalho e de dia para dia sinto-me muito melhor.

9. Veio do Vitória para o Valência, tendo possibilidade de disputar as competições europeias além de poder ter a função de marcar diretamente jogadores como Ronaldo e Messi. Como encara essa oportunidade? Pressiona-o duma forma positiva?

  Encaro essa oportunidade com muita naturalidade, é um sonho poder jogar essas competições europeias e o facto de jogar em grandes estádios, com ambientes fantásticos, contra jogadores como Ronaldo e Messi, mas não vejo essa oportunidade como pressão e sim de grande motivação por poder jogar nestas condições que disse. 

10. Costuma-se dizer que o céu é o limite. Quais são os seus objetivos/ambições para esta e as seguintes épocas?

  Os meus objectivos para esta época e para as outras épocas passam por trabalhar muito, sempre no limite, para poder continuar a aprender, continuar a evoluir e jogar nesta equipa para dar o meu contributo ao Valência, ajudando a atingir os objectivos estipulados no inicio da época pelo clube e pela equipa.

11. Respostas relâmpago: Jogador favorito? Treinador favorito? Uma qualidade? Um defeito? Um objetivo na sua carreira?

  Thiago Silva, José Mourinho, uma qualidade: sou amigo do meu amigo e tento sempre que os meus estejam bem, um defeito: por vezes enervo-me com alguma facilidade e acabo por dizer coisas que não quero dizer às pessoas que menos devo dizer. E tenho como objectivo um dia ganhar uma Liga dos Campeões e estar no lote dos melhores defesas do mundo.

12. Por fim, se desejar, deixe uma breve mensagem aos seus fãs e aqueles que o apoiam de diversas formas.  

  Queria agradecer a todos que me ajudaram, que me acompanharam e acompanham, que torcem por mim, que deixam mensagens de apoio e incentivo, estou-vos muito agradecido e deixo aqui desde já o meu grande OBRIGADO. Beijinhos e abraços.

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  António Tadeia é atualmente um dos mais conceituados e conhecidos analistas portugueses, trabalhando para a RTP. Tem um vasto currículo, tendo trabalhado em outras estações televisivas como a SIC (donde, de resto, fez a cobertura via comentários dos jogos de Portugal no EURO 2004). É do meu grande agrado que vos apresento este segmentos de perguntas e respostas e, igualmente, agradeço prontamente a António Tadeia pelo tempo disponibilizado para responder a estas perguntas.



Primeiramente, tenho que lhe perguntar de que forma as redes sociais têm importância para si e, se sim, de que forma.

  As redes sociais têm muita importância para mim, tanto como emissor como sobretudo como recetor. Por um lado, tudo o que produzo é colocado na minha página, de forma a poder chegar a mais pessoas. Por outro, servem-me para testar ideias, para ver que recetividade têm, mas também para descobrir coisas, outras formas de ver a mesma realidade. Os leitores podem hoje ser também inspiradores de quem emite opinião.

Qual é a sua primeira grande recordação como jornalista?

  Se me fala da minha primeira grande recordação como jornalista, suponho que queira dizer a mais antiga. Terá de ser o meu primeiro trabalho publicado, na Capital, em finais de Outubro de 1988.

Melhor recordação que tem na sua vida profissional?

  Lembro duas coisas em particular. Primeiro, o trabalho feito no Europeu de 2000, na Holanda, em que estive a coordenar no terreno a equipa do Record que acompanhava a seleção nacional. Depois, o nascimento e consolidação da revista Record Dez, de Abril de 2004 até ao momento em que de lá saí, em Setembro de 2005. A revista mudou e acabou por fechar. 

O que dizer sobre o atual panorama do futebol inglês?

  Tanta coisa... De repente a divisão entre os clubes que gastam como se não houvesse amanhã (Manchester City, mas também o Chelsea) e aqueles que vão consolidando o estatuto de grandes (Manchester United à cabeça) à base da continuidade. Alguma simpatia pelo trabalho feito no Arsenal, que vende sempre antes de ganhar, e curiosidade pelo que pode fazer Villas-Boas no Tottenham. E ainda a espera pelo renascimento dos dois gigantes de Liverpool.

Como caracteriza, atualmente, o futebol praticado nos principais escalões do nosso futebol? Acredita que há uma grande discrepância entre os dois primeiros escalões?

  Acho que não há assim uma discrepância tão grande. As melhores equipas da II Liga bater-se-iam bem com as de meio da tabela para baixo na I Liga. Há grande discrepância, isso sim, entre os quatro grandes, que reforçam o poder com as verbas das provas europeias, e o resto das equipas. Mas até essa pode ser anulada com dias bons ou maus.

Falando de si, como caracteriza a sua personalidade futebolística? Acredita ter alguma característica particular quer a analisar, comentar e argumentar?

  Procuro ser simples e direto. Costumo dizer que sou um gajo como outro qualquer, porque é isso mesmo. A diferença é que este é o meu trabalho e por isso dedico mais tempo à criação de alguns fatores diferenciadores. Mas cada vez mais me preocupo som a leitura de jogo e menos com a história dos protagonistas: porque nos dias de hoje toda a gente tem acesso a ela, pela internet.

Aproxima-se a Copa no Brasil, passando antes pelo cheirinho que será a Taça das Confederações. Acredita no apuramento português, apesar dos obstáculos que todos nós conhecemos?

  Portugal pode estar no Mundial, e nem sou radical ao ponto de dizer que terá de ser através do play-off. É certo que o topo do grupo se afigura muito difícil, mas se ganharmos todos os nossos jogos e a Rússia perder uma vez seremos primeiros. Depois, no play-off, tudo dependerá de quem nos calhar - sendo que dificilmente teremos a sorte de enfrentar outra Bósnia.

Fora dos campeonatos referidos, há algum que siga e quiçá lhe desperte algum sentimento especial?

  Gosto muito de ver a Premier League e a Bundesliga, mas ainda não percebi se tem apenas a ver com a qualidade das transmissões, que nessas Ligas são as melhores de todas. O Brasileirão também me suscita sempre muita curiosidade, mas só no PFC - gosto muito de os ouvir.

EURO2004, Portugal. Tinha 6 anos, mas você tinha já um vasto currículo e participou no evento. Que recordações tem dessa competição que uniu Portugal e colou-os às televisões?

  Lembro-me de muita coisa. Eu estava na Dez, pelo que não fiz o acompanhamento diário da prova. Fiz também os comentários dos jogos de Portugal na SIC. Lembro-me da vitória sobre a Rússia na Luz (que fiz na SIC), do sucesso sobre a Espanha em Alvalade (que acompanhei no estádio, para o Record), dos penaltis contra a Inglaterra (que vi na redação da Dez, pois calhou em dia de fecho) e de ir a Alvalade ver o jogo com a Holanda e do mar de gente a festejar à saída do estádio, que fez com que demorasse uma eternidade a chegar ao restaurante onde fui jantar a seguir. E depois lembro-me de, em folga, ir à Luz ver a final e de, após a derrota, ter ido a pé para casa sem perceber bem como tinha sido possível perder aquele jogo.

Por fim, tem algumas palavras de apreço para quem quer de facto seguir as pisadas de jornalista?

  Para ser jornalista há uma regra de ouro - ler muito, ler sempre. Foi isso que me disse o meu primeiro chefe a sério na profissão (o João Querido Manha) na nossa primeira conversa, em 1989. O resto aprende-se andando.

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  João Ricardo Pateiro é atualmente um dos mais reconhecidos e conceituados jornalistas desportivos portugueses, independentemente do meio de comunicação que estejamos a falar. É narrador de jogos de futebol na TSF e nessa mesma rádio tem um programa chamado Entrelinhas. Ocasionalmente comenta jogos na SPORT.TV, sendo que não tem aparições muito frequentes nesta última estação. Em 2011 foi premiado com p melhor relato dum golo num jogo internacional (João Moutinho, Porto 3-0 Paços de Ferreira no dia 28 de outubro de 2011) atribuído pela ESPN Brasil e neste ano o de melhor jornalista de rádio, atribuído pela CNID. Enfim, é do melhor que há em Portugal, sem dúvidas. Na minha opinião pessoal, considero que seja um dos jornalistas mais influentes do nosso futebol.

  Agradeço naturalmente o tempo que disponibilizou para esta entrevista e, obviamente, espero que seja do agrado dos leitores. Com o aniversário do blog feito há pouco tempo, este é um presente que vem bem a calhar. Terminando as introduções, vamos ao que verdadeiramente interessa: as perguntas e respostas.

Perguntas/afirmações por Luís Barreira
Respostas de João Ricardo Pateiro
 


  1. Para introduzir as perguntas tenho de lhe pedir que faça um resumo do seu ano futebolístico.

  Olhe, fiz cerca de 80 relatos de futebol donde destacaria o campeonato da Europa, alguns jogos internacionais embora a carreira das equipas portuguesas não tenha atingido o brilhantismo de épocas anteriores, mas mesmo assim houveram alguns jogos internacionais que me deram gozo fazer. Mas o destaque vai naturalmente para o campeonato da Europa onde Portugal fez uma excelente prestação na Ucrânia e na Polónia e para os cerca de 80 jogos que relatei neste ano de 2012 e não direi que no mundo inteiro porque não sei, mas não conheço ninguém que faça tantos relatos de futebol como eu.

E certamente que todos nós gostamos de ouvir.

  Tenho noção que muita aprecia os meus relatos e que aprecia muito a forma como eu relato os jogos de futebol, mas também tenho a noção de que não agrado a toda a gente, e quando me perguntam isso digo-lhes que nem José Mourinho agrada a todos. Não tenho a pretensão de agradar a toda a gente, tenho a pretensão de agradar a maioria e penso que nesta altura mais do que agradar à maioria consigo agradar a esmagadora maioria.

  2. Falou na seleção nacional. Acredita que se naquela lotaria de grandes penalidades Portugal tivesse passado teria probabilidades de vencer "aquela" Itália em Kiev?

  Eu penso que sim. Penso que se Portugal tivesse passado contra a Espanha tinha muitas condições para vencer o campeonato na Europa. Só não concordo totalmente consigo quando diz que "as grandes penalidades são uma lotaria". Acho que existe ali, evidentemente, um factor sorte um pouco maior do que nas restantes componentes do jogo, mas acho que mesmo na marcação de grandes penalidades existe competência. Ou se é mais ou se é menos competente a marcar ou a defendê-las e eu penso que aí a Espanha foi mais forte que Portugal e passou à final do campeonato da Europa.

  Respondendo à segunda parte da pergunta, e como também já referi penso que se Portugal passasse contra a Espanha as probabilidades de Portugal ser campeão da Europa eram bastante grandes.

  Mérito para nuestros hermanos, mas a Itália mostrou-se muito debilitada naquela final...

  A Espanha também é muito forte, não é? A Espanha é nesta altura talvez a seleção mais forte do mundo ou pelo menos uma das mais fortes. É uma seleção que é campeã do mundo e da Europa, muito traquejada, muito rodada, com uma base dum clube que é o Barcelona onde os jogadores jogam praticamente de olhos fechados. Portanto, tudo muito bem alinhado e a Espanha é um adversário muito forte e isso deve ser tomado em conta. Seja como for concordo consigo, esperava um bocadinho mais de réplica da Itália, ou seja, esperava que a Espanha ganhasse e fosse campeã da Europa, mas que a Itália desse mais um pouco de luta.

  3. No início da sua carreira algum dia imaginou que chegaria à TSF e que seria um dos mais prestigiados e conhecidos relatadores de futebol do país?

  Eu nunca pensei muito nisso... é claro que todos nós temos sonhos e projetos de carreira e eu não fujo à regra, sempre tive as minhas ambições de projetar a minha carreira e de seguir aquilo que eu queria, mas nunca pensei ser considerado por muitos como "o melhor" ou ter esta visibilidade e mediatismo todo à minha volta.

E já ganhou prémios...

  Sim, ganhei o prémio CNID para melhor jornalista de rádio em 2012 e um da ESPN Brasil para melhor relato do mundo dum golo. Foi um prémio que me deixou muito satisfeito, um inédito no país, nunca ninguém tinha ganho essa prémio em Portugal do melhor relato a nível mundial dum golo de futebol e isso deixou-me muito feliz. Venho dum país muito forte em termos de comunicação e em termos de relatos e isso ainda me deixa mais satisfeito. Vem duma cadeia internacional que é um monstro a nível mundial que é a ESPN e, portanto, isso deixa-me muito orgulhoso, muito contente e é muito gratificante receber tudo isso, todos esses prémios e todo o carinho por parte dos ouvintes o que no fundo é um reflexo do meu trabalho e do quanto as pessoas gostam dele.

  4. Falou em projetos, eu falo em ideias. Donde surgiu a ideia de fazer músicas para os jogadores?

  A ideia das músicas para os jogadores não é 100% minha, aliás na génese a ideia é do João Paulo Meneses que é um colega meu na TSF, jornalista também. Sabe que eu gosto de cantar e de adaptar músicas em diversas situações e propôs-me adaptar músicas aos jogadores nos momentos dos golos. Por coincidência fui à casa de banho na TSF e vim com a música do Falcao que era:

 

  Então cheguei à redação e perguntei-lhe se era mais ou menos isto e ele disse que era exatamente isso. Então, fiz essa primeira música para o Falcao que foi um sucesso estrondoso e tive de fazer músicas para vários jogadores ao ponto de nesta altura ter mais de 50 músicas para jogadores.

  5. Qual é o sentimento de ganhar os prémios como os que ganhou?

  É o que lhe disse, os prémios que ganhei são o fruto do meu trabalho, representam o quanto as pessoas gostam do meu trabalho, deixam-me muito feliz e sinceramente sinto-me muito acarinhado pelos ouvintes, pelas pessoas na rua quando me abordam, sinto muito carinho de toda a gente e isso deixa-me muito contente e seja qual for a nossa atividade profissional é muito bom sentirmos que as pessoas gostam do que fazemos e esses prémios acabaram por ser reflexo disso.

  6. Falou no golo que lhe fez vencer o prémio da ESPN, eu falo em jogos. Qual o jogo mais emocionante que já narrou?

  O jogo que me marcou mais em termos de relato foi a final de Sevilha, em 2003,  quando o Porto conquista a Taça UEFA ganhando ao Celtic essa taça. Esse foi o jogo que até hoje mais me marcou e quando me perguntam isso diretamente digo que há vários jogos que me marcaram, mas quando me perguntam como me perguntou, em termos em relato, aquele que me vem diretamente à memória é esse jogo em Sevilha.

E falo da rádio porque é muito mais emocionante que a televisão no que toca a comentários.

  Sim, a rádio é mais, eu diria. Utiliza uma linguagem simples para as pessoas perceberem melhor. A rádio é um meio mais quente, a televisão é um meio mais frio e distante das pessoas. A rádio aproxima muito, é muito intimista, tem momentos em que é quase confessionário, não é? Isso cria um laço de muita afinidade com o ouvinte, algo que a televisão não proporciona por ser um meio de comunicação diferente.

  7. Nunca pensou em fazer a transição de rádio para televisão?

  Eu gosto muito de fazer televisão, ao contrário do que as pessoas pensam. Sou apaixonado pela rádio, mas também gosto muito de fazer televisão e vou matando esse bichinho de vez em quando com alguns jogos que faço para a SPORT.TV. Faço alguns trabalhos em reportagens, não só em jogos e isso permite-me matar o bichinho da televisão.

  8. Qual foi o jogador ou personalidade ligada com o futebol que mais gostou de conhecer nas suas aventuras futebolísticas?

  Como pessoas, nem vou falar tanto em jogador mas sim por exemplo em treinadores que eu gostei de conhecer: Toni e Fernando Santos, duas pessoas que eu gostei muito de conhecer ao longo deste meu trajeto profissional que eu destacaria como dois bons profissionais, duas fantásticas pessoas. Depois, gostei muito de conhecer o Paulo Bento por exemplo, gosto muito de estar com o João Tomás, um amigo que tenho e uma ótima pessoa, gosto muito de estar com ele. E há outros jogador mais mediáticos também que fui conhecendo e com quem fui travando algumas relações de maior proximidade e de amizade.

  9. Falando daqueles que não conheceu, qual o seu jogador e treinador de eleição?

  O meu treinador de eleição é José Mourinho. Acho que está à frente de todos, é um treinador que sempre achei fantástico... acho que é um orgulho para Portugal ter um treinador como José Mourinho, assim como é orgulho para Portugal ter um jogador como Cristiano Ronaldo, são coisas que nos devem orgulhar. Destacaria esses 2 por serem bons, por serem extremamente bons e, claro, por serem portugueses.

  10. Quais são as suas expectativas profissionais para 2013?

  Espero continuar a fazer um trabalho que as pessoas gostem, continuar os meus relatos, tentar melhorá-los e fazer sempre melhor e basicamente é isso, não tenho muito mais a dizer sobre esse assunto. Sobre expectativas nunca se sabe o que vai acontecer no futuro, eu espero que aconteçam coisas bons a nível profissional e que a minha carreira continue a ser uma boa carreira no jornalismo.

  Talvez fazer mais um pouco de televisão, era uma coisa que me agradava. O programa que tenho agora na TSF, o Entrelinhas: cimentar cada vez mais esse programa e torná-lo uma referência no meio radiofónico em Portugal e no panorama das entrevistas desportivas em Portugal porque é um programa que apareceu há pouco, tem a minha assinatura e gostava que ele vingasse cada vez mais com a colaboração daqueles que são os protagonistas, quer os jogadores, treinadores e dirigentes do futebol português. Conto com eles para que o programa seja cada vez mais ouvido e se torna uma referência na entrevista em Portugal.

  -- Votos de um bom Natal e Ano Novo de João Ricardo Pateiro a todos os leitores do blog, agradecendo também o carinho com que sempre o têm tratado e acompanhado o seu trabalho, principalmente na TSF. Dele para vós um grande abraço.

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Sérgio Sousa é atualmente jornalista na estação de televisão mais badalada em Portugal no que toca a desporto. Tal como os seus colegas de estação Nélson Pereira, Rui Miguel Mendonça e Miguel Prates tem variadas funções no canal, desde apresentação de notícias (pivot) a ter conversas informais (como ele próprio o diz) no Reverso da Medalha. O meu muito obrigado ao Sérgio Sousa pela entrevista concedida e, aos leitores, espero que gostem desta entrevista. 10 meses de Crónica Futebolística, 10 entrevistas, 10 perguntas. Vá, vamos ao que interessa:



1. Para introduzir este bloco de questões, diga em poucas palavras o que o levou a aceitar este pedido de entrevista.

Espreitei o blog. Achei, desde logo, que se trata de uma boa iniciativa, em bom português. Revela maturidade para um jovem da idade do Luís. Acho importante apoiar quem tem gosto pela escrita desportiva.

2. No EURO emoções referiu que a sua primeira experiência num estádio de futebol foi na Luz, num Portugal 5-0 Escócia. Qual foi a sensação? É algo que ainda hoje o marca como um acontecimento especial?

Não foi a primeira vez que vi um jogo ao vivo mas foi a primeira experiência num encontro da seleção nacional. Naquela altura, as pessoas estavam mais distantes da seleção do que dos respectivos clubes. Foi um jogo marcante por ter sido, de facto, aquele que puxou a paixão pela selecção portuguesa. E, também, por um conjunto de acontecimentos que marcam um jovem, nomeadamente iniciar um cântico que alastra a todo o estádio ou o espírito de fair play que envolveu os adeptos portugueses e escoceses.

3. Lembra-se de quando começou a trabalhar para a SPORT.TV? Estava nervoso nessa altura?

Não estava propriamente nervoso. Já tinha experiência profissional na RTP e no Diário Digital. Mas há sempre a ansiedade de iniciar uma nova aventura profissional, integrado numa nova redacção. Afinal, estava no local ideal para quem gosta de televisão, desporto e jornalismo...

4. Qual é, a seu ver, a sua melhor recordação em estúdio?

Há muitas. Mas tenho que destacar o trabalho feito no mundial 2010, na África do Sul. A preparação, acompanhamento da seleção nacional e a compilação de todo esse trabalho de equipa num programa de estúdio diário, feito num país tão especial, é marcante.

5. Qual é a parte que gosta mais no seu emprego? São as entrevistas, os debates ou algo diferente?

Gosto, essencialmente, do trabalho de pivot. Nesta altura, o programa que mais gozo me dá fazer é o Reverso da Medalha. Sou uma pessoa pouco formal. É um programa que permite revelar o meu lado mais descontraído em conversa pura com protagonistas do desporto nacional. É, também, uma forma de chamar a atenção para tudo o que é extra-futebol. Não critico a cultura futebolística do nosso país, mas critico a falta de cultura desportiva global que leva a que, muitas vezes, se desvalorizem os feitos de atletas notáveis em outras modalidades.

6. Fora de estúdio, certamente já trocou impressões com figuras públicas (uma delas foi Pelé, veja-se). Qual foi a pessoa ligada ao futebol que lhe deu mais gosto conhecer pessoalmente?

Tenho esse privilégio... de ter acesso a pessoas/figuras que sempre admirei. Seria difícil nomear toda a gente. Mas o Pelé foi, de facto, especial. Não é todos os dias que estamos perante um ícone do futebol. E fiquei surpreendido com a simpatia dele. 

7. A grande penalidade mandada à barra por Bruno Alves e o remate de Fabregas carimbaram o acesso de Espanha à final do EURO'2012. Imaginando uma passagem portuguesa, acredita que a seleção das quinas tinha condições para derrotar a Itália que se apresentou em Kiev no dia 1 de julho?

Sim, claramente! Portugal ultrapassou as dificuldades de um grupo complicadíssimo. E apanhou a melhor seleção do mundo (e, quem sabe, de todos os tempos) nas meias-finais, dando luta até ao fim. Vimos uma Itália diferente neste europeu, com uma abertura táctica enorme, por oposição ao rigor habitual do "catenaccio". Portugal poderia dar-se bem melhor com esta "nova Itália" de Prandelli do que com a tradicional forma de jogar dos transalpinos. Não chegaria ao números que Espanha apresentou na final, mas estou convencido que a seleção nacional discutiria o resultado até ao fim.

8. Desde que começou a acompanhar futebol minuciosamente qual é a equipa que lhe chamou mais atenção? 

É inevitável falar do Barcelona. Já se disse tudo e mais alguma coisa. Quem diz que é um futebol chato deveria ser internado! É, para mim, a melhor equipa de sempre, pelo menos aquela que mais prazer me deu ver jogar até hoje. 

9. Treinador e jogador de eleição para si.

Na actualidade? O treinador é indiscutível: José Mourinho. Jogadores há muitos... Analisando o duelo da moda, sou incapaz de escolher, por muito que apele ao patriotismo, entre Cristiano Ronaldo e Messi.

10. Por fim, tenho que lhe perguntar o que tem a dizer a aspirantes jornalistas ou repórteres que querem seguir pisadas semelhantes às suas.

Acima de tudo paixão pelo desporto, pela profissão, sem esquecer algo fundamental que, por vezes é descurado... Escrever em bom português! Preparem-se bem para cada trabalho, cultivem a vossa cultura desportiva e tenham uma grande disponibilidade e dedicação à profissão. O resto vem por acréscimo...

Questões: Luís Barreira (Crónica Futebolística) | Respostas de Sérgio Sousa: 15 de outubro

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1. Nome e clube que apoias.

André Carvalho e Leixões Sport Club.

2. Como e quando te tornaste adepto do Leixões SC?

Mal cheguei cá a Matosinhos o meu avô fez questão de me começar a levar aos jogos do Leixões e posso dizer que foi logo amor à primeira vista. Tive no entanto sorte da época em que apanhei o Leixões, porque acho que na época 2001/2002 qualquer pessoa que tivesse visto o Leixões ficava a simpatizar com o clube, eu felizmente o fiz.

3. O que preferes: os jogadores do teu clube vencerem todos os jogos ou honrarem, acima de tudo, o símbolo que lhes está no peito?

Acima de tudo que dignifiquem o símbolo que usam ao peito. O Leixões nunca foi um clube de títulos no futebol, mas sempre foi um de raça, entrega e amor à camisola e é isso que nós adeptos, exigimos todos os santos fins de semana. Esta época tal como a última têm sido um exemplo enorme disso mesmo.

4. Qual é a tua melhor recordação no Estádio do Mar?

A minha melhor recordação no Estádio do Mar tem de ser sem dúvidas o jogo frente ao Belasica. Consegui em 15 minutos chorar por duas vezes, de tristeza e de alegria. Quando os macedónios marcam o 2º chorei como nunca pensando que o Leixões estava a partir desse momento eliminado, para 15 minutos depois chorar de alegria no golo do empate marcado por Brito, foi o momento mais emocionante da minha vida.

5. Melhor época futebolística para ti.

A época da súbida e a época do famoso 6º lugar em que vencemos no Dragão e Alvalade. A época da subida porque foi repleta de vitórias e grandes momentos e pelo melhor futebol que o Leixões apresentou desde que eu tenho o prazer de o ver. E a outra porque... acho que vitória no Dragão e em Alvalade diz tudo, não?

6. Qual é o pior momento que já viveste como adepto dos leixonenses?

A descida de divisão, sem qualquer dúvida.

7. Um jogador que tenha marcado profundamente (e porquê).

Florent Olivier Sylvain Hanin. É simplesmente o meu ídolo, pela sua qualidade, humildade, entrega e raça quando entra em campo. Desejo-lhe toda a sorte do mundo indepentemente dos clubes que ele passar, nunca será esquecido por mim a época que ele cá fez e as atitudes que tomou.

8. Se tivesses que escolher um treindor do passado para regressar, quem seria? O que destacas nele?

Carlos Carvalhal. Pela final da Taça, pelas vitórias na Europa e por um futebol espectaculo apresentado nessas duas épocas. Para além de ter deixado um plantel com que o grande Abílio Novais foi capaz de nos fazer subir com 103 pontos.

9. É um sonho teu jogar futebol sénior no Leixões?

Sinceramente? Não. É muito mais um sonho meu simplesmente ser um adepto do clube porque jogadores, treinadores, presidentes, todos eles vêm e vão mas os adeptos, os verdadeiros adeptos ficam para sempre e é assim que eu quero ser recordado.

10. Lá fora, tens preferências clubísticas?

Futból Club Barcelona, Huracán, Juventus e Bayer Leverkusen, são os que mais simpatizo. Principalmente o Barcelona.

11. Qual é o teu jogador preferido fora do Leixões?

Pergunta dificil... Há dois, o Florent (como é óbvio) e o melhor do mundo e de sempre, Lionel Messi.

12. Expectativas para esta época desportiva da equipa de Matosinhos. (no clube e pessoais)

Espero uma época tranquila mas sempre com o sentimento de que os jogadores deram tudo e mais alguma coisa no final dos jogos. A prioridade aqui é fazer crescer os jogadores para no próximo ano fazer uma época à Leixões.

Quanto a mim, espero poder e vou fazer o máximo para que consiga ir ver os 42 jogos da Liga mais os jogos que fizermos na Taça de Portugal.

13. Por fim, escreve algumas palavras a falar do porquê de teres aceite esta entrevista e dá uma opinião sobre o blog.

Estás a criar um projeto muito bom mesmo e foi com imenso agrado que aceitei dar esta entrevista para dar a conhecer aos outros um bocado do que é ser leixonense. 

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César Alves é o mais recente entrevistado do blog. Este treinador de 16 anos das escolas formação do AC Bougadense (e adjunto nos iniciados) prova que o sonho comanda a ambição. Sim, 16 anos. Não é todos os dias...



Nome, idade e clube que apoias.

César Alves, 16 anos, Futebol Clube do Porto.

Quando é que te viste adepto confesso do FC Porto?

Não consigo dizer "foi no dia X" ou na idade Y. Sei que sou do Porto desde sempre. O meu pai é portista, o meu avô materno é sócio há mais de 50 anos, e o meu bisavô idem. Sempre fui portista e sempre gostei de ver o Porto ganhar. Mas só há cerca de 4/5 anos me fui tornando o adepto doentio que sou hoje. Hoje sou mais portista do que nunca, e amanhã serei mais um bocadinho. Tem sido a minha vida, assim.

O facto de viveres no Norte ajuda a essa causa?

Não consigo dizer se vivesse em Lisboa, seria do Sporting ou do Benfica. No entanto, hoje não me imagino a apoiar outro clube que não o Porto, em Portugal. Impossível. O Porto foi tornando-se para mim, mais do que um clube, um conjunto de valores que sigo na vida. E não encontro semelhante no nosso país.

Qual é o teu maior sonho?

Profissionalmente, é ser treinador profissional, no alto rendimento. Não só por causa do jogo em si, mas tudo o que ele envolve. Fazer 50000 pessoas explodir de alegria, pelo trabalho que desenvolvemos, é mágico. Ajudar e guiar um conjunto de jogadores a atingirem os seus objetivos, é fantástico só de imaginar. Isso fascina-me. E mais ainda pelo facto da posição de treinador ter tantas "subfunções" a ela associadas. É algo que primo na minha vida. Acho que as pessoas devem saber fazer várias coisas. E o trabalho do treinador de alto rendimento não se esgota no escolher o 11 ao domingo. Treinos, executá-los e planeá-los, jogos, observar, estudar, refletir, reunir com os colaboradores. Gerir departamentos... E depois para gerir um departamento que pouco tem a ver com o futebol, como o médico, é importante pelo menos perceber algo do assunto, para poder escolher as melhores pessoas, e saber avaliar o trabalho delas. Mas, aliado ao sonho de ser treinador, tenho uma série de objetivos que quero cumprir. 

Quero, um dia, conseguir abrir uma fundação para as crianças desfavorecidas, os animais, e todos aqueles que precisam de ajuda. Quando se é famoso e se tem sucesso, consegue mover-se massas. Eu desejo o sucesso e a fama por esta razão. Como eu quero ajudar, quero muita gente a ajudar também, no futuro. Mais. Como eu tive uma oportunidade fantástica de me iniciar cedo naquilo que amo, quero ajudar outros miúdos, no futuro, a terem oportunidades destas. Seja no futebol, ou noutra área. Temos de apostar na formação das nossas crianças, porque elas são o futuro. E no fundo, quero que daqui a 100 anos, as pessoas ainda lembrem o meu trabalho e o impacto que eu espero ter na profissão que escolhi.

Perdeste respeito pelo André Villas-Boas, aquando da sua saída atribulada?

Não penso que tenha perdido o respeito. Doeu-me muito a saída do André, até porque ele foi uma das grandes personagens que me levaram a ser treinador. Toda aquela envolvência do "miúdo" que tinha o sonho de treinar o Porto, a postura dele, a sua maneira de ser, eram tudo situações nas quais eu me revia. No entanto, é óbvio que perante a decisão dele, uma decisão que eu não tomaria, fiquei magoado. Na altura, foi uma revolta enorme. Mas com o tempo, a admiração falou mais alto e hoje é ainda uma das pessoas que quero muito conhecer.

Mourinho ou Villas-Boas?

Diferentes, impossível escolher um. Repara que o Mourinho tem uma bagagem enorme, quer como treinador-adjunto, quero como treinador principal. E isso já lhe confere uma vantagem relativamente ao André que, embora também tenha um histórico interessante, é menos rico que o do Mourinho. Além disso, têm maneiras de estar no futebol muito diferentes. O André gosta de ganhar a jogar bem. A inspiração no Barcelona, o 1x4x3x3, a posse. Têm de estar lá na equipa do Villas-Boas. O Mourinho quer ganhar. Ponto final. Se joga com 3 na frente, com 2, com 4. Ele quer ganhar, não importa como joga. É óbvio que as suas equipas jogam muito futebol, o seu Real Madrid foi um portento na época passada e o Porto campeão europeu jogava muito futebol. Mas o Mourinho é um génio, um génio que lê o contexto em que se encontra, e se adequa a ele da melhor forma possível, para, lá está, o objetivo: ganhar. 

O André é um treinador de filosofia e penso que por vezes pode tentar mudar o contexto, o que, não sendo impossível, leva tempo. E tempo é muitas vezes aquilo que nós treinadores não temos. E ao nível do alto rendimento muito menos. 

Resume a tua experiência como treinador até ao momento.

Começou de forma caricata. Eu cheguei à conversa com o presidente do AC Bougadense, onde me encontro, e, depois de falar também com o coordenador da formação, fui inserido na equipa técnica dos Iniciados sub-15. Estavam a lutar pela subida de divisão e acabamos por terminar em 2º lugar, perdendo no último jogo. Fazendo uma retrospetiva, foi muito interessante a evolução. Quando comecei, era tudo novo para mim. 

Tinha, na altura, ainda 15 anos. E andava a "apalpar" os cantos àquele mundo, como se costuma dizer. Falava pouco. A minha vida no clube baseava-se muito no observar, observar, refletir. Foi muito isso o meu início. Mas tive sempre um excelente apoio, e senti sempre que nunca estava sozinho. Isso foi bom. O tempo foi passando e eu fui ganhando alguma importância. Passei a experienciar novas coisas, a dar treinos, a orientar até jogos amigáveis, e comecei a ganhar confiança. Penso que se baseou muito nisso, a confiança. Precisei do "balãozinho" de oxigénio que me deram para dar um pequeno grande salto. Hoje já me sinto muito mais à vontade, muito mais ativo, porque cresci como treinador. Não sou um "treinador" oficial, "no papel", mas eu sinto-me treinador, e quem trabalha comigo e quem me ensina quer isso. Que eu me sinta treinador. É importante o apoio que temos por trás, e as sensações são inacreditáveis.

O que sentes quando estás no banco?

É mágico. É o passar "à ação" do que vemos na televisão. É ter de ler o jogo com a "pressão" de aquilo depender de nós. Quando estamos no sofá, dizemos "ah e tal, eu mexia assim e assim, jogava desta maneira ou de outra". Mas no banco não há repetições, não há segundas oportunidades. Tens de agir na hora, no momento, e é preciso estar atento ao detalhe. Os primeiros jogos que orientei sozinho foram experiências riquíssimas, do ponto de vista do conhecimento e da experiência. Deram-me uma grande bagagem, e já chegava a casa a pensar "se calhar teria agido desta maneira ou daquela". No banco, a par do treino, é quando me sinto mais treinador.

Lá fora, tens preferências?

Tenho, como qualquer aficionado pelo futebol. Sou um amante do bom futebol, gosto do Barcelona, gosto do Arsenal. No entanto, o Real Madrid de Mourinho é uma máquina. E há outras boas equipas, com bons treinadores, que é algo que gosto sempre de saber. Sempre que uma equipa me agrada do ponto de vista do estilo de jogo, procuro saber quem é o treinador e perceber se as suas equipas jogam sempre assim ou se é contextual. Culturalmente, também é bom.

Como treinador é óbvio que percebes da coisa. Estás satisfeito com o modelo tatico de Vítor Pereira?

Primeiro é importante definir "modelo tático". Para ser mais específico, falemos de modelo de jogo e sistema tático. O sistema tático não é estanque, é (e deve ser) variável e é um complemento vital do modelo de jogo. Há muitos anos que o 4x3x3 vem sendo parte da filosofia do clube, e muito dificilmente veremos alguém a mudá-lo num futuro próximo. Temos jogadores para o sistema, e o 4x3x3 é dos mais fáceis de assimilar, e aquele que ocupa mais racionalmente todos os espaços do campo. É o meu sistema de eleição, por norma.

Em relação ao modelo de jogo, é um conjunto de comportamentos definidos pelo treinador, depois de analisar a equipa, a estrutura e o contexto em que se encontra, que quer ver evidenciados pelos jogadores ao longo da época. Neste modelo de jogo, está a filosofia da equipa, o tal sistema tático, principal e alternativos, nuances estratégicas, esquemas táticos, por aí fora... Falo, claro, do conhecimento que tenho. Falando então da forma como o Porto joga, com o Vítor Pereira tem variado um pouco, sobretudo em termos de atitude. Está lá a posse, o querer controlar o jogo, o 4x3x3, o avançado que vem buscar jogo  (nunca como com Falcao), por aí. 

Mas o que mais varia, e me entristece, é a atitude da equipa no jogo. Temos partidas em que há imensa posse de bola sem objetivo, lá atrás, e a equipa joga lenta, sem imprimir  velocidade e sem alegria, no fundo. Depois temos jogos fantásticos, como com o Paris St Germain, com intensidade, agressividade e o tal "jogar à Porto". Nesses jogos, espetacular. É preciso é saber gerir e manter. É impossível ser assim em 50 jogos numa época, eu sei. Mas a atitude da equipa não pode ser tão variável de jogo para jogo. É uma das poucas críticas que tenho ao trabalho do Vítor, que, a meu ver, em relação à época passada, melhorou muito, sobretudo em termos de comunicação. E sou um admirador dele.

Estás contente com as recentes decisões da direção, envolvendo o basquetebol e a venda do Incrível?

Em relação ao basquetebol, não sabendo (e nunca saberei) as verdadeiras razões que levaram à decisão, é óbvio que me entristece ver uma modalidade sénior terminar. Mas acredito que no prazo de 3/4 anos teremos a equipa de volta, e que se aposte agora sobretudo na formação. Assunto Hulk, pouco há a dizer. Se ele quis ir, a melhor decisão foi deixá-lo sair. Todos sabíamos que nunca seria por 100M€, e 60M€ foi uma boa quantia. Em termos da sua carreira, se foi o melhor pra ele ou não, já tenho dúvidas. Quanto ao Porto, as pessoas passam, e o clube fica. Só não me tirem o Pinto da Costa (risos).

Uma opinião sobre o blog.

Para já, não dava a entrevista se a opinião não fosse positiva. Gosto, conheço e sei o valor da pessoa e o trabalho de quem está por trás do Blog, e esta entrevista, mais que uma abertura ao mundo da minha opinião, é uma forma de expressar apoio para que se aposte, mais uma vez, na juventude. Força!